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sábado, 12 de setembro de 2009

Relato de umas férias diferentes, de umas férias melhores

“VOLUNTARIADO EM RORAIMA”
Já imaginaram mandar os filhos a um lugar diferente nas férias para que ao mesmo tempo, divirtam-se e ajudem a outros menos privilegiados?
Então leiam o texto de Pedro Paulo Oliveira Jr e dos voluntários
“Sempre entendi o descanso como um afastar-se do acontecer diário, nunca como dias de ócio. Descanso significa represar: acumular forças, ideais, planos... Em poucas palavras: mudar de ocupação, para voltar depois - com novos brios - aos afazeres habituais.” (São Josemaria, ponto 514 de Sulco)

Em agosto do ano passado, estudantes universitários e jovens profissionais conversavam sobre as férias – as passadas e as futuras. Nesse bate-papo, surgiu a idéia de se fazer um trabalho voluntário assistencial. Lembramo-nos do amigo Major Maurício Perdoncini, que estava alocado no 7º Batalhão de Infantaria da Selva, em Boa Vista, no Estado de Roraima. Havia nos comentado, tempos atrás, sobre diversas comunidades, próximas à fronteira com a Venezuela, que viviam em condições muito precárias.
Naquela conversa, essa idéia – ir a Roraima para ajudar uma população carente – parecia ser um sonho. Bonito, mas um pouco distante (para sermos exatos, XXX km nos separavam de Boa Vista). No entanto, propusemo-nos a falar com parentes, amigos e conhecidos sobre essa iniciativa ainda embrionária. Não custava nada tentar. Qual não foi a nossa surpresa ao ver a boa acolhida com que as pessoas recebiam a nossa proposta. Dispunham-se a ajudar. Vimos que era possível. Faltava agora pôr mãos à obra.

Ir a Roraima ajudar uma população local ainda era uma idéia muito vaga. O Major Perdoncini, após conversar com algumas famílias da região, nos informou quais eram as necessidades mais urgentes e nos sugeriu a Vila do Trairão, no Município de Amajari, que dista 224 km de Boa Vista. Lá, por exemplo, havia mais de um ano que o último médico passara pela comunidade.

Com uma boa dose de otimismo, definimos algumas tarefas para as áreas mais necessitadas:
- medicina: obter remédios e o instrumental básico para as consultas;
- odontologia: duas cadeiras móveis de dentista e medicação; doações de escovas e
pastas de dente e material educativo;
- computação: computadores para a escola local (onde estudam mais de 300 alunos e só havia um micro); instalação de internet através de rede wire less;
- construção civil: conseguir material de construção para a reforma da capela, bem como material litúrgico e paramentos.


Havia ainda a logística: o transporte de 3 toneladas de material até a Vila do Trairão (era esse o peso estimado dos itens acima) e as passagens aéreas para 30 pessoas.
A organização era simples: através de uma lista de e-mails, cada um informava aos outros o que havia obtido na semana. Pedíamos milhagens a professores, remédios doados de um laboratório a um médico vizinho, computadores a empresa de um tio. Também procuramos algumas empresas e o pró
prio Exército Brasileiro,que nos ajudaram bastante nesse trabalho.
A nossa meta era reunir todo o material e as passagens até o dia 20
de dezembro. No dia 23, circulou o e-mail com a tão esperada mensagem – material obtido: 100%. Agora, era embarcar rumo à Amazônia e trabalhar duro.

A CHEGADA

Entre os dias 1º e 3 de janeiro, desembarcamos em Boa Vista ao todo 29 pessoas e fomos à Vila do Trairão. Eram quatro horas e meia de viagem de Boa Vista até a vila.
Nessa viagem
de ônibus, começávamos a perceber que estávamos diante de um Brasil muito bonito, exuberante, mais ainda desconhecido para nós. Tínhamos pressa em chegar – muito trabalho esperava por nós – mas parecia que a estrada não acabava. Longas eram essas quatro horas e meia. De certa forma, precisávamos dessa espera, desse tempo de transição, para tomar consciência de que estávamos na Amazônia, em Roraima, no Estado mais isolado do Brasil.
Assim que desembarcamos na escola da vila – ali seria a nossa casa por uma semana – chegaram dois garotos com uma criança menor, que estava com uma intensa febre. Souberam que ali havia médicos e pedia
m uma consulta. Essa situação inicial foi uma constante até a nossa partida: do café da manhã até o jantar chegavam pessoas, às vezes famílias inteiras, solicitando uma consulta, um remédio, a extração de um dente.
Desde o início, vinham pedir essa ajuda. Mas não só. Ofereciam ajuda. O agente de saúde se pôs à disposição para nos auxiliar nas refeições. Pessoas muito simples, às vezes descalças, traziam-nos um peixe, verduras para o almoço, um suco de açaí.
Dizia acima que estávamos num Brasil diferente do que conhecíamos – pelo clima, pela flora amazônica, por essa pobreza mais desassistida. Ao mesmo tempo, sabíamos que estávamos no Brasil. Presenciávamos a mesma cordialidade, a abertura incondicional ao outro, a alegria espontânea. Diversos, mais iguais. Não era apenas a língua que nos unia.

