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sábado, 18 de abril de 2015

Para educar corretamente – 10 princípios e uma chave

Encontrei nos meus guardados essa preciosidade que tirei de um texto em espanhol de Tomás Melendo Granados, catedrático de Filosofía y Director Académico de los Estudios Universitarios sobre la Familia de la Universidad de Málaga.


Seguem seus conselhos de primeira ordem que são excelentes para meditarmos sobre cada um e como estamos executando-os com os filhos.

1 – A primeira coisa que os pais necessitam para educar é um verdadeiro amor por seus filhos.

2 –  Os filhos necessitam que seus pais se queiram entre si.

3 – Os pais devem ensinar a querer.

4 – O melhor educador é o exemplo.

5 – Animá-los e recompensá-los

6 – Exercer a autoridade, sem forçá-los nem estragá-los.

7 – Saber repreender e castigar.

8 – Formar a consciência.

9 – Não mimar os filhos.

10 – Educá-los na liberdade.

... E a chave das chaves: Recorrer a ajuda de Deus sempre.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Filhos: ótimos imitadores!

Raquel Suppi

Já é sabido que as crianças costumam imitar o comportamento dos adultos que as cercam. “Um exemplo vale mais que mil palavras”, seja ele bom ou mau. Por isso, vigilância e muito esforço para tentarmos ser sempre um modelo digno de ser “reproduzido”. No entanto, se por um lado é motivo de preocupação e alerta, por outro, ver os filhos nos “copiando”, pode arrancar muitas risadas – quando a imitação é sadia, claro!

A filha “tratando” a boneca com o mesmo carinho e delicadeza que é cuidada pela mãe; o filho comemorando o gol do time do coração exatamente como o pai; as crianças dando bronca ou fazendo festa com o cachorrinho da casa do mesmo jeito que os pais fazem; os irmãos chamando a atenção uns dos outros usando os mesmos argumentos dos pais, e por aí vai! Tenho certeza que cada família tem muita história do tipo! E com a minha não é diferente! Temos muitos casos assim, foi até difícil selecionar qual iria contar! (Risos).

Pedrinho, nosso filho do meio – de dois anos –, é um menininho lindo, esperto, simpático e super arteiro. Desses que, se ficar sozinho, certamente vai aprontar. Também, não é de se conformar ou se deixar convencer facilmente. Quando quer alguma coisa, luta bastante para conseguir, não importa quem esteja envolvido! E, destemido como é, se achar necessário, apela para o grito ou violência! Por conta disso, estamos sempre na cola, corrigindo e colocando de castigo.

Recentemente, o condomínio onde moramos passou por uma grande reforma. Em alguns momentos, a obra era bem barulhenta, e deixava os meus meninos incomodados, principalmente quando estavam assistindo desenho na sala. Nesses momentos, eu ligava a TV do quarto ou tentava distraí-los com outras brincadeiras. Geralmente funcionava e ninguém ficava irritado. Certa tarde, porém, não foi bem assim...

Eu estava na cozinha quando a zoada começou e, antes de conseguir fazer alguma coisa, escutei um pequeno alvoroço vindo da varanda. Era o Pedrinho, bastante zangado com toda a barulheira, disposto a “resolver” tudo! Ele foi até a sacada e, ao avistar alguns pedreiros reformando a casa da frente, começou a brigar. Na verdade, ele berrava para ser escutado, mas não teve muito sucesso. Mesmo assim, não desistiu fácil e, coincidentemente, os trabalhadores iniciaram um serviço mais silencioso. Assim, meu bravo garotinho voltou para a sala, cheio de sorrisos e de satisfação, como se tivesse vencido um importante duelo! (Risos). Mas o mais engraçado foi vê-lo – um pingo de gente – vociferando, dizendo praticamente as mesmas coisas que o pai e eu falamos quando chamamos a sua atenção:

- Pálem com isho, A-GO-LA! Quélem ficá de CAS-TI-GO? Óla a peia! Hum! (Tradução: Parem com isso, A-GO-RA! Querem ficar de CAS-TI-GO? Olha a peia! Hum!).(Peia é um termo local de Fortaleza que quer dizer uma palmadinha).

Claro que depois de rir sozinha, fui conversar com ele, tentando explicar que aqueles homens estavam apenas trabalhando e que não fizeram nada de errado. Acho que alguma coisa ele entendeu. Isso porque, nos dias seguintes, ele nos imitou de outra maneira (com a expressão corporal). Sempre que o barulho começava, ele corria para a varanda irritado, mas não dizia nada. Apenas cruzava os braços, e ficava encarando os trabalhadores, com cara de poucos amigos, e um leve balançar de cabeça – indicando que não estava nada satisfeito com aquilo! Foi como me ver através do espelho! (Risos).

quinta-feira, 16 de abril de 2015

5 dicas para agilizar a rotina da casa

 Por Carol Balan

Já faz mais de três anos que não conto com ajuda frequente de uma funcionária para os serviços da casa. Quando minha última faxineira pediu demissão, decidi que usaria o valor que pagava para ela para comprar aparelhos que me ajudassem a tornar a rotina da casa mais prática.

