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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A palmada, o castigo e o direito.

Atualmente tudo virou bode expiatório e somos obrigados a cantar conforme a música, dentro das nossas famílias e nossos lares. Está havendo uma grande inversão de valores, porque o governo quer colocar sua mão onde jamais poderia alcançar: na família.

Uma família bem estruturada, com um pai, uma mãe, e filhos, tem graça de estado para formar bem seus membros. Explico aqui que essa graça é concedida por Deus Todo Poderoso, criador do céu e da terra, não é por qualquer um que se diga responsável por uma nação ou por uma localidade.

No caso citado no título, os pais tem o direito de agir com seus filhos, dentro dos limites do bom censo e da boa educação, como acharem melhor. O modo como vão corrigir seus filhos e educá-los, fará toda a diferença. Mas o importante é que o casal tenha uma conduta igual, coerente, diante dos filhos. E quando houver necessidade de punir que seja feito em comum acordo, para que a criança entenda o porquê da punição e onde errou.

Uma palmada bem dada, como diria uma médica amiga, no bumbum, pode tirar os futuros jovens de grandes enrascadas. A palmada é também uma forma de educar e de mostrar limites, quer queiram quer não. Cada criança, com seu temperamento, terá ou não necessidade deste contato mais próximo e direto de educação.

Quando colocamos um filho no mundo,passamos a ter deveres com a sociedade, e obrigações importantes para introduzir este novo ser no domínio público, num futuro próximo, para que sirva a mesma e sirva-se dela. Temos também o direito de fazê-los seres humanos bons do nosso modo.

Já temos muitos exemplos e várias estatísticas de filhos criados sem limites, sem castigos, sem educação e sabemos muito bem no que deu. Pessoas egoístas, sem caráter, sem virtudes humanas para viver em sociedade. Pena que o mundo esteja repleto deles. Mas não podemos nos entregar ao pessimismo e deixar as coisas como estão. Vamos lutar por nossos direitos, por podermos educar com a graça que recebemos de Deus e não com os limites impostos pelos homens.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A história do bebê Micah

Para os que gostaram do post abaixo aqui vai a história do bebê Micah.

O riso dos bebês

Muitos dos leitores deste blog devem lembrar da cena que vai no vídeo abaixo. Recentemente usada, após recolorizar a roupa do bebê para as cores do banco, num comercial, o vídeo original mostra um pai rasgando a carta em que ele tem seu emprego recusado e fazendo seu bebê cair na gargalhada.



Todos nós, quando vemos este vídeo, ou estes outros abaixo, não conseguimos ficar sérios, sisudos. O riso dos bebês é contagiante porque evoca um passado de inocência e de abandono, de confiança total nos pais. Os bebês não tem preocupações, não tem dúvidas, e quando estão com seus pais não tem medo. E ao vê-los rindo pensamos que seria bom voltarmos a este estado de serenidade e alegria diante da vida.


Físicamente é impossível voltar a ser crianças mas espiritualmente é possível. Deus é um pai poderoso e nós diante dele somos como um bebezinho do vídeo abaixo. Pensando assim, o que poderá nos preocupar?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 127)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

Y. S. diz : Prezada Dra Mannoun, minha esposa enjoou muito durante a gravidez do nosso primeiro filho. Ela tem medo de engravidar novamente porque disse que foram quase três meses terríveis. Será que toda gravidez é assim? Ela tem 30 anos e é professora de física no ensino médio

RESP:Caro Sr.Y.S.
Cada gravidez é única, as coisas necessariamente não se repetem - vale a pena que conversem sobre outros filhos, o quanto será importante que seu filho tenha irmãos( por vocês e por ele também !) Se desejam mais filhos, que ela não sofra por antecipação - aliás, sendo professora de Física, que pense que as leis da Física não se aplicam literalmente aos seres humanos...

Cada um de nós é ÚNICO, cada gravidez é única também! Por outro lado, conversem com o Obstetra que a acompanhou no Pré-natal do primeiro filho e questionem o que existe hoje para minimizar os enjoos da gravidez pois que a cada dia surgem descobertas notáveis na medicina !

