logo

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A graça da festa

Por Manuela Freitas*

O costume de comemorar datas importantes e aniversários existe há milhares de anos. Os elementos presentes numa festa, como balões, bolo, velas, músicas e presentes possuem significados específicos, e por tradição hoje utilizamos de forma habitual, porém em sua maioria desconhecemos a origem.

Certa vez li um artigo onde afirmava como as festas hoje em dia estão todas iguais. Antes mesmo de lê-lo, meu marido um dia comentou como o gosto da comida também é bem semelhante em qualquer evento que se vá. Parando para analisar, realmente não vivemos mais tempos em que as famílias "perdem tempo" na cozinha. A palavra desta geração é praticidade. Já se foi a época em que festejar significava planejar, pesquisar receitas, organizar a casa.

Hoje é mais prático e rápido, para pequenas comemorações, reservar mesas em um restaurante e encomendar algumas guloseimas. Missão cumprida! Percebo também que, para as festinhas infantis, existe um padrão básico a ser seguido. Comumente os pais reservam um buffet com tudo incluso: comida, bebida, entretenimento, lembrancinhas... A única preocupação é aguardar o dia da festa e comparecer. Não existe nada de errado nas duas práticas citadas, porém me pergunto: onde está o verdadeiro sentido de uma comemoração?

É possível ouvir de muitos pais que é PRECISO fazer uma festa inesquecível para os filhos. O 1º aninho é algo que NECESSITA ser celebrado em grande estilo e para isso não são poupados recursos financeiros para que a festa seja espetacular. Será?

Amar um filho não está refletido pelo tamanho da festa que se promove, muito menos pelo quanto de recurso se gasta para realizá-la. Sou totalmente favorável às comemorações, seja pelo motivo que for, mas particularmente enxergo por outro prisma a realização de uma confraternização. O que sou totalmente contra é na realização de algo apenas no automático, mecânico, como uma obrigação de fazer.

Escuto repetidamente que “adoro ter trabalho” porque faço questão de preparar tudo nas festinhas de casa. Obviamente que dá um enorme trabalho, mas a satisfação de pensar e fazer cada coisa para eles, não tem preço.

Presencio também muitas mães afirmarem não possuir nenhuma habilidade e que por esta razão terceirizam tudo. Porém, se não é na cozinha, alguma habilidade toda mãe sempre tem e ela dará um toque todo especial ao momento, mesmo que este seja apenas um bolinho com refrigerante em casa, com a família.
E, para aquelas que ainda assim acham que não possuem tais dons, nada como convocar a tia, a avó, a madrinha ou uma amiga que você julgue ter mais “jeito” para ajudar nos preparativos. Certamente resultará em bons momentos de convivência.

Comemoremos muito, e sempre! Comemoremos o dom da vida que Deus nos deu, comemoremos a vida dos nossos entes queridos e amigos!

Em qualquer data especial o que não pode faltar é uma bela fotografia do momento, pois a memória afetiva será reavivada com o passar dos anos ao visualizar aquela imagem e você recordará quanto amor depositou para concretizar aquele momento.

*Manuela Freitas –  é administradora e servidora pública federal, atualmente especialista em normas e gestão de benefícios. Católica, casada, mãe de dois meninos, adora cozinhar. Torcedora do Náutico, depois de morar em vários cantos do país, está de volta ao seu aconchego em Recife/PE, sua cidade natal.

6 comentários:

Jaqueline Melo disse...

Adorei o texto Manu! Me identifiquei muuuuuito! Eu adooooro festas e adoro "ter trabalho" faço sempre com muito carinho como uma maneira de demostrar o amor pelas minhas filhas, marido, sogra, mãe, irmão, comadres e afilhadas!

Liana Clara disse...

Eu também adoro festas, mas a Manu tem ideias maravilhosas e bem econômicas.
Logo teremos mais coisas sobre festas que ela mesma nos dará mais dicas.

R. Suppi disse...

Mto bom, Manu! Concordo com tdo!
Cuidar pessoalmente - plo menos em alguma coisa - das festinhas comemorativas dos nossos filhos (esposo e até nossa) pode ser trabalhoso, mas tbm altamente recompensador!

Eliza disse...

Certamente muitas das que aqui postaram foram da geração das festas em casa. Nossos pais chamavam os amiguinhos da vizingança e familiares. Somos da época de brincareiras de rua, pega-pega,esconde-esconde... Tenho a impressão que nos tempos atuais tudo está mais impessoal e que isso também se reflete na forma celebramos nossas datas especiais.

impessoal e

Rita frazão disse...

Lembrei daqueles beijinhos que vinham enrrolados em papeis coloridos e de franjinhas, nunca mais vi em festinhas de crianças. Todo aniversário que minha mãe fazia, eu ficava responsável por enrrolar os beijinhos. Bons tempos.

Maria disse...

Sim, sou da época que a Eliza descreveu! As festas das minhas meninas faço em casa, com ajuda dos familiares, pois sou uma das mães sem talento que a Manu mencionou rsrsrs a última festa da Bel, em dezembro, foi feita graças à ajuda de duas amigas incríveis e da madrinha da Bel, que foram maravilhosas. E festa à base de cachorro-quente, pipoca, pão de queijo e mini-pizza, brigadeiro de colher e bolo!

Postar um comentário