Máquina de lavar louças: foi meu primeiro investimento. A propaganda de uma das marcas famosas aqui no Brasil é que lavar louça é coisa do passado. Concordo plenamente! Essa máquina é de uma ajuda impressionante! Eu comprei uma de 12 serviços, que é a maior que tem. Durante o dia vou colocando a louça e à noite programo para lavar. No dia seguinte de manhã eu guardo tudo (na verdade, essa é a tarefa da manhã dos meninos) para começar a encher novamente. Compensa muito porque eu ganho muito tempo, além de ser excelente para lavar louças difíceis, como as que têm gordura e óleo. A única coisa que ninguém te conta, mas eu não vou deixar de falar é: não é toooda a louça que vai pra máquina. Algumas coisas não podem ir e outras não cabem. De qualquer forma, conforme o uso, você vai percebendo quais utensílios usar para aproveitar melhor o espaço.

Panelas elétricas: eu nunca havia imaginado que compraria uma panela de fazer arroz. Sempre fiz arroz e achava super fácil, a panela seria inútil para mim. Ganhei uma e virei a louca da panela elétrica! Hoje tenho duas de arroz (uma também cozinha a vapor), uma de pressão, um grill e minha próxima compra vai ser uma slow cooker. Essas panelas não custam tão caro e fornecem uma vantagem insuperável: a comida não queima! Algumas delas desligam quando a comida fica pronta e outras você programa o tempo de acordo com o alimento que vai preparar. A minha panela de pressão ainda permite programar com algum tempo de antecedência (a slow cooker também tem essa opção), então posso colocar a comida na panela, programar o horário para ficar pronto e sair de casa. A hora que chego, em vez de sair correndo feito louca para fazer almoço, o almoço já está pronto e perfumando a casa! Além de desligar quando termina o preparo do alimento, a panela mantém o alimento quente por um tempo.

MOP: é um rodo com uma espuma que permite passar pano e varrer ao mesmo tempo. Você mergulha o mop na água e puxa a alavanca para escorrer a água. Vai passando como uma vassoura. É muito prático, rápido e, o melhor: você não coloca a mão na água com produto de limpeza!

Máquina de pão: a máquina de pão também permite que você programe o horário para o pão ficar pronto. É a independência total da padaria! Só vou à padaria eventualmente, quando dá vontade de comer pão francês mesmo. Além das variedades de pães salgados e doces, também é possível fazer alguns tipos de tortas e pizzas. Alguns modelos ainda fazem bolos e geleias.

Máquina de secar roupa: essa ainda está na minha lista de desejos. Um dos serviços mais cansativos pra mim é lavar a roupa, às vezes coloco pra lavar e esqueço de estender ou não dá tempo. Tenho o costume de lavar todos os dias, mas às vezes acabo deixando passar e a roupa já acumula uma pilha. Além disso, em época de chuva a roupa não seca direito. Como custa mais caro, essa ainda está nos planos para ser adquirida. Além disso, aqui em casa não tenho como colocar mais uma máquina na lavanderia, então teria que comprar uma lava e seca, porém, amigas que têm secadora, me disseram que é melhor ter as máquinas separadas: por ser família grande, agiliza mais se tiver as duas, para trabalharem ao mesmo tempo, em vez de ter só a lava e seca, que tem ciclos muito longos e acaba não rendendo tanto.

E você? Tem algum utensílio ou eletrodoméstico que facilita sua vida?

terça-feira, 14 de abril de 2015

Existem técnicas educativas melhores?

Em um dia desses  uma amiga minha contava que assistiu uma cena de uma criança  fazendo pirraça com a mãe, e ela pacientemente conversando com ele. O menino chegou a passar dos limites, chutando o ar e quase a atingindo, mas ela tentou não se alterou...

Resolvemos então  fazer uma análise sobre as crianças atuais. Sem julgar ou fazer uma crítica a mãe e a seu filho,   seria apenas uma comparação que  gostaríamos de fazer entre a nossa geração e a geração das crianças de hoje.

No nosso tempo nossa mãe no lugar desta mãe de hoje, na segunda vez em que o filho fizesse pirraça já tiraria a sandália do pé e jogaria de onde quer que estivesse.(rsrsrs).  Ou simplesmente, quando era em público , dava apenas um olhar que era quase fulminante e acabava com o chilique do moleque no momento.

Nós concordamos que de fato, ao passo em que somos mais pacientes, somos também  mais permissivos, conosco mesmas (as mães) e com os filhos,  cansamos mais rápido e desistimos mais fácil, optando por ceder um pouco mais da conta para evitar um estresse maior.

Os malefícios e os benefícios disso só saberemos futuramente, apesar de que já temos uma amostragem grande dos frutos dessa geração criada com muita permissividade.  Infelizmente o número de jovens desajustados aumentou muito. Os professores se queixam cada vez mais, e muitos não conseguem ter controle da turma.

Eu não me lembro de minha mãe estar sempre disponível pra mim, mesmo sendo dona de casa. Eu a chamava, mas ela só atendia se eu fosse até ela, porque era um desaforo ela ir atrás de mim... Até porque, ela tinha muitos afazeres. Desde pequenos aprendíamos a pedir, a agradecer, e a fazer tarefas que iam crescendo seu grau de dificuldades conforme também crescíamos. Tudo isso foi bem saudável e deu bons frutos, aprendemos a respeitar os limites nossos e dos outros, a sermos mais solícitos no trato com as pessoas com quem convivemos, e nos fez seres humanos mais preparados para o mundo.

Precisamos encontrar o equilíbrio entre a educação rígida anterior e a educação pautada pelo diálogo e paciência atual. Com certeza essa será a solução para muitos problemas que a sociedade enfrenta atualmente, com os quais as famílias sofrem demais.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Conversa entre mãe e filho – antes de casar

Sabemos que nossos filhos não são para nós, um dia se casarão e seguirão suas vidas em suas novas famílias, e para sermos boas mães precisamos também amar a esposa de cada filho, pois esta mulher foi escolhida por aquele que tanto amamos – o filho.