O TRABALHO
Trabalhamos ao todo seis dias, das 8 às 18 horas. Nalguns dias até uma da manhã (precisava-se terminar a tempo a reforma da capela). Cada equipe na sua especialidade. Esse empenho diário resultou em:
- 450 consultas médicas;
- 500 kg de remédios doados;
- a vida de um bebê (a mãe havia entrado em trabalho de parto prematuro em razão de um acidente e o bebê estava apenas com 5 meses de gestação – com a medicação, conseguiu-se reverter a situação);
- 160 consultas odontológicas, com 4 procedimentos em média por pessoa;
- 10 horas de aulas sobre higiene bucal;

- 500 escovas e pastas de dente doadas;
- 6 computadores instalados em rede na escola;
- 30 horas de aula de computação à população;
- reforma da capela (pintura externa e interna, troca do piso interno e externo e do madeiramento do telhado, instalação de ventiladores e manta térmica, troca das portas, instalação da sacristia e do altar.

Além dessas tarefas, enquanto estávamos lá, surgiram outras iniciativas, como, por exemplo, aulas sobre noções básicas de economia.

Fizemos muito? O suficiente? Sinceramente, não sabemos. As necessidades da comunidade da Vila do Trairão são tão vivas e profundas que é difícil quantificar se a nossa ajuda foi grande ou pequena. Não conseguimos, inclusive, realizar tudo o que havíamos previsto. A instalação de internet não foi possível por dificuldades técnicas (nem em Boa Vista havia internet por banda larga). Voltamos às nossas cidades, no entanto, com a certeza de que valeu a pena: nossas férias tinham sido úteis, diferentes, muito melhores do que poderíamos ter imaginado naquela tarde paulista de agosto do ano passado. Havíamos recebido muito mais do que tínhamos dado.
OS: Todos os que fomos agradecemos, juntamente com a comunidade da Vila do Trairão, a tantas pessoas que não foram, mas que, com sua ajuda – sempre generosa, às vezes heróica, possibilitaram a realização dessa iniciativa.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A beleza – Como o arroz: Acompanhamento

Já ouvi alguém dizer que a beleza numa pessoa é igual ao arroz na alimentação (pelo menos para os ocidentais) – é o acompanhamento.

Vocês já viram como cai bem um arroz fresquinho, bem feito com um suculento bife ou um peixe a doré? É um alimento que combina com quase tudo, o arroz, mas sozinho não tem muita graça. Assim é a beleza, ela é importante, é bem vista quando acompanhada de outros “pratos chefes”, como simpatia, educação, docilidade, cultura, firmeza de caráter e outras virtudes também importantes.

Quem já foi ou é bonita pode nos contar "de carteirinha" sobre o assunto. Já sentiu na pele o quanto se torna desagradável e perde parte do encanto quando se é pedante, vazia, superficial, com ares de superioridade, querendo ser o prato principal e não tem conteúdo substancial.

Que o Vinícius me perdoe, mas se beleza fosse fundamental, não haveria tantas belas e tantos belos mal amados. Um homem ou uma mulher bonita precisam cultivar sua inteligência, porque não há nada mais ridículo do que um “belo=burro” ou “músculos sem cérebro”.

Por mais que a medicina avance no campo da cirurgia plástica e dos cuidados com a estética do corpo, a beleza tem seu tempo de validade. Vejam que nestes dias observei uma figura pública da TV e notei seus “reparos estéticos”. Eles não conseguiram mudar a ação do tempo, mas conseguiram transformá-la numa caricatura do que era quando mais jovem e a fisionomia ficou artificial. No caso em questão o carro chefe da personalidade era a beleza, sem outros atrativos, logo a audiência só tenderá a cair, pela falta de conteúdo, o que ainda salva é a mídia que vai dando alguns empurrões para que continue em alta.

