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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Super-heróis e carrinhos

Por Raquel Suippi*
Um dia, entrei no meu banheiro e encontrei o meu marido e os dois filhos – André e Pedro – com espuma de barbear no rosto. Achei aquela cena tão maravilhosa, que exclamei: “Que lindos! Fazendo a barba!”. Na mesma hora, fui corrigida pelo André, o mais velho, na época com quatro anos: “Fazendo não, mamãe! Tirando!”. Não segurei o riso, mas aceitei a “correção!” Então, depois de ganhar beijinhos à distância, deixei os meus meninos curtirem aquele momento com o papai, e vice-versa.

Certa vez, contei esse episódio a uma conhecida, que não entendeu nada, nem muito menos entrou no meu clima de entusiasmo. Para minha surpresa – e chateação –, sentiu pena de mim, por não ter – até então – uma filha para me fazer companhia. Com certeza, alguém que não me conhecia nem um pouquinho. Do contrário, saberia o quanto os meus dois príncipes foram desejados e a felicidade incomensurável que trazem à minha vida!

No início da gravidez do André, antes de saber o sexo, algumas pessoas me diziam que eu estava “com cara de mãe de menina”. Eu não tinha preferência, mas quando o médico falou que era um menino, senti uma felicidade sem tamanho e aquela sensação de “não podia ser diferente”. Já me imaginava jogando bola, brincando de carrinho e enchendo o meu mundo de azul! O mesmo aconteceu quando soubemos que o Pedro estava a caminho! Uma alegria que não cabia no peito! Saí do consultório sonhando com o meu novo garotinho, imaginando as várias brincadeiras que faríamos e o quanto os irmãos seriam amigos!

Os meus meninos encheram a minha vida de um encantamento completamente novo! De repente, aquele universo masculino, que parecia tão chato quando eu era criança, passou a ser a parte mais importante de mim. Super-heróis, carrinhos, corridas, chutes, bolas, golpes de luta, partidas de futsal, uniformes de times e jogos de futebol tomaram conta e coloriram o meu dia a dia, com lindos e divertidos tons de verde e azul! Como eu conseguia não ver graça em tudo isso, antes?!

Só quem tem a sorte de ser mãe  - ou avó, tia, madrinha – de menino é capaz de se apaixonar por uma realidade tão diferente da sua! Graças aos meus príncipes, sou vista como uma princesa e tratada como uma rainha! Meus dois cavalheirinhos conquistaram o meu amor e o meu coração!

Há poucos meses, chegou a Clara, minha linda e delicada bonequinha! E a vida, que já era fantástica, ficou melhor ainda! Agora, a minha duplinha ganhou mais uma princesa para cuidar e muito mais amor e admiração! Amo ser mãe desse trio!

*Raquel Suippi - é bacharel em Jornalismo, escritora, blogueira e dona de casa em Fortaleza/CE. Casada com um gaúcho e mãe de dois príncipes e uma princesinha, é Católica e membro da Comunidade Católica Shalom. Gosta de tomar chimarrão com o esposo, brincar com os filhos, ler, escrever, ver filme e viajar em família.

Um comentário:

Jaqueline Melo disse...

Que lindo texto Raquel! Deus abençoe esse seu trio lindo e sua família maravilhosa!

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