Nossa amiga Maria Teresa Serman me enviou o texto que segue abaixo, ele resume muito bem o que uma mãe deve e pode conversar com seu filho antes de casar. Coloco aqui para refletirmos bem sobre o assunto, pois uma mãe pode influenciar muito seus filhos, tanto pro bem, como para o mal.

1. Você ama seu filho como ele é
Portanto, você vai amar tudo o que ele amar e isso significa estar comprometida a amar a mulher que ele escolher para ser sua esposa, além de vê-la como filha amada, você a irá cuidar e proteger como tal.

2. Você sempre será sua mãe e muitas vezes será a pessoa mais parecida a um melhor amigo
Ou seja, ele pode confiar em você, você o ouvirá, mas sempre pensará primeiro no bem-estar de sua nora e seus netos antes do bem-estar de seu próprio filho; você o ama muito, mas uma vez que ele se tornar um homem casado, seu lugar será na casa dele, não na sua.

 3. A mulher mais importante de sua vida é sua esposa e não sua mãe
Suas visitas e ligações deixam e irão deixar você muito feliz, mas amará muito mais as visitas com os netos e toda a família em casa.

 4. Eu vou respeitar o seu espaço, a sua independência e sua família
Na minha casa, você não pode falar mal de seu cônjuge ou de seus filhos; não vou opinar a favor nem contra; não vou me colocar ao seu lado e nem vou interferir em seus assuntos. Não me peça para esconder as coisas de sua esposa, para que você minta e perca sua confiança.

Alguns anos atrás, um velho amigo e sua esposa estavam contando sobre as coisas que tinham ajudado a estabelecer e fortalecer seu casamento. Este bom homem mencionou que quando ele mostrou com orgulho o anel de noivado que ele havia comprado para sua noiva à sua mãe, a mãe disse a ele: "Ela merece algo muito melhor que isso, você pode se esforçar um pouco mais por ela", então o jovem devolveu o anel e trabalhou mais para conseguir um anel digno de sua esposa. Toda vez que ele contava à sua mãe sobre alguma dificuldade no casamento ou na vida, sua mãe dizia a mesma coisa: "Você pode se esforçar um pouco mais por ela" e assim ele tem feito todos os dias desde então. Quando essa boa mulher faleceu, ela deixou seu próprio anel de noivado para sua nora, com as palavras: "Obrigada por tornar meu filho um homem bom e feliz."

A boa influência de uma mãe em seus filhos vai ajudar não apenas ele, mas também ajudará sua esposa e filhos a serem felizes, irá fortalecer laços e irá manter gerações unidas. Seja mais inteligente e veja um passo à frente protegendo o amor.

Do original No permitas que tu hijo se case sin hablar de estos detalles.
http://www.familias.com/familia/no-permitas-que-tu-hijo-se-case-sin-hablar-de-estos-detalles

domingo, 12 de abril de 2015

Uma viagem pra família – Portugal – parte 4

Estou contando aos pouquinhos sobre cada lugar em que passei, e que recomento visitarem. Uma excelente viagem para fazermos em família. Para ler a parte 1-  Lisboa - clique aqui, e aqui para a parte 2 – Fátima e Coimbra, e aqui a parte 3 – Porto e Gaia.

Para quem quer esticar um pouco mais a viagem, pode-se ir até a Espanha, pelo litoral. Vale a pena, as estradas são muito boas, com viadutos que são verdadeiras obras de arte, cortando por fora todas as cidadezinhas que existem pelo caminho e deixando vislumbrá-las de cima.

Podendo chegar com segurança a Santiago de Compostela e conhecer uma linda região Galega. Com seu fervor pelos caminhos de Santiago, onde muitos peregrinos visitam em busca de pedidos ao santo e também pelo simples prazer de conhecer um local por onde passou um dos apóstolos de Jesus Cristo. Seu santuário principal é uma obra de arte, imperdível, e fazendo um passeio de trenzinho pela cidade, já dá para se conhecer tudo, em uma hora.

Descendo de Santiago pelo e litoral, encontramos a cidade de Viana do Castelo, já de volta a Portugal. Um lugar muito lindo, com belas avenidas beira mar e um porto revitalizado, e ao mesmo tempo um belo castelo e uma igreja de Santa Luzia, bem antigos. Chegando no alto da cidade, próximo a igreja vislumbramos uma vista de toda a baía na qual a cidade se desenvolveu.

Saindo de Viana, seguindo para o sul do país podemos conhecer Guimarães,   um colírio para os olhos, em todo lugar vi muita história, não é a toa que se diz ali: “ aqui nasceu Portugal” . Seus castelos, de fácil acesso para visitarmos, ajuda a conhecermos melhor o passado dos reis e rainhas lusos. Uma cidade encantadora, com um povo muito solícito e acolhedor.

Posso afirmar com toda a certeza de que as estradas de acesso a essas cidades quase não trafegam caminhões, todo o transporte dos portos são feitos por comboios. Em Portugal contam com uma excelente rede ferroviária ligando as cidades. Assim sendo, a viagem se torna muito mais agradável e segura.

sábado, 11 de abril de 2015

Sugestão de diversão - SELMA- Uma luta pela igualdade

Por Patricia Carol Dwyer

O filme que assisti ontem foi SELMA- Uma luta pela igualdade. Começa com a entrega do Premio NOBEL da Paz, em Oslo, para o Dr. Martin L. King.  É sobre a luta dos negros americanos, especialmente os do Sul, tentando conseguir o direito ao voto, para homens e mulheres, e o respeito por todos os seus direitos de cidadãos, apesar de esse direito já estar incluído na Carta de Direitos do Cidadão.

