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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal do menino Jesus - para 2012

Todos os anos, por esta época costumamos fazer algumas reflexões sobre o Natal, esta festa tão esperada e programada, de final de ano. E em cada ano, procuramos ver a cena do Natal por um enfoque diferente. É uma cena simples, mas que contém muitos e grandiosos ensinamentos.  Deus nos transmite suas lições e ensinamentos através de sua própria vida. 

É um excelente hábito cristão que haja presépios nas casas, praças e shoppings , e sempre vamos poder tirar novas lições olhando a cena. Uma que podemos tirar é a da humildade divina. Aproveitemos o Natal para trazer a humildade à nossa vida, que é reconhecer nossa verdade, o que valemos diante de Deus e dos outros; um esvaziamento de nós mesmos para deixar que Deus aja em nós, rejeitando as aparências e superficialidades; é a expressão da profundidade do espírito humano.

E isso não significa ser tímido, ou não exercer os próprios direitos, e sim luta e dedicação. Vamos exercitar a humildade em nós através da oração, da prática e aceitando as contrariedades.

Com a oração - demonstramos que precisamos de Deus para tudo: Para resolver um problema econômico, para educar os filhos, para ter sucesso nos estudos ou conseguir um melhor emprego  -   Ele quis ser criança pequena, de colo, necessitando de muitos cuidados, para que não nos sentíssemos diminuídos por estarmos necessitados.

Praticando a humildade - é quando aproveitamos as ocasiões para servir, sem nos preocuparmos excessivamente com nossas coisas pessoais, mas enxergamos as necessidades dos outros. E oferecer a Ele toda a glória. Através dessas pequenas coisas diárias crescemos em humildade. São vários os exercícios de humildade que podemos fazer.

Aceitando as contrariedades - no dia a dia, oferecer ao Senhor, com alegria, as adversidades - sem mau humor ou impaciência.  Aproveitar as pequenas humilhações e injustiças para se parecer cada vez mais com o Menino na pobre manjedoura.

O tempo do Natal é especial - Parece que novos sentimentos ficam mais vivos e o coração mais sensível. E quem está no centro dessa festa? O Salvador ou as compras, comidas, enfeites?

Vamos aproveitar esse tempo para descobrir um aspecto da infância espiritual: sentir- nos pequenos diante da cena do nascimento de Jesus Cristo.  Ser como criança, compreende também a capacidade de corrigir quando se errou.  Isso pode ser uma ajuda boa para não estranharmos ao errar, e não persistir no erro. E ainda para compreender e perdoar os erros dos outros. Pensar que tudo que fizermos, com Deus é melhor. Ele é nosso maior Mestre.

O Natal é época boa para perdoar, esquecer as ofensas.  Boa ocasião para deletar da memória as coisas ruins que nos fizeram.  E nos abandonar nas mãos de Deus.  Vamos parar diante do presépio e, olhar por alguns minutos, e ouvir o quê o Menino que vai nascer, pobre e desprovido do mínimo conforto, -  vai nos dizer. Isso será nosso momento de Paz e de Esperança de que tudo poderemos naquEle que nos conforta. E assim teremos um lindo e santo Natal.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A mulher em cargos públicos

Por Maria Teresa Serman

Em face de uma declaração que eufemisticamente classifico como infeliz, da recém nomeada ministra para políticas femininas, Eleonora Menicucci, de que legalizar o aborto é questão de saúde pública, pois evita mortes de gestantes devido a práticas ilegais, lembrei-me de uns trechos da entrevista concedida por S. Josemaria Escrivá a jornalistas de origem variada, eternizada no livro Questões Atuais do Cristianismo, que passo a reproduzir.

" A mulher que queira dedicar-se ativamente à direção dos assuntos públicos está obrigada a preparar-se convenientemente, a fim de que sua atuação na vida da comunidade seja responsável e positiva. Todo trabalho profissional exige uma formação prévia, e depois um esforço constante para melhorar essa preparação e acomodá-la às novas circunstâncias que apareçam. Essa exigência constitui um dever particularíssimo para os que aspiram a ocupar postos de direção na sociedade, pois são chamados também a um serviço muito importante, de que depende o bem estar de TODOS."( A ênfase é minha.)

Uma dirigente, principalmente por ser do sexo feminino, deve ter a necessária sensibilidade e competência para perceber que uma gestação, planejada ou não, atinge a mulher como um todo, seu corpo, sua personalidade, sua saúde, sim, física, mental, emocional e espiritual. Uma mulher grávida não é uma barriga prenhe, desculpem as palavras cruas. Não deixa de ser um indivíduo que, por maravilha da criação, abriga e alimenta em vários sentidos um ser que dela depende visceralmente, e mais, que é SEU FILHO. Nunca vai deixar de sê-lo, nem se ela infelizmente não aceitá-lo como tal. Mas não é ela, é outra vida, o que tampouco lhe permite descartá-lo.