O Amor é criativo, participar com Deus na obra da Criação é maravilhoso e dá ânimo e incentivo ao casal! Há tantos que desejam ardentemente ter filhos e não o conseguem...

Boa sorte para vocês e que ela consiga vencer - por AMOR e com AMOR os seus medos!
Fico às ordens, Mannoun

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bolo Salgado

Uma receita fácil de fazer e bem saborosa. Minha filha de 11 anos faz sozinha e bem rápido. Um bom quebra galho para um lanche de última hora.

Ingredientes:
2x de farinha de trigo
2x de leite
3 ovos
1 x de óleo
2 colheres de sobremesa de fermento em pó
3 colheres de sopa de queijo ralado

Recheio:
O recheio pode ser do que você tiver em casa, sobrinhas de carnes desfiada, frango desfiado ou linguiça, ou até mesmo legumes cozidos. Acrescente ao recheio molho de tomate.

Modo de fazer:
Misture os ingredientes no liquidificador, e vá batendo sempre. Depois de bem batido, coloque numa vasilha untada, uma parte dessa massa. Depois coloque o recheio todo, e por cima o restante da massa. Por cima de tudo colocar queijo ralado e orégano. Leve ao forno médio preaquecido e deixe até dourar bem.

Depois de sair do forno sirva quente.
Tempo de preparo: aproximadamente 45 minutos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A chance de reconhecer uma qualidade

Por Maria Teresa Serman
A editora Quadrante tem um livro muito esclarecedor e prático, com o título de A ARTE DE APROVEITAR AS PRÓPRIAS FALTAS. Quem já leu sabe que é bom, não só para ler, mas para reler de vez em quando, de modo a não nos sentirmos derrotados por nossas quedas na luta por melhorar. A quem não leu ainda, recomendo com carinho e urgência.

Hoje, porém, quero propor uma nova investigação, um passo nessa batalha amorosa, que outra coisa não é. Batizei-a com o título do texto, e consiste em procurarmos e reconhecermos positivamente, em nós, primeiramente, e depois nos próximos, tipo marido, filhos, sogras, noras, cunhadas e afins uma virtude que se destaque, na qual nos apoiemos para reconhecer de modo saudável o nosso progresso e o dos outros.

Comecei por mim mesma, antes de escrever. Achei uma característica marcante , que considero muito boa, sem falsa modéstia, até porque trata-se nitidamente de uma combinação da abundante misericórdia de Deus Pai com um traço de temperamento, a iniciativa. É o espírito de serviço, que já se tornou uma mola propulsora da minha vida conjugal, familiar, profissional e social, e que, por mais graça divina ainda, tenho a felicidade de reconhecer em casa e nos muitos amigos que me cercam.

É assim mesmo, pois, quando se busca enxergar virtudes reais - não inventá-las ou superfaturá-las -, em nós e nos outros, a vida fica infinitamente mais agradável e fecunda. Não se trata, cuidado!, de listar qualidades para nos sentirmos bem. Isso seria soberba; é somente a parte de um processo contínuo de "agora recomeço", buscando aprimorar essa mesma virtude ainda mais, e oferecer-lhe a companhia de outras que podemos cultivar. Ao espírito de serviço pode se juntar a caridade, a discrição no próprio serviço, para que não percebam quando e como servimos, passando despercebidos e tornando, assim, a vida alheia mais amável.

Também à paciência, se for a virtude marcante, pode se agregar a diligência, o amor ao trabalho bem feito e acabado; a ordem, e a pontualidade, sua irmã, podem vir almofadadas pela alegria, pois não se recomenda ser ordenada e ranzinza; a laboriosidade precisa, por equilíbrio, da serenidade, para que não se converta em perfeccionismo e ativismo. Enfim, há uma infinidade de combinações de virtudes, muitas a descobrir, incontáveis a cultivar.