Mostra a dignidade tão presente nos justos protestos feitos pelos negros, desde o início, só em passeatas pacíficas. Entretanto, a resposta que conseguiam eram sempre, e cada vez mais, de incrível violência policial sulista contra jovens, crianças, mulheres e idosos que tinham a coragem de enfrentar o preconceito doentio dos governantes nos estados sulistas.

O ator fazendo papel do Dr. Martin Luther King, David Oyelowo, a atriz fazendo sua esposa, os do Presidente Lindon(que assumiu após a trágica morte de JFKennedy) e o do Gov. de Alabama, são muito bons! Dava até medo ver a cara de maldade e cinismo diabólicos, daqueles políticos racistas, como o Governador e o Chefe de Polícia!

Foi muito difícil para o Dr. M.L. King conseguir que o Presidente Lindon Johnson, ocupado com várias situações limite no seu governo recém-assumido, tomasse uma atitude afirmativa em nome dos segregados, isso, após a morte violenta de jovens e criancinhas! Mas no final, muito emocionante, é quando aparecem as filmagens originais da época, mostrando os discursos, os lamentos e a tristeza e coragem dos personagens reais dessa saga sangrenta pela liberdade e igualdade de todos os cidadãos. O clímax é ver a adesão dos brancos a esse movimento pela igualdade dos negros!

Primeiro veio a adesão às passeatas pacíficas, de vários representantes de outras religiões, até essa FRATERNIDADE parecer inerente a quase todos os cidadãos desde o Norte até o Sul.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

“Tá” se limpando!

Por Raquel Suppi

Eu gosto muito de registrar – em um caderno – os acontecimentos mais marcantes da vida dos meus filhos, especialmente as situações engraçadas – e constrangedoras. Volta e meia, escolho uma delas para contar aqui no Negócios de Família. Desta vez, porém, falarei sobre um episódio que aconteceu na minha infância, quando eu fui a responsável por fazer os meus pais passarem vergonha!

Minha mãe brinca dizendo que os netos “vingam” os avós pelos constrangimentos que os seus pais fizeram os “velhinhos” passar e, claro, pelo trabalho que deram, quando eram crianças. Meus filhos resolveram não desapontar a avó, e estão levando a cabo o que ela diz, aprontando muitas comigo – e com o pai! Por isso, hoje descreverei uma cena que meus pais – especialmente a minha mãe – nunca esqueceram, e que já virou piada na família! Afinal, depois do apuros, a gente consegue rir – e muito! Talvez isso explique um pouco da “teoria” da minha mãe, e o quanto ela se diverte quando os netos me envolvem em situações embaraçosas.

Meus pais e eu estávamos de férias, viajando em família. Eu tinha cinco anos e, entre os passeios, fomos almoçar em um restaurante. Lá estava lotado, e pedi para ir ao banheiro com a minha mãe. Depois de usar o sanitário, fiquei impaciente para retornar à nossa mesa, que ficava bem distante. Obviamente, minha mãe não permitiu e me mandou esperá-la. Obedeci, mas fiquei do lado de fora, olhando o movimento do local.

Meu pai, vendo-me sozinha à porta do banheiro, ficou preocupado e, gesticulando de longe, perguntou onde estava a minha mãe. Sem hesitar, respondi gritando, para garantir que ele me ouviria:
- “Tá” se limpando!

Minha mãe, claro, também escutou – assim como o restaurante inteiro –, e ficou com tanta vergonha, que demorou bastante para ter coragem de sair lá de dentro. E, quando saiu, deu uma de “eu não sou a mãe e não conheço essa menina”, pedindo-me, discretamente, que fosse caminhando à sua frente, sem olhar para trás. Não demorou e já estávamos todos rindo do ocorrido, enquanto almoçávamos. A sorte era que havia muitos estrangeiros no estabelecimento e, provavelmente, poucos compreenderam o que eu falei – ou berrei!

Anos depois, após passar por “maus lençóis” com os filhos, acredito já ter “quitado a dívida” que tinha com a minha mãe. Ela, no entanto, discorda! Brinca dizendo que precisarei viver muitos outros momentos constrangedores para conseguir “pagar” o que lhe causei. Coitada de mim! Que um dia, meus futuros netos, ajam em meu favor! (Risos).

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Priorizando as tarefas domésticas

Por Carol Balan

Hoje vou falar um pouco sobre as tarefas que separei para cumprir em cada dia. Eu as separei em grupos: essenciais, principais, talvez e luxo.

As tarefas essenciais precisam ser cumpridas todos os dias, custe o que custar!