Entendemos que muitas mulheres se veem desesperadas ao engravidarem em situações de risco, de pobreza extrema, de abandono. Há, porém, muitas saídas menos infelizes para ambos, mãe e filho, do que a morte. A vida não aceita ser destruída sem implicações indeléveis, mais do que no corpo, na alma de quem o faz, todos nós sabemos, conhecemos casos. O remorso é o pior castigo nesses casos, e só desejamos que essas mães voltem a confiar na misericórdia do Pai.

Continuamos com o texto: "Em virtude dos dons naturais que lhe são próprios, a mulher pode enriquecer muito a vida civil. Isso salta à vista, se nos detivermos no vasto campo da legislação familiar ou social. As qualidades femininas proporcionam a melhor garantia de que serão respeitados os autênticos valores humanos e cristãos, no momento de se tomarem medidas que de algum modo afetem a vida da família, o ambiente educativo, o futuro dos jovens."

Lamentavelmente, esses valores citados por S. Josemaria não têm tido a salvaguarda necessária quando se fala em políticas públicas atuais, e, principalmente, em critérios para ocupação de cargos na esfera pública. É urgente que se respeitem as exigências básicas para preenchimento destes, de não só uma ficha limpa, mas de comprovada competência moral e prática ilibada.

O argumento da nova ministra - nossa, como esse termo perdeu completamente o seu significado histórico e a sua importância de uns tempos pra cá! - é de que descriminar a prática abortiva protegerá a saúde das mulheres, suas vidas serão poupadas. Obviamente as vidas dos bebês abortados não preocupam à política, são acidentes de percurso, desastres que podem ser resolvidos. Ela se considera, ao que tudo indica, a ministra das mulheres adultas, não levando em consideração que outros representantes desse sexo podem estar entre os inocentes eliminados.

Não custa lembrar que a vida humana é de uma grandeza só, não importando o sexo, posição social, nível intelectual, origem geográfica. E saúde pública não é privilégio das mulheres de qualquer idade. Isso seria um sexismo às avessas, tão nefasto ou pior do aquele que as próprias mulheres sempre combateram.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 127)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

Y. S. diz : Prezada Dra Mannoun, minha esposa enjoou muito durante a gravidez do nosso primeiro filho. Ela tem medo de engravidar novamente porque disse que foram quase três meses terríveis. Será que toda gravidez é assim? Ela tem 30 anos e é professora de física no ensino médio

RESP:Caro Sr.Y.S.
Cada gravidez é única, as coisas necessariamente não se repetem - vale a pena que conversem sobre outros filhos, o quanto será importante que seu filho tenha irmãos( por vocês e por ele também !) Se desejam mais filhos, que ela não sofra por antecipação - aliás, sendo professora de Física, que pense que as leis da Física não se aplicam literalmente aos seres humanos...

Cada um de nós é ÚNICO, cada gravidez é única também! Por outro lado, conversem com o Obstetra que a acompanhou no Pré-natal do primeiro filho e questionem o que existe hoje para minimizar os enjoos da gravidez pois que a cada dia surgem descobertas notáveis na medicina !

O Amor é criativo, participar com Deus na obra da Criação é maravilhoso e dá ânimo e incentivo ao casal! Há tantos que desejam ardentemente ter filhos e não o conseguem...

Boa sorte para vocês e que ela consiga vencer - por AMOR e com AMOR os seus medos!
Fico às ordens, Mannoun

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 125)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – C. diz: Dra eu tenho um filho de 9 anos e agora estou grávida do segundo, de outro pai. O que fazer para que meu filho entenda que não será deixado de lado. Ele está muito nervoso e brigão. Obrigada desde já, C.

RESP: Cara C.

Como é o relacionamento de seu filho em casa ? Houve preparação para seu novo relacionamento?

Naturalmente ele viveu como filho único durante 09 anos e se ressente e reage, pois a mãe tem hoje outra pessoa, após separar-se do pai e ele deve imaginar que lhe acontecerá algo semelhante.

Seja muito carinhosa com ele, converse uma e muitas vezes com paciência e serenidade explicando que o amor entre pais e filhos são algo único, incondicional, para sempre.

Ele necessita confiar na senhora e entender-se bem com o novo pai, que deve procurar ser amigo, compreensivo, evitar comparações e sempre falar bem (a senhora e ele!) do pai biológico, em qualquer circunstância.

Veja outras respostas semelhantes aqui no blog, ok?

Fico às suas ordens, um abraço e fico feliz por acolherem - que seja com muita alegria! - uma nova vida.
Mannoun

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

É o Natal uma data triste?