Vamos ensinar a nossos filhos a serem cuidadosos com o físico, mas nas devidas proporções. Que o belo nunca esteja acima de um bom caráter, da inteligência ou das virtudes. A beleza interior ressalta aos olhos e embeleza o todo.

O maior problema pra quem só vive desta parte, é que um dia vai constatar que “o tempo passou na janela e só Carolina não viu” – ( Chico Buarque)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um programa com os filhos - Bienal do Livro

Uma boa oportunidade para cultivar na garotada o gosto pela leitura. Levá-los a bienal, que acontecerá entre 10 e 20 de setembro, no Rio de Janeiro..
A novidade desta bienal deve ser uma floresta encantada, onde as árvores contam histórias.

"O espaço contará com uma instalação multi-sensorial, cenografada com árvores que narram trechos de livros e que têm copas formadas por letras. Essas letras, dependendo do ângulo de visão, criarão palavras diversas. Haverá ainda um livro mágico, que, a cada toque dado pelas crianças e adolescentes, exibirá páginas de obras literárias consagradas".


XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Data: 10 a 20 de setembro de 2009
Local: Riocentro
Avenida Salvador Allende, nº 6.555 – Barra da Tijuca

Para os que não são do RIO
E quem estiver fora do Rio aproveite para fazer um passeio cultural, levar as crianças a uma livraria e promover um interesse pela leitura, mostrando clássicos infantis e descobrindo novidades boas. O importante é que pai ou mãe esteja por perto para julgar o conteúdo dos livros e poder orientar a criança na escolha.

Crie uma semana na sua cidade, como sendo a semana do livro, forme um grupo de pais e agite esta idéia. Quem sabe formam uma mini biblioteca com troca de livros entre os participantes. Tudo que provocar o interesse da garotada por ler, vale a pena!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Brasília que o Brasil não conhece

Dando seguimento as sugestões de passeios para as famílias.
Texto de: João Felipe Belo
Quando se fala em Brasília, a primeira coisa que vem a cabeça do brasileiro são os vários casos de escândalo envolvendo parlamentares. Mas Brasília é muito mais do que desvios de verbas e propinas. É uma cidade planejada para ser a capital do país, com uma arquitetura arrojada e com ótimas opções de lazer e divertimento.

Fundada em 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek para ser a terceira capital do Brasil (anteriormente, Salvador e Rio de Janeiro haviam sido capitais do país). No entanto, desde a época do Brasil Colônia se cogitava a transferência da capital para o interior do Brasil, com o intuito de desenvolver o Centro-Oeste e também, ao sair de uma região litorânea, estava-se mais seguro em caso de guerra. São João Bosco, no século XIX, sonhou com a construção de uma cidade de grande prosperidade, exatamente onde está Brasília situada geograficamente. Dom Bosco acabou sendo proclamado padroeiro da capital.

O plano urbanítisco brasiliense foi elaborado pelo arquiteto Lúcio Costa e muitos de seus edifícios e construções foram projetados por Oscar Niemeyer, um dos maiores nomes da arquitetura moderna. Quem visita Brasília se encanta com os diversos grandiosos monumentos. Uma das maiores atrações é o Ministério das Relações Exteriores – também conhecido como Itamaraty. O prédio possui pinturas da época do Brasil Império, belas salas onde as autoridades internacionais e chefes de Estado são recebidos, peças barrocas, obras de arte contemporânea e até mesmo a mesa onde a princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

Não seria possível enumerar os muitos monumentos e locais a se visitar em Brasília. O que talvez mais se destaque seja a Catedral, na Esplanada dos Ministérios, que é exatamente o mais visitado. Projetada também por Niemeyer, seus pilares curvos lembram mãos em oração, no seu interior, encontram-se três anjos suspensos no ar, segurados por cabos de aço. Não tem quem não se encante com a luz que entra através dos vitrais e da Via-Sacra pintada pelo artista Di Cavalcanti.

Por ser uma cidade relativamente nova, pois ainda não tem 50 anos, grande parte da população veio de outros Estados; uma diversidade que acaba sendo refletida na cultura e na culinária. É possível encontrar as mais diversas cozinhas internacionais como a francesa, italiana, japonesa, alemã; e também regionais como mineira, paraense, gaúcha, goiana, nordestina. Saber explorar os diversos restaurantes e bares de Brasília é algo muito apreciado e que realmente vale a pena.