São elas: dar banho, escovar os dentes, oferecer 3 refeições principais (café, almoço e jantar) e rotina da manhã (para a casa). Parece até que consigo ver o sorriso no canto do lábio do leitor, seguido do pensamento: "uau, só isso? Que drama, nem precisava listar como tarefas a serem cumpridas!". Mas, sério, se nunca aconteceu com você, comigo já aconteceu e não foi só uma vez! Aquele dia que junta absolutamente tudo: noite sem dormir, humor de dragão, bebê chorando, filhos brigando, o gás acabou, o telefone não para de tocar... nesse dia eu simplesmente abandono qualquer pretensão de ser gente e viro bicho preguiça. Para não passar o dia inteiro sem fazer NADA (afinal, não sou mais adolescente e não posso me dar esse luxo), defini essas tarefas como essenciais e que TÊM que ser cumpridas. De preferência, seguindo um horário fixo, que aqui é banho do bebê por volta das 15h, dos mais velhos por volta das 18h. Refeições principais são às 8h, 12h e 19h. Os lanches da manhã e da tarde os meninos já sabem preparar lanches simples: como montar sanduíches e preparar frutas (banana, maçã etc. Algumas já deixo lavadas na geladeira). Escovar os dentes após as refeições (eles escovam sozinhos) e a última da noite eu reviso e passo fio dental. A rotina da manhã, sigo as dicas da FlyLady, que consiste em: levantar e se vestir, arrumar a cama. Ela coloca mais algumas atividades, mas nesses dias só sigo essas.

As tarefas principais fazem parte da rotina diária, devem ser feitas todos os dias, mas, em caso de emergência, podem ser deixadas de lado, se for apenas por um dia. Que são, além das anteriores: rotina da manhã completa, estudos dos meninos, lanche da manhã e da tarde, organizar ou limpar a casa. A rotina da manhã completa inclui fazer maquiagem (não tenho feito), colocar roupa pra lavar e limpar o banheiro (rapidamente, você usa um produto em spray para o vaso e limpa com um pano ou papel toalha, faz o mesmo no lavatório). Os estudos dos meninos têm um horário especial que seguimos, quando falha um dia, compensamos no outro. Os lanches, que são sempre uma fruta pela manhã e um lanche mais caprichado à tarde. E organizar ou limpar a casa é colocar em ordem um cômodo que esteja muito bagunçado, passar vassoura ou mop (esse é um salvador!) nos quartos ou na cozinha e lavanderia. Também procuro deixar sempre a sala principal da casa arrumada e sem a presença das crianças, como já comentei no texto sobre a sala sem televisão (veja clicando aqui).

As tarefas que talvez serão cumpridas são as que já fariam parte de uma rotina normal: organizar o armário da cozinha, arrumar uma gaveta, separar brinquedos para jogar fora, cozinhar algo mais demorado, fazer as unhas, cortar as unhas das crianças (gente, três crianças são 60 dedos!)

E, finalmente, naquele dia que tudo está indo às mil maravilhas, eu faço aquelas coisas que entram na categoria luxo: um bolo com recheio e cobertura para o lanche, um jantar romântico pro marido, montar quebra-cabeça de mais de 1000 peças (amo!) etc.


Como o bebê ainda é muito pequeno, não incluí as saídas de casa, mas quero colocar ao menos três passeios por semana em praças e parques, sendo um deles no final de semana para o pai poder ir também. Outro item que ainda não sei como vou acrescentar à rotina é um horário para os meus estudos, pois iniciei na segunda quinzena de março um curso online de filosofia e preciso garantir entre 7 e 20 horas de estudos semanais.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vantagens e desvantagens do livro eletrônico

Por Pedro Paulo

 Agora que há diversos modelos de leitor de livro eletrônico no mercado, algumas pessoas tem perguntado quais são as vantagens e desvantagens de ler um livro digital.

Como pontos positivos podemos listar:

Portabilidade: o livro eletrônico é lido num leitor que tem a espessura de menos de um centímetro e pesa menos que um celular. No caso de livros, portabilidade permite ler mais. Ler, por exemplo, no metrô lotado ou em pé no ônibus.

Custo: o aparelho custa mais caro, mas os livros eletrônicos costumam ter um preço 30% inferior ao livro físico.

Com relação aos pontos negativos, os principais são:

Não é possível emprestar livros. Na maior parte dos sistemas de leitores de livros eletrônicos o empréstimo é complicado ou em alguns casos impossível.

Não são algo físico. Para muitas pessoas o ato de virar páginas e sentir o papel ajuda a estar imerso na leitura e aproveitar mais intensamente o livro.

Então devo comprar ou não um leitor de livros eletrônicos? A melhor resposta para isto é que é uma questão de gosto. Se você se adapta bem ao leitor, se lê com frequência e precisa ler em locais nos quais um livro é desconfortável eu recomendaria um leitor eletrônico. Mas não esqueça que o leitor eletrônico convive bem com os livros em papel e que algumas obras você preferirá ter em sua estante real. Sugiro que vá a uma boa livraria e teste um aparelho para ver se está confortável com ele e aí pondere os pontos acima e veja se é o momento ou não de adquiri-lo.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um excelente seminário de Moda e Comportamento

Convidamos a todas que estiverem no Rio de Janeiro para o 2º Seminário de Moda e Comportamento organizado pelo Bossa Feminina que ocorrerá nos próximos dias 9 e 10 de abril no Rio de Janeiro.

A palestrante é a renomada consultora de imagem internacional Lula Kiah, fundadora da Style Innovators, empresa corporativa presente em Nova York, Denver e Chicago. Ela é coautora da Encicloimagen, enciclopédia sobre aparência, comportamento e habilidades de comunicação. É também Vice-presidente de educação da Associação Internacional dos Consultores de Imagem (AICI) em Chicago. Atualmente, Lula tem seu próprio segmento de estilo e moda na Rede de TV Univision Communications.

Uma viagem pra família – Portugal – parte 3


Estou contando  aos pouquinhos sobre cada lugar em que passei, e que recomento visitarem. Uma excelente viagem para fazermos em família. Para ler a parte 1 clique aqui e aqui para a parte 2.

