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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Filho único: como educá-lo? Parte II - Responsabilidades

Por Evelyn Mayer*

Olá, amigas!

No primeiro artigo sobre como educar o filho único, conversamos sobre a importância de dar limites, do quanto isso é necessário para auxiliar a criança a adquirir responsabilidades, aprender a respeitar os espaços dos outros, pensar sobre o que é realmente importante e primordial.

Neste artigo, falaremos sobre a importância de dar à criança responsabilidades.

Nesses seis anos de maternidade, tive que aprender a lidar com o meu filho para compreendê-lo e saber como dar a ele as responsabilidades de maneira com que entendesse que era para o bem dele. Quem disser que é fácil está mentindo, meninas! É super difícil! A gente acha que os filhos serão o que sonhávamos, mas quando nascem, descobrimos que têm personalidade própria. E não há alternativa, mamães: temos que aprender a lidar com essa realidade.

Sendo assim, compartilho algumas dicas que funcionaram comigo e têm me auxiliado a não tornar o meu mocinho infantilizado, mas cada vez mais responsável conforme cresce. Olhem só:

- Passei a não fazer mais coisas básicas por ele. Eu sei que tem dia que a gente fica morrendo de dó e acaba dando banho, limpando o bumbum ou coisa parecida. Mas isso não é justo com eles, entendem? Você já sabe que seu neném é mega esperto. Ele sabe que se você passar a fazer ele vai dar um jeitinho de ter isso sempre (pelo menos o meu faz isso! Rsrs). Então, o legal, é fazer lembrá-lo que aquilo já é de responsabilidade dele. Meu menino até fazia um “dramalhão mexicano” e tal, mas nem ligava. Hoje, ele já sabe que não adianta enrolar: ele tem que fazer e pronto.

- Outra coisa bacana é colocar atividades para ele conforme a maturidade. Por exemplo: quando o meu pequeno tinha um ano, comecei a deixá-lo comer sozinho. Lógico que tinha que auxiliá-lo, mas nem me importava com a sujeira. Isso foi dando a ele autoconfiança. Na cabecinha deles, pelo que noto, conforme vamos dando estas atividades, eles se sentem super capazes e a auto-estima vai aos céus! Com dois aninhos já sabia que o lugar do pratinho é na pia. E nem preciso falar mais. Termina de comer, levanta e põe na pia. Depois, aos três anos, passou a tomar banho sozinho. Fiquei assistindo um bom tempo, mandando lavá-lo aqui e ali. Hoje, ele já se vira sozinho. Agora, com seis anos, ele precisa manter o quarto dele arrumadinho e cuidar de seu material escolar. Tem dia que ele enrola horrores pra arrumar o quarto, tenta negociar para que eu arrume... Então eu mostro a ele que quanto mais ele demorar, menos tempo terá para brincar. E assim ele se convence que não vai ter jeito, então o melhor é fazer logo.

- Houve um tempo em que o meu neném queria porque queria toda e qualquer moedinha que visse. Hoje, a gente já explica pra ele que dinheiro é algo que não cai do céu, mas que se luta muito para ter. E vira e mexe a gente dá umas atividades “lucrativas” (me ajudar a arrumar o almoço, a sala...). Outra coisa é fazê-lo poupar o dinheiro e gastá-lo com ele. Se quer um carrinho, por exemplo, a gente o faz poupar e, depois, levamos ao shopping para comprar tal carrinho. Se ele quebra algo (dia desses ele quebrou a maçaneta da porta da cozinha da minha mãe!), fazemos com que pague, que é para entender que se estragou, a responsabilidade é dele de arrumar. Claro que nem sempre ele dá o valor real e absoluto do produto, mas só o fato de fazê-lo participar disso tem feito ele refletir bastante sobre isso. Sobre o caso da maçaneta mesmo ele chorou muito, mas pergunta se ele quebrou mais alguma coisa depois disso? ;)

- Por fim, aprendi que o reforço positivo é uma arma importantíssima nesse processo de formação. Sempre elogio meu moleque, e quando ele erra, não fico apontando o dedo, mas conversamos sobre o que houve, a fim de que ele melhore.  E já reparei que ele também usa do reforço para com os outros. Dia desses fiz uma comida que ele queria e ele ficou me elogiando o tempo todo. O elogio também faz com que eles se esforcem em melhorar, sabe? Vale muito a pena.

E você, mamãe? Quais dicas pode dar para reforçarmos sobre a responsabilidade? Partilha aí!

Até a próxima!

*Evelyn Mayer  é católica, consagrada à Virgem Maria, casada, mãe, professora de Língua Portuguesa e palestrante de recursos humanos em indústrias da cidade de Londrina.