A ausência de esquinas, as quadras residenciais que substituem as ruas fazem de Brasília uma cidade ímpar. São as especificidades de uma cidade planejada. Como argumentou o próprio Niemeyer, pode-se dizer que não gostou de Brasília, mas não que já se viu algo igual antes.
E, quando estiverem na cidade, não deixem de olhar para o alto: o céu de Brasília é fantástico!


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Profissão: Oceanógrafa

Continuando na linha das profissões hoje consegui uma bem diferente e pouco divulgada, mas de grande valor e importância neste nosso imenso Brasil.
Texto de: Ana Lucia Travassos Romano
Decidi fazer Oceanografia porque adoro o mar, seus mistérios (muitos deles depois de 30 anos de carreira ainda não decifrados...), sua grandeza que eleva a alma para pensamentos de outras grandezas maiores ainda. Romanticamente também porque imaginava meu dia a dia num barco, num laboratório perto do mar, com roupas despojadas, sem me preocupar com aparência nem com outra coisa que não fosse o objeto de pesquisa, e em contacto íntimo com a natureza. Apenas uma parte da vida do oceanógrafo é esta.

Quando decidi ser oceanógrafa, por estas razões, nestes agitados anos setenta, não havia nenhum Curso de Graduação aqui no Brasil. Tinha-se que fazer uma graduação em uma das quatro áreas relacionadas: Biologia, Física Geologia ou Química (em ordem alfabética para não dar briga...). Fui fazer Física.

Embora durante o curso, muitas vezes tenha me esquecido da Oceanografia no mesmo mês em que me formei a paixão voltou e com o apoio de uma tia (ah!, as tias, elas movem o mundo!) e de minha mãe (meu pai, jocosamente, achava que era coisa de embarcadiça, aliás até hoje, quando digo que vou embarcar ele comenta: minha filha, você não é embarcadiça, é uma diretora ... ainda bem que não usa a idade de argumento...) fui fazer Pós em Oceanografia Física na USP.

Para se trabalhar com Oceanografia em pesquisa, nas Universidades, é preciso fazer mestrado, doutorado. Esta representa uma boa parte do mercado de trabalho. Há também oceanógrafos atuando em firmas de consultoria ambiental, em empresas de petróleo, na Marinha, em órgãos ambientais do governo, em empresas de pesca, maricultura e instrumentação oceanográfica, entre outras ocupações. O campo de trabalho é muito grande e variado, o mercado está se abrindo muito, nos últimos anos e a profissão vem sendo muito conhecida pela população. Antes quando eu dizia que era oceanógrafa o pessoal pensava que eu trabalhava com teatro... A remuneração é baixa no início da carreira, como é comum, 700 a 1500 reais conforme o que se faça. Mais tarde, é possível ganhar bem. A profissão foi reconhecida o ano passado o que vai acarretar em melhorias de remuneração e em ampliação do mercado nos próximos anos.

Durante muitos anos só havia três graduações em Oceanografia no país: em Rio Grande (FURG), no Rio (UERJ), e em Itajaí (Univale). Nos últimos cinco anos abriram muitas outras; hoje são doze: em Vitória (UFES), São Paulo (USP), em Santos (UNIMONTE), na Bahia, (UFBA), Ceará (UFC), Maranhão (UFMA), Pernambuco (UFPE), Pará (UFPA),e Paraná (UFPR).

No curso estuda-se Química, Geologia, Física e Biologia nos dois primeiros anos (Básico). A carga horária é bem grande. Nos outros três anos se estudam as matérias específicas da oceanografia (composição da água do mar, poluição, fenômenos físico-químicos, sedimentação marinha, fenômenos geofísicos, ondas, correntes, marés, interação ar-mar e a vida no mar. No último ano se faz o Projeto Final de Curso. Para se formar é preciso 120h embarcadas, que as universidades providenciam.
Ser oceanógrafo é muito, muito bom.

Infelizmente hoje notificamos, o falecimento no dia 4/9, do Sr
Helio Drago Romano, pai da nossa querida Nana. Nossos sentimentos a família. Com certeza do céu ele estará saboreando estas palavras de sua filha que não pode ver daqui.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 11)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossas amigas.