Seguindo de Lisboa para o norte do país chegamos ao Porto e Vila Nova de Gaia, uma  ligada a outra por duas monumentais pontes, com seus bairros bem antigos e por suas belíssimas pontes.

A cidade do Porto me encantou, tanto a parte nova, com suas belas praias de mar aberto, quanto pela parte antiga beirando o rio Douro. É um local para se aproveitar até o último momento, dia e noite, sempre se tem belíssimas vistas para maravilhar nossos olhos.

Uma volta de carro por toda a cidade é uma forma de se ver rapidamente as belezas locais de um modo geral e prático, mas com crianças preparem os pés para caminhar bastante pelos meandros antigos e visitar as igrejas e as ruelas encantadoras com seus casarios.

Não podemos ir ao Porto e não degustar um delicioso vinho do Porto. Disseram que o vinho é feito mesmo em Gaia, onde existem as caves e as vinícolas. Existe uma grande variedade desses vinhos e todos muito saborosos, pena que não pude provar de cada um!

Como em Lisboa, o Porto é uma grande cidade e também tem seus shoppings modernos e bem montados. Em Gaia temos o Corte Inglês, a delícia dos que vão a Europa para comprar, porém cuidado com as crianças por lá, tem um andar só de brinquedos e eles podem querer coisas demais da conta. Lá não é barato, mas dá para comprar as coisas que entram em liquidação.

A vista de Gaia e do porto é extremamente bucólica, nenhuma palavra resume melhor o que vemos. Também é um bom passeio para o casal curtir, num panorama tão romântico ao entardecer.

Fiquei encantada com as pontes, extremamente altas, e muito belas e bem construídas, o moderno ligando o antigo.

Estas cidades pedem mais de um dia, para se saborear de tantos recantos belos para se visitar.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A nova língua da minha casa

Por Verônica Lunguinho

Criança vai crescendo, vai ficando cada dia mais esperta. De repente, a gente se vê mudando uma série de hábitos, objetos e até a linguagem falada em casa.

Vou explicar melhor: meu filho (1a10m) já entende muito bem algumas conversas dos adultos. Portanto, se há algum assunto que ele não possa ouvir, temos que falar por meio de códigos.

Por exemplo: estou desmamando ele, logo, aqui em casa não se pronuncia mais as palavras "peito" e "mamá", pois, se falarmos, ele vai ouvir e pedir. Quando quero falar ao meu marido sobre o mamá eu digo: "Aquele negócio que eu tenho e você não tem". E por aí vai.

Compartilho com vocês nosso dicionário de sinônimos para palavras proibidas (que permanece em construção, rs):

  • Porca rosa - Peppa
  • Aquele doce gelado e gostoso - Sorvete
  • O derivado do leite que tem sabor de morango - Iogurte
  • Aquele líquido que ele não pode beber antes do almoço - Suco
  • Aquela bebida preta do rótulo vermelho - Coca-Cola
  • Aquele doce preto de cacau - Chocolate
  • O lugar de lazer infantil perto da pracinha da igreja - Parquinho
  • Aquele objeto de duas rodas - Bicicleta
  • O meu irmão mais novo - titio (ele adora o titio. Se falarmos do titio em um momento em que o titio não pode brincar com ele, é um chororô)

Há muito mais situações que não me lembro agora, em que falamos por códigos a fim de evitar uma birra desnecessária. Por isso digo: filhos nos obrigam a ser criativos.

domingo, 5 de abril de 2015

Pequenos patriotas

Por Daiana de Lima Ramos
Já nos ensina as  Sagradas Escrituras "Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar." - Provérbios 22:6.

Em tempos em que temos de nadar contra a corrente para conseguir dar alguma educação para nossos filhos, em tempos de um cenário político e social caótico, muitas coisas que outrora eram consideradas essenciais para serem ensinadas aos pequenos foram deixadas para trás. O dever cívico é uma delas.

Os pais tinham orgulho de preparar seus filhos para vida, com conselhos e ensinamentos sábios. Política não era rejeitada por muitos como hoje que dizem batendo no peito "ODEIO POLITICA", outrora, educadamente nossos pais discutiam no final da tarde o as mudanças necessárias do país. Foram esses ensinamentos que nos deram a base do que somos hoje, que nos deram a consciência política que temos. No entanto, muito disso se perdeu no tempo, e as crianças de hoje mal sabem cantar o hino nacional.

No dia 15 de março fiz questão de levar comigo os meus filhos Murilo (9 anos) e Joaquim (2 anos) para a rua em uma passeata reivindicando o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Antes, logicamente, expliquei aos pequenos patriotas os objetivos de nossa reivindicação e o porquê. Pintamos o rostinho deles, vestimos com as cores da bandeira, e ensinamos o "grito de guerra". Surpreendentemente eles entenderam bem o recado e participaram com louvor da caminhada, o mais velho até carregou uma faixa por muitos quarteirões, e o mais novinho dormiu na metade (risos). Assim como os meus filhos, haviam outras crianças tão empolgadas quanto.