    7 comentários:

    Maria Ribeiro disse...

    Muitas pessoas escolhem ter um só filho, seria interessante notar que nestes casos é muito mais difícil educar.

    Quando os país de forma egoísta decidem que só terão um filho na velhice colocarão toda a carga de cuidar dos pais nas mãos deste único filho.

    Liana Clara disse...

    Cara Maria, nem sempre as pessoas tem um filho apenas, por que querem. Muitas vezes as circunstâncias da vida fazem com que só se consiga um filho apenas.
    E não podemos ter filhos só porque servirão para nos servir na velhice. Temos os filhos que pudermos ter pela simples felicidade de dar a vida a outro ser, que amaremos sem limites e sem imposições.
    Espero que visite sempre o nosso blog. Estamos sempre com muitos assuntos bem interessantes para a família.
    Um grande abraço.

    Evelyn Mata disse...

    Tenho uma pequena 'reizinha' em casa (rainhazinha rs). E essas dicas são muito úteis. Algumas já faço, como por ex: mesmo que tenha 2 anos apenas, ela sabe que se tirou o brinquedo fora do quarto dela, ela terá de guardar tudo. Eu não guardo nada, só 'organizo' o quarto uma vez por semana pq ela guarda assim: pega de onde está e joga dentro do quarto kkkkk Mas ela já sabe: tirou, eu fico em cima até colocar tudo de volta rsrs

    Já vou dando brinquedos voltados pra rotina de casa também, e ela adora! Ganhou um fogãozinho e um conjunto de cupcake e panelinha e fica lá fazendo papá. E ganhou vassourinha e rodinho também. Aí quando eu estou varrendo a casa, ela pega a dela e me ajuda kkkk (não limpa um grão de poeira, mas o senso de limpeza já se forma kkkkkkkk)

    E por fim, há a questão da benção e da oração. Ela não entende, claro. Mas quando levanta, quando sai pra qualquer lugar e quando vai deitar toma a benção. (um beijinho né e "Deus te abençoe"). E reza conosco antes das refeições e antes de dormir. E sabe que se apronta: Mamãe do 'Xéu' fica brava com ela.


    Sensos comuns de educação já formo tb. Como é a bebê única da família, ganha pirulito, bala, presente o tempo todo de todo mundo. Então desde já: 'bigada' 'de nada' e 'dicupa'. Agora o 'pufavô' tá sendo ensinado.



    Beijos, xará!

    Evelyn Mayer de Almeida disse...

    Que bacana, Lyn! É assim mesmo, um passo de cada vez! Parabéns! Prossiga assim com sua rainha. :)

    Maria, realmente há casais egoístas, mas muitos não puderam exercer a paternidade mais de uma vez. Creio que nosso dever seja rezar por eles.

    Forte abraço, meninas.

    Cynthya.Mello disse...

    Seja um, dois ou vários filhos... acredito que educá-lo(s) para a vida não é tarefa pra lá de muito fácil.
    Veja pelo lado de quê, mesmo que casais "egoistamente", escolheram apenas um, não difere da missão difícil de torná-los bons seres, dia a dia.
    Todo pai e mãe cria seu filho para que ele saiba enfrentar a realidade do que é a vida, e eles torcem para que este não venha a viver nem um terço do que eles passaram para educá-los.

    É sabido que, muitos, nem se importam com este fato (de criar boas pessoas), e que também, não são a regra; mas o que importa mesmo é que, se seus esforços forem bem absorvidos por eles, não esperem menos do que filhos que darão valor aos seus pais na velhice, sem vê-los como obrigação.

    Filhos bem educados em suas dificuldades e diferenças, serão bons cidadãos para o mundo que carece da caridade humana e cristã, pelo menos.

    A paz de Jesus e o amor de Maria habite em vossos lares.

    Evelyn Mayer de Almeida disse...

    Amém, Cintia!

    Jaqueline Melo disse...

    Dicas óóóótimas Evelyn! Educar filhos no mundo de hoje está cada vez mais difícil, e muitos desistem porque está cada vez mais trabalho, quando se trata de um único filho a situação é ainda mais difícil porque corremos o risco de exagerar no cuidado e no amor e nada em excesso é benéfico para ninguém, quiçá para as crianças! Mas Deus que tudo vê e que tudo compreende e sabe o que está nos nossos corações, percebe muito bem aqueles casas que por opção egoísta não se abrem a vinda de mais filhos e compreende ainda mais aqueles que desejam ter mais filhos e não podem! Penso que ambos os casos não cabe o nosso julgamento, mas as nossas orações! Parabéns querida! Deus a abençoe!

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