Ao fim do dia, o nosso exame pode ser revelador e tranquilizante, se, ao invés de nos concentrarmos excessivamente nos erros, buscarmos os bons atos, os resultados profícuos da virtude a que nos dedicamos naquele dia. Melhor do que isso, no meio do caminho, na hora do Ângelus, ao meio-dia, será examinarmos como estamos indo por esse caminho e pedir ajuda à Mãe do Bom Conselho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Conservatória – uma cidade no cantinho de Valença- RJ

Um recanto bem agradável pra quem quer curtir uma seresta a moda antiga, passear por fazendas de café e aproveitar um ar puro e vários outros atrativos.

Bem família, com diversão para todos, basta ter um tempo bom , pois tem até banhos de cachoeiras. Um local perdido no tempo, que ainda guarda os resquícios da colônia, com casario colonial português, lojinhas de artesanatos variados e vários locais onde se ouve uma boa música e poetas declamando ao ar livre.

Um passeio a uma fazenda pode ser bem divertido e cultural, ao mesmo tempo. Conhece-se a fazenda e sua história, desde o tempo da colonização e do boom do café no Brasil.

Podemos recomendar a fazenda de São João da prosperidade, cuja dona faz uma excelente apresentação e recebe a todos com muita atenção e delicadeza. A fazenda que vive hoje de gado de corte, mantém a casa no estado original e muitos dos itens do tempo áureo do café.

Um ornamento da cidade é uma antiga locomotiva a carvão, que fica expostas na entrada das ruas mais principais. Conta também com museus de música e uma estação ferroviária.

As pousadas são muitas e variadas,oferecendo boas acomodações; porém, atenção sempre, na hora de escolher, para verificar os itens importantes ao seu conforto, como por exemplo, se tem escadas ou não, a subir. Como são, na sua maioria em prédios antigos, também é importante saber se tem bons banheiros e ar condicionado, no verão. Existem hotéis, poucos, porém mais distantes do centro, onde acontecem as diversões musicais.

É uma boa diversão para os amantes de música.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Final de férias: aleluia!!

No final das férias escolares, já estamos todos cansados e desgastados, tanto pais como filhos. Os atritos começam e nada mais satisfaz, dizem que estão entediados! Não é possível passar o período todo de férias na Disney e nem fazendo programas variados todos os dias, e por conta disso, o tédio da falta do que fazer começa deixando vestígios no comportamento irritadiço da garotada.

Eu costumo dizer que as crianças são um “saco sem fundo” – ilimitados na hora da diversão e do querer atividades variadas. O mesmo não ocorre quando estão em aulas e deveriam ser este “saco” para adquirir conhecimentos novos.

O maior problema é conciliar a programação com as idades de cada filho, chega a ser uma arte! Quem tem filhos em idades distantes, sabe bem o que falo. Um de 10 e outro de 4 anos querem coisas bem diferentes , tanto no modo, quanto na intensidade. E, se o de 10 quer ir ao boliche com os amigos o de 4 não suporta tal programação e ficará impossível, no tempo que permanecer ali.

Como dizem meus filhos, eu tive filhos em ninhadas. Isto é; agrupados por idades, com alguns espaços entre os grupos da “ninhada”. Eram 3 meninos seguidos com um ano de espaço entre cada um. Beleza! Dava tudo certo, eram as mesmas brincadeiras, passeios, futebol, todos juntos. Depois vieram 2 meninas, 6 anos de diferença, aí foi complicando, eram muito mimosas, delicadas e as brincadeiras precisavam ser outras, nova adaptação pra nós pais. Aos poucos fomos aprendendo a nos multiplicar e a satisfazer a cada um. Nem sempre conseguíamos agradar a todos, mas sempre tentamos. Bom, nem vou citar as outras “ninhadas” para não cansar os leitores. Mas garanto que é possível conciliar os passeios e diversões para as variadas idades.

Voltando ao assunto inicial, mesmo com todo este requinte de programações, chega o momento que já esgotamos as nossas ideias e a nossa paciência, e começamos a rezar para que as aulas benditas recomecem. Parece que com a escola tudo volta à normalidade e a vida volta a ter um ritmo saudável. Todos tem hora para acordar, para fazer as refeições e para termos um tempinho para nós.

