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terça-feira, 22 de julho de 2014

Minha filha voltou ao trabalho: e agora?

Por Olga Maria Lavor*

Minha filha está voltando ao trabalho depois de uma prolongada licença-maternidade e não quer colocar o bebê na creche. Como lidar com essa situação?

Bom, graças a Deus, o neném tem todas as avós vivas, e eu sou uma delas; e, apesar de morar distante, coloquei-me à disposição para ajudar. Para quem tem acesso a transporte público (de péssima qualidade, diga-se de passagem), é sempre possível dar um jeito.

Então aqui estou eu às voltas com o neto, dividindo os dias da semana com a avó paterna, que tem a sorte de morar mais perto.

Cuidar de um bebê fofo como o meu neto (avó também é coruja) é uma dádiva dos céus, e devemos sempre agradecer a Deus oportunidades como essa.

A viagem pela manhã é uma delícia: o ônibus vai fazendo seu itinerário maravilhoso pela praia da Barra, pelo Itanhangá, bairro nobre do Rio formado sobretudo por casas, e pelo Alto da Boa Vista. Depois deste percurso turístico, chego à casa do meu neto, que já me recebe com aquele sorrisão que deixa a avó bobona babando. Troco então de roupa (é importante não passar o dia com o bebê cheia de impurezas, em especial nos primeiros meses), minha filha vai para o trabalho e ficamos só eu, o bebê... e meu genro.

(Ia me esquecendo: meu genro trabalha em casa. Problema? Nada disso: solução. Ele me ajuda – e muito, apesar de meu esforço para não ocupá-lo em demasia. Minha convivência com ele é super tranquila, até porque ele é, como eu, alguém extremamente pacífico: é portanto o genro que eu pedi a Deus; para melhorar, às vezes ainda me permite ouvi-lo cantando gregoriano.)

Voltando aos meus afazeres: é essencial para as avós tentar não se meter nem mudar a rotina do casal. Assim, antes de minha filha sair já pergunto quais são os legumes da papinha do neném, incluindo o tipo de carne que devo fazer de almoço. Eu sei que o coração da filhota fica apertado por ter de deixar o filho, e por isso é meu dever mantê-la segura quanto ao andamento da casa, reduzindo assim seu sofrimento. Nessas horas, a experiência que acumulamos como mães tem de estar ao serviço de nossas filhas. Avó nunca deixa de ser exemplo.

Olga Maria Lavor – cearense, casada, mãe e avô.

5 comentários:

Carol Balan disse...

Que lindo, Olga!! Você é um exemplo! Beijos

Marcele Rocha Costa disse...

Emocionante o amor que Dona Olga demonstra pelo neto, filha e genro! Muito bom!

R. Suppi disse...

Texto e, mais ainda, exemplo maravilhoso!!! Lindo msm o seu amor e dedicação, Olga! Que Deus a conserve assim, e que sirva de modelo para mtas famílias!!!!

Jaqueline Melo disse...

Nossa Senhora Olga, você é uma mãe maravilhosa e uma avó melhor ainda! Quando eu crescer quero ser igual a você e poder dar para as minhas filhas as oportunidades que eu não tive! Deus te abençoe querida!

Unknown disse...

Obrigada amores, vocês são muito bondosas!

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