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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Mea Culpa – Cadê o Prato (Parte II)

Por Verônica Lunguinho*

Título estranho para um texto, não? Pois é. Você só vai entender do que estou falando se clicar aqui e ler a primeira parte dessa história.

Passei uns dez dias achando que meu filho estava sumindo com objetos da casa. Normal, ele tem um ano e dois meses! Mas descobri que grande parte da minha lista de itens perdidos é minha culpa!
Alguns dias depois do pratinho ter sumido, eu já me conformava em comprar outro. As mães experientes que souberam da história diziam “Ah, quando você menos esperar ele aparece!” ou então “Tem coisas que até hoje não encontrei!”. Achando que comigo o mais provável a acontecer seria a segunda opção, já incluí o prato em outra lista: a de compras. Só que eu nunca achava um de menino, todos eram de temas de meninas.

Fui me virando em casa até o dia em que resolvi usar o forno do fogão. Dou um doce pra quem adivinhar quem estava lá, escondidinho... E o pior: com restos de comida secos! (Eca!) Mas quem foi a criatura que fez o favor de colocar o prato dentro do forno?? Eu.

A maternidade mexeu muito comigo, mas muito mesmo. Eu já não era a pessoa mais organizada do mundo com a casa, imagine agora com um filho! A parte boa disso tudo é que os filhos fazem com que a gente se policie. Por mais louco que possa parecer, agora o meu esforço para me organizar é bem maior!

Outra lição que tirei disso tudo é que às vezes projetamos nossos sentimentos em nossos filhos, atribuindo a eles uma culpa que nem sempre lhes cabe. É verdade que o rapazinho tira as coisas do lugar, mas boa parte do que some em casa é falta de atenção minha. Da mesma forma às vezes dizemos “Como o fulano está nervoso” ou “Hoje ele não me deixou fazer nada”. Na maior parte das vezes temos a nossa parcela de culpa. Mas a maternidade está aí para isso: nos proporcionar pequenos aprendizados como esse e nos tornar pessoas melhores...

*Verônica Lunguinho -  é jornalista, casada, mãe do Miguel e mora em Brasília. É católica, gosta de comer e vive dando uma de quituteira nas horas vagas.

3 comentários:

Pat disse...

O que gostei muito mesmo nesse texto de "mãe esquecida" foi o sentimento de HUMILDADE e RESPONSABILIDADE que ela demonstra ter. Não é tão fácil assim a gente, mesmo muito cansada, admitir que foi sua própria falha, e nem de antever para se prevenir, atitudes futuras quando se deve evitar de automaticamente achar que foi o filho ou filha que fez alguma coisa errada. PARABÉNS pra essa FAMÍLIA!

Raquel Suppi disse...

Mistério resolvido!!! Uuhuuuuuu!!!!!
:)

Jaqueline Melo disse...

Ai que legal! Esses momentos em que percebemos que não somos infalíveis e que, não raramente, os filhos e a convivência com eles, têm muito a nos ensinar! Por isso, ao nos tornarmos mães também nos tornamos pessoas melhores! Valeu por partilhar Verônica! Parabéns pelo texto!

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