Concluo dizendo: Deo gracias – Graças a Deus que podemos contar com esses 200 dias de aulas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Orgulho e Preconceito

Estes dias, numa brincadeira de mímica, precisei representar este filme: “Orgulho e preconceito”. Fui infeliz nas mímicas e ninguém acertou. Porém fui mais infeliz na tentativa de exemplificar com gestos o ORGULHO. Apontei para uma das filhas que acabou de fazer a faculdade de medicina e hoje é medica. Um de nossos orgulhos, mas fui mal interpretada pela outra, também formada, em arquitetura. Que logo disse: “ Quer dizer que tem orgulho só dela?” -- foi um ato falho. Eu me orgulho de todos os meus filhos, mas esta acabou de se formar... aí a confusão.

A verdade é que com isso saíram várias piadas e não me perdoaram mais. A que faz hotelaria disse que eu falaria dela sussurrando, “ esta faz hotelaria". Claro que isso é pura invenção, mas nós pais temos que tomar todo o cuidado para não magoar os filhos ao referir-nos às suas escolhas profissionais.

E o preconceito aparece quando nos referimos às escolhas deles, em tom depreciativo. Toda escolha é boa se estão felizes e realizados e se são profissões dignas e honrosas.

A cada filho pertence sua escolha, saber qual caminho quer trilhar. A nós, pais, cabe acatar, aconselhar, mas nunca obrigar a seguir caminhos divergentes as suas vontades.

Sejam médicos, hoteleiros, analistas de sistemas, arquitetos, engenheiros, publicitários, advogados, todos tem seu valor e sua necessidade neste mundo.

Um arquiteto é tão necessário quanto um médico, pois dele também dependem vidas, uma moradia sadia, bem projetada, evita muita doença; um profissional de hotelaria proporciona férias tão agradáveis que muitas vezes nos refazem e nos tiram da exaustão..

É muito difícil consertar uma palavra dita, uma frase mal falada, o melhor é sempre pensar bem antes de falar, para não haver mal entendido entre os filhos.

Devemos nos orgulhar das coisas boas, do bom temperamento do filho, das gentilezas, do ser carinhoso, de ser estudioso, ser honesto: esses são motivos para orgulho. Porém, devemos cuidar para não ter preconceitos com os filhos ranzinzas, mandões, egoístas, malandros. E sim buscar coisas boas em cada um, pois sempre as terão.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O que nos diz São Josemaria sobre o casamento – parte 5

Colocaremos aqui, algumas respostas do santo da atualidade: São Josemaria Escrivá, sobre o casamento. O texto é uma coletânea de repostas de uma tertúlia no Chile.

Ele responde a perguntas sobre o matrimonio, o amor, o namoro, a fidelidade, a educação dos filhos, os principais valores para conseguir a unidade familiar, o que acontece quando não se têm filhos…

9. Há casais que por situações degradantes e insustentáveis se separaram. Nestes casos, têm dificuldade em aceitar a indissolubilidade matrimonial e lamentam que lhes seja negada a possibilidade de constituir um novo lar. Que resposta daria ante estas situações?

Diria a essas mulheres, compreendendo o seu sofrimento, que também podem ver nessa situação a Vontade de Deus, que nunca é cruel, porque Deus é Pai amoroso. É possível que por algum tempo a situação seja especialmente difícil, mas, se recorrerem ao Senhor e à sua Santa Mãe, não lhes faltará a ajuda da graça.

A indissolubilidade do matrimónio não e um capricho da Igreja e nem sequer uma mera lei positiva eclesiástica. É de lei natural, de direito divino, e corresponde perfeitamente à nossa natureza e à ordem sobrenatural da graça. Por isso, na imensa maioria dos casos, é condição indispensável de felicidade dos cônjuges, e de segurança, mesmo espiritual, para os filhos. E sempre - ainda nesses casos dolorosos de que falámos - a aceitação rendida da vontade de Deus traz consigo uma profunda satisfação, que nada pode substituir. Não é um recurso, não é uma simples consolação, é a essência da vida cristã.