Ao final, quando saímos em carreata, ouvir Murilo dizendo que aquilo tinha sido "irado" me fez ter a certeza que devo fazer a minha parte e ensinar a eles que um futuro melhor se constrói com o exemplo, se constrói acreditando que nossas ações, mesmo que pequenas, fazem a diferença, e que não podemos deixar nossa pátria tão amada ser execrada por pessoas que muito provavelmente não tiveram esses ensinamentos em seus lares.

sábado, 4 de abril de 2015

Ensinando com o exemplo

As crianças tendem a imitar as atitudes dos adultos, por isso tem um peso muito grande as atitudes dos pais e dos professores, os avós também contam muito. Porque essas são pessoas que eles querem admirar. Os filhos nunca perdem de vista seus pais, estão sempre os observando, principalmente nos primeiros anos de suas vidas. Estão atentos e nos observam quando não arrumamos tempo para escutá-los e os olharmos nos olhos, eles percebem bem essa nossa falta de atenção, quando é por descaso ou porque temos algo de fato muito importante. Possuem um “radar” que interpretam os atos e palavras em seu entorno.

O exemplo substitui em muitas vezes o valor pedagógico dos ensinamentos, é melhor ensinar a criança a fazer, fazendo. As palavras voam, mas o exemplo permanece, ilumina a conduta e os arrasta para o bem.

Contrapondo-se aos bons exemplos que devemos dar, o maior mal que um pai ou uma mãe pode infligir a seus filhos, é não fazer o que ensinam: especialmente em determinadas idades, quando o sentido de "justiça" dos filhos está mais desenvolvido, e julgarão seus pais com mais dureza que os demais.

Quando um pai diz não se deve jogar comida fora, é um desperdício, e ele mesmo deixa comida em seu prato, não está dando bom exemplo. Quando o filho vê, dia após dia seu pai sair cedo para o trabalho, chegar a noite e ainda arrumar um tempo para brincar com ele, ele estará aprendendo valores importantes para seu futuro.

Necessitamos pensar antes de cada atitude a tomar. Mesmo distraídos, brincando, eles estão “ligados” nos nossos atos, nas nossas palavras, e ao crescerem, os filhos adolescentes irão ter atitudes semelhantes as nossas, principalmente quando os vícios ajudarem a levar a vida aparentemente de um modo mais fácil.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Diário de bordo – com três no avião!

Viajamos recentemente em família, coisa que amamos fazer. No entanto, foi a primeira vez que andamos com os três filhos juntos, de avião. Na última, tínhamos apenas o André e o Pedro (um com três anos e o outro com seis meses, na época). Agora, também levaríamos a Clara (10 meses). Estávamos empolgados! Não víamos a hora de embarcar nessa aventura, mesmo sem termos ideia de como os filhos mais novos (especialmente o do meio, que é bastante agitado) se comportariam no avião. Preocupados, tentamos marcar voos noturnos, para aumentar as chances de todos dormirem no trajeto.

Embora o nosso principal destino fosse a cidade da família do meu esposo, também visitaríamos outros lugares. De modo que, durante as duas semanas de “férias”, pegaríamos quatro voos (sem contar as conexões), entre os quais, três nos preocupava bastante (principalmente, pelo tempo de duração). O curioso foi que, exceto por um detalhe nada agradável, praticamente aconteceu o oposto: o trecho que achávamos que seria mais tranquilo na verdade, acabou sendo o mais desafiante! Embarquem nessa aventura aérea e acompanhem o nosso diário de bordo!

O primeiro voo foi ótimo, apesar de longo. Mas, por ser noturno, as crianças dormiram quase o tempo todo. Acordaram somente para a conexão, que foi rápida e sem estresse. Os pequenos não deram trabalho algum, tampouco o mais velho, de seis anos. No início, o Pedrinho – de dois anos – demonstrou certo aborrecimento. Isso porque ele estava com sono e queria deitar no meu colo, mas ainda não podia desafivelar o cinto. Nesse momento, soltou: “Chega mamãe! Vamos sair desse avião!” (Risos). E só! Logo consegui acomodá-lo e tudo deu certo. Só voltou a reclamar quando percebeu que íamos entrar em outro avião (na conexão): “Ah, não! De novo?!” (Risos).

O segundo voo era o que mais temíamos: longo, durante o dia e com conexão demorada. Mas foi o melhor! Ninguém deu trabalho, sentiu dor no ouvido, enjoo ou ficou entediado. O nosso “agitadinho” dormiu ainda a caminho do aeroporto e só acordou quando já estávamos perto de pousar no destino final. Em compensação, quando acordou, não parou mais e já começou a aprontar no desembarque. Quem estava no nosso avião, e passava por nós no aeroporto, brincava: “Segura o Pedro”! (Risos).

Já o terceiro voo, que tínhamos a ilusão de ser o mais calmo – afinal, era direto e não chegaria a durar 1h –, foi bem difícil! A começar pela confusão que a companhia aérea fez com os nossos assentos. Chegaram a cogitar em nos colocar em poltronas separadas – todos os quatro, já que bebê de colo não conta! Imaginem tal absurdo?! Foi preciso outra família, gentilmente, abrir mão de alguns de seus lugares, para que três de nós ficássemos juntos. Assim, pude ir com os filhos na mesma fileira, mas o meu marido ficou bem longe. O voo foi – literalmente – turbulento, do início ao fim! Não pudemos desatar os cintos e o serviço de bordo foi suspenso por conta dos fortes tremores. As pessoas estavam assustadas e soltavam gritos de terror! Menos mal que o André, o mais velho, parecia indiferente ao que estava acontecendo, jogando em seu tablet. A Clarinha ficou bastante inquieta e incomodada. Queria dormir, mas não conseguia, por conta da zoada. E o Pedro, coitado, fez um escândalo, sentindo muitas dores no ouvido. Isso tudo com o esposo distante, sem poder ajudar, porque a comissária – sem tato algum – o impedia!