Namoro destrutivo
1 - L. D. diz: Dra como ajudar minha filha a se afastar de um namoro destrutivo? O namorado dela não se esforça pra nada e ela fica como boba sempre atrás dele. Basta ele chamar e ela logo vai correndo. Como fazer ela entender que ele esta perdendo o tempo dela? Somos de uma cidade pequena e todos conhecem bem quem ele é.

RESP: Cara senhora LD. Qual a idade de sua filha? Ela estuda, trabalha o que faz? É única filha? Desculpe fazer tantas perguntas, mas cada uma delas ajudará no conteúdo da resposta! A senhora pode me dar um retorno? Enquanto isso, peça muito especialmente a Deus por sua filha - a oração dos pais pelos filhos é especial! Guarde silêncio, não fale mais no assunto com ela e fale apenas com Deus. Aguardo uma notícia sua e um abraço! Mannoun
Mesada
2 - O. diz:... Qual é a melhor idade pra darmos mesada e como devemos calcular o valor da mesada, o que incluir?

RESP: Sr.O. Desde pequeninos os filhos devem aprender quanto custa ganhar e como é fácil gastar... Ao sair com eles, já vamos explicando que nem tudo o que desejamos podemos ter- ao menos naquele momento. Que aprendam a esperar. Que não ganhem tudo e na hora que desejam. Assim fica mais fácil que aprendam a administrar o que ganham. Ao começarem a ler e escrever, já podem receber algum dinheiro e os pais é que determinarão quanto. Repasso o que ouvi de um grande psiquiatra infantil, em Congresso no Rio de Janeiro- diminuir o quanto os pais dão aos filhos em dinheiro e aumentar o tempo de convívio com eles... Se o casal tem mais de um filho, o valor a ser dado deve ser proporcional às idades e calculados com eles : - fazer as contas do custo da condução, mais um lanche saudável e, se houver um passeio pela Escola, por exemplo,o que os pais julgarem necessário,dependendo dos hábitos da família. Ponderar sempre com eles, que em casa recebemos tudo o que é necessário para o dia a dia. Quando já estão na Universidade o raciocínio será semelhante, incluindo livros, material escolar, etc. Caso não tenha respondido o que desejava, fico a seu dispor.Mannoun

Hora de voltar da balada
3 - E. L. N. diz: Como determinar a hora de voltar pra casa de festas ou balada? Tem diferença pra menino e menina? É melhor deixá-los voltar de taxi com amigos, pra não "pagarem" mico quando nós vamos buscar?

RESP: Sr..E. .L.. N. Os pais devem negociar com os filhos os horários de saída e chegada de festas, bem como a freqüência com que saem durante a semana. Filhos são filhos- não deve haver diferença se são rapazes ou moças.
O fato de voltarem ou não de taxi deverá ser decidido pelos pais - mesmo quando os filhos dizem que não querem “pagar mico”, na verdade sentem-se importantes e queridos pelos pais que se ocupam em levá-los e buscá-los. Aliás, um excelente momento para observá-los, ver que assuntos são tratados, a linguagem, os comentários, posturas.... Podem se oferecer - juntamente com outros pais amigos, para se revezarem junto dos filhos nas idas e vindas.
Fico a seu dispor! Mannoun

domingo, 6 de setembro de 2009

Filme: O santo de Molokai

Hoje resolvi sugerir este filme que além de ter belas paissagens, mostra o desprendimento e a perseverança de um homem que deixou tudo para cuidar de outros.

"Damião, o santo de Molokai" Este filme que tem como cenário o lindo arquipélago do Havaí, no Pacífico Norte.

Molokai é uma ilha, isolada do resto do arquipélago, que na época era destinada às pessoas que contraiam a lepra. Ali elas ficavam isoladas até a morte.

O filme narra a verdadeira e emocionante história de Padre Damião, jovem sacerdote belga, que dedicou a sua vida aos leprosos na ilha de Molokai. Com fé e amor, Damião levou o conforto da religião aos necessitados, além da certeza de que a solidariedade e a compreensão são um terreno fértil onde germina o respeito à dignidade humana.

O padre Damião nos mostra que o amor não conhece obstáculos ou fronteiras, mesmo em condições precárias com pessoas mutiladas e destruídas pela lepra. Mostra a grandeza de pessoas que deixaram tudo, para dar o melhor de si àqueles que o mundo isolou para esquecer: religiosas que aderiram também à missão.