Se essas mulheres já têm filhos a seu cargo, hão-de ver nisso uma exigência contínua de entrega amorosa, maternal, então especialmente necessária para suprir nessas almas as deficiências de um lar dividido. E hão-de entender generosamente que essa indissolubilidade, que para elas implica sacrifício, é para a maior parte das famílias uma defesa da sua integridade, algo que enobrece o amor dos esposos e impede o desamparo dos filhos.

Este assombro em face da aparente dureza do preceito cristão da indissolubilidade não é novo. Os Apóstolos estranharam quando Jesus o confirmou. Pode parecer uma carga, um jugo; mas o próprio Cristo disse que o seu jugo é suave e a sua carga leve.

Por outro lado, reconhecendo embora a inevitável dureza de bastantes situações - as quais, em não poucos casos, se poderiam e deveriam ter evitado -, é necessário não dramatizar demasiado. A vida de uma mulher nessas condições será realmente mais dura que a de outra mulher maltratada, ou que a vida de quem padece algum dos outros grandes sofrimentos físicos ou morais que a existência traz consigo?

O que verdadeiramente torna uma pessoa infeliz - e até uma sociedade inteira - é essa busca ansiosa de bem-estar, o cuidado de eliminar, seja como for, tudo o que nos contrariar. A vida apresenta mil facetas, situações diversíssimas, umas árduas, outras, talvez só na aparência, fáceis. A cada uma delas corresponde a sua própria graça; cada uma é uma chamada original de Deus, uma ocasião inédita de trabalhar, de dar o testemunho divino da caridade. A quem sentir a angústia de uma situação difícil, eu aconselharia que procurasse também esquecer-se um pouco dos seus próprios problemas para se preocupar com os problemas dos outros. Fazendo isto, terá mais paz e, sobretudo, santificar-se-á.
Temas atuais do cristianismo, 97

10. Fala da unidade familiar como sendo de um grande valor. Como é que o Opus Dei não organiza atividades de formação espiritual onde possam participar marido e mulher?

Nisto, como em tantas outras coisas, nós os cristãos temos a possibilidade de escolher entre várias soluções, de acordo com as preferências ou opiniões próprias, sem que ninguém possa pretender impor-nos um sistema único. É preciso fugir, como da peste, dessa maneira de conceber a pastoral e, em geral, o apostolado, que não parece mais do que uma nova edição, corrigida e aumentada, do partido único na vida religiosa.

Sei que há grupos católicos que organizam retiros espirituais e outras atividades formativas para casais. Parece-me muitíssimo bem que, usando da sua liberdade, façam o que consideram conveniente e que também vão a essas atividades os que encontram nelas um meio que os ajuda a viver melhor a sua vocação cristã. Mas considero que não é essa a única possibilidade e nem sequer é evidente que seja a melhor.

Há muitas facetas da vida eclesial que os casais, e inclusivamente toda a família, podem e, às vezes, devem viver juntos, como seja a participação no Sacrifício Eucarístico e em outros atos do culto. Penso, no entanto, que determinadas atividades de formação espiritual são mais eficazes se a elas forem separadamente o marido e a mulher. Por um lado, afirma-se mais o carácter fundamentalmente pessoal da própria santificação, da luta ascética, da união com Deus, que depois reverterá a favor dos outros, mas onde a consciência de cada um não pode ser substituída. Por outro lado, assim é mais fácil adequar a formação às exigências e às necessidades pessoais de cada um, e inclusivamente à sua própria psicologia. Isto não quer dizer que, nessas atividades, se prescinda do estado matrimonial dos assistentes - nada mais longe do espírito do Opus Dei.

