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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vamos jogar fora no lixo?

Nas minhas sessões de nostalgia, começo a rever músicas antigas e uma leva a outra e assim vou encontrando assuntos para desenvolver no blog, sobre família.

Hoje me inspirei numa letra horrível, no meu entender, pois é muito depressiva e mostra todo um desencanto, um ponto final onde só deveria haver uma pausa e nova tomada de forças.

A letra diz: É cansei já não dá mais/ Você pisou demais/ Pra frente é que se anda /A vida leva e traz/ A paz que eu quero ter/ Tão longe de você/ Eu sei que vai ser duro/ Mas tenho que esquecer/ // Vou jogar fora no lixo/ Jogar fora no lixo/ Jogar fora no lixo.

Mas esta inspiração foi por conta de uma brincadeira do meu marido. Ele começou a cantar apenas o estribilho: Joga fora no lixo, joga fora no lixo, ....(só porque eu estava brava com ele por coisas de ordinária administração do lar: dinheiro). E isso me levou à busca do restante da letra.

No casamento, um assunto muito desgastante é dinheiro, a mola que move o mundo e as famílias também. Assim sendo tema tão delicado, precisamos colocar cuidados dobrados na hora de se falar sobre o vil metal.

Mesmo que os dois trabalhem, e tenham seus salários, numa família tudo é de todos e nas circunstâncias atuais da maioria vivente neste Brasil, a renda do casal mantém a família quase como um equilibrista de circo. Os cartões de crédito giram como os pratos que rodam nos bambus e não podem parar, pois,caso parem, lá se vão juros e correções monetárias sem fim.

É preciso que o casal tenha muita transparência nos gastos, que aja em sintonia, e que as despesas sejam bem combinadas e notificadas para que não venham depois as reclamações e os sustos com a conta muito desfalcada, justo num mês em que não se poderia gastar tanto.

Muitos casos acabam até em separações, tornando o problema maior ainda. Surgem as famosas disputas por pensões, que levam a deteriorar mais ainda a família e os filhos. Aí entra o caso de “jogar fora no lixo” – estragar tudo e jogar fora um relacionamento familiar por falta de clareza de ambas as partes.

Mas como as mulheres não são de jogar nada fora, até por questão de costume, os homens abusam e vão se aproveitando disso para suas inúmeras lamúrias sobre os gastos, sem contar o que eles próprios gastam, muitas vezes, sem consulta prévia, só pelo fato de serem os chefes do clã.

Vamos cuidar com carinho deste assunto para não nos tornarmos o lixo da casa, nem um nem outro.

4 comentários:

Stella Halley disse...

Há maridos que delegam à mulher esses cuidados. Fica-nos a responsabilidade dos gastos e do contrôle. É duro. Muitas vezes me questiono se minhas decisões são as mais acertadas. Provavelmente não, são apenas as minhas escolhas.

Liana Clara disse...

Pois é Stella, mas pelo menos ele delega e não fica te combrando "seus" gastos, rsrsrs
O bom seria se os dois compartilhassem tanto das despesas quanto das entradas. Assim tudo seria um mar de rosas!

Maria Teresa Serman disse...

Muito bem colocado, Liana. Meu marido agora recebeu do banco um serviço, que deve ser ideia de um advogado de divórcios, de ser avisado no celular de cada débito na conta conjunta. E volta e meia ele liga pra perguntar em que eu gastei isso ou aquilo... Pior é que as lojas têm um nome social que não dá pista, e ele quer saber onde gastei o quê! Delícia!

Liana Clara disse...

Tetê
Eu espero que meu marido não esteja usando o mesmo programa bancário! ahahhaha

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