A maior parte desta obra, foi rodada na própria ilha Molokai. Embora chamada "ilha da morte", nela ressurgiram a vida e a esperança, iluminadas pela presença deste santo homem: Damião de Molokai.

Não sei se é fácil de encontrar para alugar, mas existe para vender, vi nas lojas americanas. É uma boa opção para se ver em família.

sábado, 5 de setembro de 2009

Colégio de São Bento - O melhor do país

Pelo que conheço do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, posso dizer que ainda é o melhor do país. As razões para isso podem não estar bem definidas, mas poderemos chegar perto se formos observar detalhes.
Autora: Liana Clara Oliveira


Primeiro é um colégio que, sendo tradicionalista, está sempre atualizado com o que há de mais moderno para facilitar o ensino e o aprendizado.

Depois, eles têm um projeto pedagógico muito interessante que vale a pena ler o que nos dizem:

"Tem como alicerce a Regra de São Bento. São cinco princípios que dela emergem diretamente e que inspiram toda a ação pedagógica: Reciprocidade, Esperança, Perfectibilidade e Responsabilidade, todos eles sob a égide do princípio do Zelo Bom que incita-nos a ajudar-nos mutuamente, coração aberto, procurando o que é melhor para todos e não para si mesmos."

Outro fator importante é que lá se tenta praticar o que se propõe no papel. Também contam com professores com uma formação acadêmica qualificada, e têm uma preocupação constante para que o aluno receba formação a todo o momento. O grau de exigência é alto, bom para o futuro dos nossos filhos que serão exigidos e muito nas empresas onde irão trabalhar.

Não estou fazendo propaganda do colégio, nem tenho nenhum interesse em fazer, apenas estou sendo justa, admitindo apenas a qualidade do ensino e aproveitando para perguntar o porquê de só termos um colégio assim em todo este país continental?
Porque não podemos copiar este modelo em outros colégios? Será que falta coragem aos nossos educadores e pedagogos?
Será porque a meta de muitos colégios é aprovar sempre, para não decepcionar pais e, por conseguinte perder alunos? Acho que já esta na hora de se reavaliar os conceitos e ver por onde andam os erros.

Eu só tenho o que agradecer ao colégio São Bento. Ajudou-me muito na formação total de meus filhos homens, nunca precisei gastar nada extra com os meninos no colégio: eles tinham inglês, francês, informática, natação, esportes, além das matérias normais de cada série. Em período integral. Contavam também com as refeições que faziam na escola, outro aprendizado que foi muito útil, complementando os costumes de casa. E a formação humana e espiritual deu um quê a mais na totalidade de seus alunos.

O fato de ser um colégio só para meninos, pode a princípio parecer discriminação, mas esta longe de ser. Penso que ele consegue este bom desempenho justamente por entender bem o lado masculino e dar tudo de si para formar homens de valores. Talvez não fosse tão bom se tivesse os dois sexos e não conseguisse entender tão bem o lado feminino. Não sei, e acho que não vamos saber isso tão cedo, visto que não há previsão de torná-lo misto. Bem que eu teria gostado, pois também tenho meninas. Mas respeito às regras de colégio.

Vale à pena visitar o site do Colégio São Bento e ver quanta coisa boa eles oferecem.

No colégio estudaram nomes conhecidos como: Noel Rosa, Pixinguinha, Villa-Lobos e Lamartine Babo, Jô Soares, mas o mais importante pra mim foi meus filhos estudarem lá e hoje estar com três formados em excelentes universidades e um cursando também uma ótima universidade.
Valeu muito o nível de exigências feitas pelo colégio. Quem dera poder dizer o mesmo dos colégios onde minhas filhas estudam.


O lema de São Bento (o santo) podia ser resumido pelo “ora et labora” – ora e trabalha. E o colégio é completo neste aspecto também.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Não se deixe mover, ou melhor, estagnar pela preguiça.