Há quarenta anos que venho dizendo de palavra e por escrito que cada homem, cada mulher, tem de se santificar na sua vida habitual, nas condições concretas da sua existência quotidiana; que, portanto, os esposos têm de se santificar vivendo com perfeição as suas obrigações familiares. Nos retiros espirituais e em outros meios de formação que o Opus Dei organiza e aos quais assistem pessoas casadas, procura-se sempre que os esposos tomem consciência da dignidade da sua vocação matrimonial e que com a ajuda de Deus se preparem para vivê-la melhor.

Em muitos aspectos, as exigências e as manifestações práticas do amor conjugal são diferentes para o homem e para a mulher. Com meios de formação específicos, pode-se ajudar cada um a descobri-los eficazmente na realidade da sua vida, de modo que essa separação de umas horas ou de uns dias fá-los estar mais unidos e amarem-se mais e melhor ao longo de todo o outro tempo, com um amor também cheio de respeito.

Repito que nisto não pretendemos sequer que o nosso modo de atuar seja o único bom, ou que toda a gente o deva adotar. Parece-me simplesmente que dá muito bons resultados e que há razões sólidas - além de uma longa experiência - para proceder assim, mas não ataco a opinião contrária.

Além disso, devo dizer que, se no Opus Dei seguimos este critério para determinadas iniciativas de formação espiritual, em variadíssimas atividades de outro gênero os casais participam e colaboram como tais. Penso, por exemplo, no trabalho que se faz com os pais dos alunos em colégios dirigidos por membros do Opus Dei, nas reuniões, conferências, tríduos, etc., especialmente dedicados aos pais dos estudantes que vivem em Residências dirigidas pela Obra.

Como vê, quando a natureza da atividade requer a presença do casal, são marido e mulher quem participa nestes trabalhos. Mas este tipo de reuniões e iniciativas é diferente dos que se dirigem diretamente à formação espiritual pessoal.
Temas atuais do cristianismo, 99
Capítulo sobre o matrimônio (1601 a 1666), no Catecismo da Igreja Católica

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 126)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 - A . diz: Meu filho de 14 anos fez compras num site em meu nome, coisas de jogos. E só sou muito tempo depois, quando vi a conta. Ele mentiu para mim e para o pai. Onde estou falhando? Será que não soube transmitir a ele o valor do dinheiro e do trabalho? Temos mais dois filhos menores e lutamos muito pra conseguir as coisas.

RESP: Caro(a) A. Escolha um momento propício e a sós, converse com calma e serenidade com seu filho. Explique com clareza a situação familiar - sem lamentações ! - o esforço despendido por manter bem a família, a sinceridade que deve estar sempre na base de um bom relacionamento interpessoal, especialmente entre os familiares.
Diga a e ele que não é um “sermão" - é de coração a coração, para que não faça as coisas às escondidas, mas que peça e juntos, avaliarão se no momento, aquele desejo pode ou não ser satisfeito.
Qual o hábito em casa quanto às mesadas? Ele, certamente, ganha algum dinheiro dos pais, tios, padrinhos, avós...
É pedagógico que ele reponha pouco a pouco com suas próprias economias aquilo que foi gasto, para que comece a entender o quanto custam as coisas e não vá repetindo o que fez impensadamente e sem avaliar as consequências . Como é o mais velho, que possa entender que os irmãos seguirão seus passos!
Questione depois porque ele não contou o que fez quando foi perguntado - isto facilita a confiança entre os que se amam, e que não tenha medo à falar sempre a verdade, para que todos possam crer nele !
Não comentem em casa nem com outros familiares o ocorrido, para que ele - de sua parte - não se sinta diminuído, mas também confie nos pais !
Se isto por acaso já aconteceu, peça desculpa a ele, prometendo que não acontecerá mais e que tentará reparar contando as coisas boas de seu dia a dia.
Incentive a que ele faça parte de algum grupo de jovens, na escola, na Paróquia, na comunidade. Ajuda muito pensar nos outros, fazer trabalho voluntário, dedicar-se a quem precisa mais....
Fico às suas ordens, Mannoun

2 – A. diz: Minha filha de 16 anos está ficando anorexa, não quer comer nada e só consome coisas Diets. Como devo agir neste caso?