Quando a coisa já estava bem tensa, acenei para o esposo, pedindo “socorro”. Ele foi ao meu encontro, ignorando a “chamada de atenção” da aeromoça. Então, pedi-lhe que levasse a Clarinha, para que eu pudesse dar melhor assistência ao Pedro. Na hora do pouso, meu pequeno ainda chorava, no meu colo. Nesse momento, a comissária me pediu que o colocasse em sua própria cadeira. Expliquei o que estava acontecendo, que estava com dor, que só tinha dois anos e que, em outro voo, haviam compreendido e me permitido tomar a decisão, por ser a mãe. Ela continuou inflexível. Para não ser grossa, silenciei e o coloquei – aos berros – ao meu lado. Mas, quando a moça deu as costas, peguei-o de volta. Graças a Deus, o tempo do percurso foi curto, embora tenha parecido uma eternidade.

O quarto voo, que saiu no final da tarde, iniciou muito bem! O Pedrinho, apesar de ter se queixado de dores na barriga, dormiu bastante. A parte desagradável veio após a conexão, no último trecho da viagem. Logo que decolamos, a Clarinha, que nunca havia tido problemas do tipo, começou a chorar de dor no ouvido. No mesmo instante, o irmão do meio também começou a se queixar de dor no abdômen. Ambos estavam inconsoláveis e queriam o meu colo. Mediquei a caçula e, quando começou a fazer efeito, ela aceitou ficar com o pai, para que eu pudesse cuidar do Pedro. Quando veio para o meu colo, tudo se resolveu! Isso porque, segundos depois, ele vomitou o que estava lhe incomodando. Haja vômito! Em cima dele, em cima de mim e no corredor do avião! Depois, adormeceu tranquilo, enquanto eu tentava nos deixar o mínimo sujo possível!

Foi mesmo uma grande e divertida – e um pouco tensa também – aventura! Passamos por uns apertos, mas tudo valeu a pena! No fim, a gente dá muitas gargalhadas relembrando! E são essas as histórias mais contadas! Já estamos aguardando a próxima, só espero que tenha menos vômitos!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Tenha paciência com você – 2

Por Carol Balan

Como eu disse no texto anterior, vou contar um pouco como tem sido meus dias e a adaptação da nova rotina da casa agora que estamos com bebê pequeno.

Durante muitos meses fui me preparando para essa nova fase: mudei hábitos culinários, implantei algumas dicas de organização, investi em equipamentos que fossem me ajudar no dia a dia.

Porém, acho que o que foi mais importante pra mim foi aprender a ter paciência comigo mesma! Porém, não é essa paciência que beira a compaixão por si mesmo e que é tão pregada em sites de auto-ajuda materna, onde nos aconselham a não sentir culpa por nada, mas também não nos incentivam a tentar ir além dos nossos limites.

A vida com um bebê pequeno é sempre difícil, mas também não precisa ser uma jornada impossível de ser vencida. A educação que recebemos hoje nos faz muito moles e acabamos olhando para essa fase tão linda que é a maternidade como se fosse uma etapa muito difícil de ser vivida e que, quando sobrevivemos a ela, é quase que por mera sorte e muita dose de "não se sinta culpada por nada", independente do que aconteceu.

Eu acho que não precisa ser assim e o que me guiou nesse momento que vivo agora, foi: eu sei que será difícil, mas eu sei que sou forte e que Deus vai me ajudar a vencer. E é nesse momento que entra a paciência comigo mesma. Antes, eu me frustrava muito quando não conseguia cumprir o que pensava ser necessário para aquele dia. Também me frustrava quando não conseguia colocar em prática algo que havia programado ou que pensava ser o correto: colocar o bebê para dormir, por exemplo. Meus filhos nunca foram de dormir muito, isso me deixava muito frustrada. Hoje prefiro acreditar que é uma característica deles e, se pudesse voltar no tempo, me programaria para enfrentar a rotina do dia com um filho de 2 e um de 4 anos que não fazem nenhuma soneca. E daí que tenho amigas que os filhos dormem à tarde inteira? (inveja suma daqui!)

Voltando ao recém-nascido. Hoje, tenho muito mais paciência comigo, me deixo frustrar se foi um dia difícil, mando tudo às favas e passo o dia deitada com ele, se for isso que ele quer para aquele dia. Coloquei apenas pequenas tarefas que precisam ser cumpridas todos os dias, o resto que faço a mais é louvável, se não deu para cumprir tudo o que programei para o dia, paciência... outros dias virão. Ao mesmo tempo, não deixo que a preguiça me vença. Se o dia foi "inútil", á noite, quando o marido chega, eu aproveito que ele fica com o bebê no colo e corro para adiantar algumas coisas que ficaram acumuladas. Pelo menos o saldo no fim do dia não é tão ruim.

Tem dias que o bebê está mais irritado, tenho procurado deixar sempre atividades para os meninos fazerem e alguma comida pronta, nesse dia, não faço absolutamente nada! Fico o dia todo com o bebê no colo ou no sling. Já deixei isso também como parte da rotina: um dia à toa, para atender às necessidades do pequeno.

Essa fase mais difícil não passa de algumas semanas, no máximo os primeiros meses. Não preciso de desespero para ter tudo em ordem se logo ele fica mais tranquilo, dorme melhor (talvez!) e posso então me dedicar mais às outras tarefas que foram ficando deixadas de lado.