Quando encontrei este texto não pude deixar de me emocionar com a sensibilidade de um jovem ao se deparar com a miséria humana. Isso é que é um filho bem formado! Como ele me permitiu coloco aqui o texto.
Texto de : Eduardo Serman

Hoje estava no ônibus e ao olhar para fora da janela reparei um homem deitado na calçada. Estava chovendo, e ele não estava embaixo de uma marquise, mas, sim, debaixo da chuva. Parecia estar dormindo. Dormindo sem travesseiro, sem cobertor, de roupas molhadas. Naquele momento me veio à cabeça o que gostaria de fazer por ele. Dar-lhe uma coberta, uma toalha, um pouco de comida para que, ao menos por um breve momento, ele pudesse passar por um instante de mínimo conforto. Porém, ao mesmo tempo, pensava que não tinha nada daquilo comigo, que nada poderia fazer naquela hora. Quem sabe eu pudesse ir em casa e buscar tudo isso. Só que eu não estava tão perto do meu ponto. E aí comecei a pensar... Pensar como podemos ser preguiçosos. Pensar que se eu fosse em casa e pegasse aquelas coisas para levar pra ele não seria nenhum sacrifício. O dinheiro não me faria falta, o tempo eu tinha, a vontade era grande, mas a preguiça e a vergonha maior. Por que ter vergonha de um ato que faria bem a uma pessoa? Eu não sei e me pergunto por que sentimos isso. Comecei a pensar que optamos por virar o rosto contra uma desgraça e esquecermos dela do que agirmos dando um mínimo de disposição.

Caso eu tivesse ido em casa, pego as coisas e levado para ele, teria me sentido muito bem. Mas essa minha atitude, pensando friamente, não teria sido nada demais. Não podemos nos contentar por fazermos meras boas ações. Devemos fazê-las sempre que possível. Senti-me culpado por não ter feito tudo que bolei na minha cabeça.

Estas palavras podem parecer bonitas, mas são apenas palavras de uma pessoa que não teve a coragem de ir contra sua preguiça e sua vergonha. Talvez um dia elas possam servir para algo. Quem sabe alguém não se comove devido a elas e resolve fazer algo de bom.

Muitos de nós temos a vontade de mudar o mundo. Construímos planos mirabolantes, mas nos falta o poder. Pensamos que nos falta o poder, esse é o nosso erro. Dificilmente alguém vai conseguir mudá-lo sozinho. No entanto, não são necessários grandes feitos para fazê-lo. Uma vez li uma frase: “Pequenos gestos fazem um mundo sustentável”. Ela veio à minha cabeça hoje e me fez pensar que pequenos gestos fazem um mundo diferente.
Portanto, aja para mudar uma vida, dezenas, centenas, milhares delas... Não espere que os outros façam a parte deles. Antes cuide de fazer a sua.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nossa atividade para setembro - Queijos e vinhos

Este mês teremos uma palestra para casais, a noite , com queijos e vinhos.
Façam suas reservas ou entre em contato conosco para maiores informações.
Clique na imagem, para ver maior.




Palestra:
O que podemos fazer juntos? Um desafio para casais modernos.

Uma boa idéia para um dia a dois bem romântico

Como já disse em outras oportunidades, o casal deve encontrar sempre um tempo para saírem a dois, sem os filhos pelo menos uma vez a cada semana ou quinzena.

Pena que só hoje tomei conhecimento de uma programação interessante, mas mesmo assim, ainda serve para quem estiver em São Paulo. É o Restaurant Week é um dos mais importantes eventos gastronômico do mundo. Surgiu há 17 anos em Nova Iorque e hoje acontece em mais de 100 cidades de diversos países.

No momento esta na cidade de São Paulo, O Restaurant Week, que acontece entre 31 de agosto a 13 de setembro, é a 5a edição paulistana do evento que chega prometendo superar as mais positivas expectativas do público e proprietários de restaurantes.

São 202 restaurantes participantes que aceitaram o desafio de criar menus especiais a valores populares. Os menus são compostos por entrada, prato principal e sobremesa com valor fixo para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar.
Uma ótima oportunidade pra curtir um ao outro num jantar bem romântico, num restaurante que em outras condições seria muito difícil de ir, pelo alto custo dos pratos.

Pena que no Rio, Recife e Brasília já tenha acabado a promoção, mas os paulistanos podem aproveitar que o salário do mês acabou de chegar e fazer uma surpresa para o cônjuge e curtir um bom jantar num lugar bem chique e gostoso. Vários restaurantes, em homenagem ao Ano da França no Brasil, prepararam pratos de várias nacionalidades com inspiração francesa.