RESP: Caro(a) A. Sua filha é única? Como se comporta em casa, com amigos, na Escola? Costuma ter acompanhamento do médico de família?
Certamente não ignoram que há um “modismo " de não comer senão diet e light que na realidade existem para que se pague mais caro pelos produtos...especialmente entre adolescentes,que cultuam o próprio corpo , num ideal de magreza exagerada, moças e rapazes também.
Procurem um bom médico, façam uma consulta onde serão verificados peso, altura, pressão arterial, etc. e peçam que também a encaminhe a uma boa nutricionista que orientará sua alimentação, exercícios físicos, atividades...
Aliás, as atividades domésticas ( varrer, arrumar a casa, ajudar na cozinha,etc.) são excelentes para manter uma boa forma física, além de contribuir para melhor participar da vida familiar e fugir um pouco de pensar demais em si mesma, aquele egoísmo comum na Adolescência....
Se desejar maiores esclarecimentos, fico às suas ordens. Atenciosamente, Mannoun

3 - P.A.diz: Casei há dois anos e agora estou grávida do meu primeiro filho que deve nascer em abril. Gostaria de saber da doutora se devo circuncidar o menino logo de pequeno. Meu marido é americano e nos Estados Unidos onde vivemos é praxe este tipo de cirurgia, queria saber se no futuro não vai ser algo que será ruim para ele.


RESP:Cara Sra.P.A. Suponho que já saibam que o bebê é um menino e quanto a circuncisão, fiquem tranquilos porque ela não será um problema para seu filho nem para vocês, hoje nem mais tarde.
O parto acontecerá aqui ou nos Estados Unidos ? Se é um costume onde moram, mais uma razão para que combinem com o Pediatra e vejam com o cirurgião infantil os detalhes, desde hoje. Eles mesmos darão a vocês as orientações pertinentes.
Parabéns pelo bebê e que Deus os abençoe ! É sempre uma alegria renovada a celebração de uma nova vida !
Fico a seu dispôr, Mannoun

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O leite e seus predicados

Por Maria Teresa Serman

Sabemos das propriedades alimentícias do leite, nem precisa repetir. Só que às conhecidas somam-se outras não tão divulgadas. Vamos, então, contar algumas, ou relembrar, para quem já sabe.
Vocês sabiam que....
1- A imersão em um pouco de leite de uma peça de roupa, por alguns minutos, faz desaparecer uma mancha de vinho? Depois se lava com o sabão de sua preferência, ou manda-se para a lavanderia aquela que deve ser lavada a seco. Prefira o leite desnatado, para não engordurar o tecido.
2- O leite integral hidrata o couro ( é o ácido láctio ), retirando a sujeira, e restituindo-lhe a aparência original? Use para limpar sapatos e bolsas.
3- Uma mistura de nove partes de água e uma de leite integral, borrifada sobre plantas, protege-as dos fungos? Repita semanalmente, por um mês no total.
4- Imergir o peixe congelado no leite descongela-o rapidinho, preservando ainda seu gosto e textura? Não fica aguado, como quando descongelado na água.
5- Ferver peças de porcelana antigas, com pequenas ranhuras, no leite integral, faz desaparecer esses sinais do tempo?
6- Mergulhar talheres de prata escurecidos no leite azedo por alguns minutos, depois enxaguando-os com água morna, limpa as peças da oxidação do metal?
7- Os famigerados riscos de caneta esferográfica desaparecem com a imersão em leite integral, por 30 minutos, da área afetada?
8- Uma colher de sopa de leite em pó na água já fervendo para cozinhar milho o torna mais saboroso?
9- Uma colher de leite na água do cozimento da couve-flor faz o mesmo efeito, expulsando o odor ruim que se produz nessa hora?
10- Os adeptos do banho de banheira com óleos essenciais não terão trabalho de limpar a gordura da banheira, se despejar na água tépida um litro de leite integral, antes de derramar os óleos? A substância forma um filme que atrai o óleo, afastando-o das paredes da peça.