Entrando no site da pra conferir os restaurantes e os pratos oferecidos, e saber se é almoço ou jantar. Achei genial! Acho que vou a São Paulo só pra curtir meu marido num jantar a dois.
São Paulo Restaurant Week - Inverno 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Profissão: Jornalista

Mais uma profissão para a orientação dos pais sobre as escolhas de seus filhos

Texto de Márcia Ribeiro Oliveira

www.mraro.com.br


O bom jornalista é uma pessoa muito curiosa, desconfiada, e, principalmente, indignada. Tem "faro" para notícia, bom texto, gosta de gente e é capaz de traduzir o mundo em uma linguagem acessível aos seus leitores. Acima de tudo, é uma pessoa íntegra, munida de valores e com compromisso ético e social, tendo em vista o poder formador de opinião que a mídia assume na sociedade.


O dia a dia de u
m jornalista é, normalmente, muito agitado: uma luta constante contra o relógio para sempre levar ao leitor as notícias mais frescas, o mais rápido possível, e, de preferência, antes da concorrência. Além disso, o ofício do jornalista é bastante imprevisível, porque sua rotina é não ter rotina, e este é um dos grandes "baratos" da profissão.

Outro ponto positivo é a possibilidade de atuar em várias funções (como editor, redator, diagramador, por exemplo) e áreas (nas diversas editorias dos jornais da grande impre
nsa, revistas, rádios, emissoras e sites de notícias, nas assessorias de imprensa, editoras, empresas privadas e instituições públicas).

Entre os aspe
ctos negativos, pode-se destacar que, em geral, se ganha pouco, mesmo tendo que "ralar" muito (nas Redações, não há todo aquele glamour que vemos nos filmes de Hollywood!). Quem deseja seguir carreira deve ter disposição para trabalhar pesado e ainda atuar como freelancer no tempo livre, o que costuma ajudar a pagar as contas no final do mês.


Em resumo, pode-se dizer que, por toda a dedicação que a carreira exige, ser jornalista é mais do que uma opção profissional: é uma opção de vida. Para desempenhar o ofício, é imprescindível ter disponibilidade, "transpiração" e uma vontade sincera de servir a seus leitores com a verdade.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Profissão - Hotelaria

Mais uma profissão para a orientação dos pais sobre as escolhas de seus filhos
Texto de
Viviane Esther Dias
Se um dia me perguntarem “Por você escolheu Hotelaria?” talvez não saiba responder de primeira.

Cheguei a Hotelaria através de um professor do terceiro ano e através do meu pai, que dava aula para esse curso. Estava na duvida entre Geografia e Hotelaria. Lembro do meu primeiro dia de aula na faculdade de Hotelaria e me encantei. Muitos alunos chegam nos primeiros dias de aula e não sabem muito bem porque escolheram essa área, eu fui uma dessas pessoas. No decorrer do curso fui gostando bastante das aulas e dos campos de trabalho. Minha família acha divertido a profissão que escolhi. Sempre tem historias interessantes; todos os dias são diferentes.

A faculdade de bacharel em hotelaria foca a visão administrativa e estratégica desse mercado e vai além, o curso é focado na hospitalidade e na excelência na prestação de serviço. Para isso, temos aulas teóricas e práticas. Aprendemos, por exemplo, desde arrumar a cama com rapidez e precisão, quais os tipos de lençóis até o planejamento de custos desses lençóis. Como também a planejar cardápios, produzir o cardápio, montar eventos, projetar lucros. Além de claro, recepcionar os hóspedes, regras de protocolo e etiqueta, tendências mundiais na prestação do serviço, conhecimento de outras culturas e fazer com que os clientes tenham as suas expectativas superadas.

O curso dá uma visão muito ampla porque o aluno se torna apto a trabalhar em hotéis e para hotéis. Muitos que se formam trabalham em restaurantes, produtora de eventos, consultoria, hospital, casas de família da alta sociedade e até mesmo em casas de famílias reais.

Quem escolhe esse meio, trabalha muito. Trabalhamos para o descanso e divertimento da maioria. Trabalha-se finais de semana, feriados, mas é uma área bem divertida e com uma troca cultural muito rica. É gratificante quando um hóspede reconhece seu trabalho, lembra do que você fez ou da experiência única que ele viveu.

A hotelaria e a hospitalidade estão em expansão no Brasil, o mercado esta com carência de bons profissionais graduados.

A Hotelaria é para poucos que tem a sensibilidade para enxergar os detalhes. É saber surpreender o hóspede fazendo com que suas férias sejam inesquecíveis e para aqueles que viajam a trabalho é fazer com que descanse e se sintam em casa. É trabalhar muito, é ser uma pessoa com muitas virtudes, é saber sorrir, ser pontual, assumir compromissos é ser apaixonado por servir.