Por João Felipe Belo

Vem chegando as festas de final de ano, especialmente o Natal, e muitos, em vez de se alegrarem pelos feitos e conquistas realizadas ao longo do ano, vão ficando tristes, desolados. Em vez de nos centrarmos na alegria das festas, de poder reunir a família, algumas pessoas são levadas por um sentimento um tanto quanto depressivo, de tristeza.

Muitas vezes, a perda de alguém querido, que deveria estar presente nas festas, acaba por fazer com que o clima tome um ar mais negativo do que positivo. Dificuldades pelas quais estamos passando e que muitas vezes parecem difíceis de serem resolvidas, acabam por tornar entendiantes as comemorações de final de ano.

No entanto, o que realmente deveria ser o foco do nosso Natal não é quem falta, mesmo que em determinados momentos não seja fácil esquecer a ausência de alguém que se ama, ou os problemas familiares, financeiros etc, mas sim a alegria de se estar perto daqueles que amamos.

Poder reunir a família; servir quem amamos; encontrar parentes tão próximos, mas que, muitas vezes, pela correria da vida, acabamos por ver pouco; pensar que, mesmo diante de todas as dificuldades que encontramos na vida, realmente vale a pena poder passar uns momentos ao lado de pessoas tão queridas. Esse sim deveria ser o foco do nosso Natal: a reunião de corações.

Assim, se a gente conseguir esquecer um pouco os problemas e estarmos bem próximos do Menino Jesus, que é o aniversariante, teremos realmente um Natal diferente. Não porque os problemas acabaram, mas porque esquecemos um pouco das tristezas e reparamos na alegria e na esperança que existem na vida.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O nascimento de Jesus

Por Maria Teresa Serman
Ao chegar à cidade de Davi, como Belém era conhecida, o Menino deu sinal de que iria nascer logo. O casal procurou, então, um espaço reservado para o grande acontecimento, mas "não havia lugar para eles", narra o evangelho de S. Lucas. Depois de muito procurar, e deviam já estar aflitos, lhes foi indicado um estábulo,com animais.Uma situação que se repete através dos tempos, sempre que nos recusamos a reconhecer Jesus como nosso Salvador, por não lhe dedicar o amor com que Ele merece ser amado.

O Salvador, depois de nascer, foi "enrolado em panos" com carinho por Sua Mãe, e deitado na manjedoura, lugar onde punham o feno para alimentar os animais. Não poderia haver situação mais humilde, para não dizer humilhante, ainda mais se tratando do Rei dos Reis. As primeiras visitas ao recém-nascido devem ter sido os anjos, prestando-lhe adoração. Estes anunciaram o nascimento a pobres pastores que estavam nos campos por perto. Tais pessoas foram os "homens de boa- vontade" a que se refere a narrativa evangélica.

Em seguida vieram os Reis Magos, guiados pela estrela. Trouxeram os únicos presentes que o Menino recebeu, e que certamente foram muito úteis quando, logo após, para fugir da sanha assassina de Herodes, precisaram fugir para o Egito. Puderam dispor de algum recurso na viagem, com o ouro, a mirra e o incenso que lhes foram dados.

Ainda nos tempos de hoje, Nossa Mãe Santa Maria continua guardando no seu amoroso Coração as alegrias daquele dia em Belém, pois as dificuldades cedo ela superou por seu amor incondicional à Ssma. Trindade. Filha de Deus-Pai, Mãe de Deus-Filho, Esposa de Deus-Espírito Santo, só a Ela temos como Mediadora diante deles. Será um presente de filhos carinhosos recordar-lhe a Sua Maternidade nesta época, e presentear, à Mãe e ao Filho, com o ouro, a mirra e o incenso dos nossos pobres, mas agradecidos corações. Ela saberá apreciá-los.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Irmãozinho à vista

Por Maria Teresa Serman

As crianças pressentem, antes mesmo que aconteça, que um novo irmão, ou irmã, lhes ensinará, forçosamente, a compartilhar atenção, espaço e posses. Frequentemente retrocedem, voltando a hábitos, como fraldas, mamadeiras ou chupetas, que já haviam abandonado. É uma reação até esperta, de acordo com seu ponto de vista, pois elas intuem - não é consciente - que, necessitando dos mesmos cuidados do bebê que chegou, terão a mesma atenção. Então, como resgatá-las desse limbo?

Claro que não adianta recriminar ou fazer cara feia, pois isso, além de ser basicamente contraproducente, é uma crueldade com um serzinho que já está sofrendo. É o ciúme é um sentimento de perda, que dói muito. Então, medidas inteligentes e afetuosas. Comecem, mães e pais, por "dividir", o máximo possível, entre vocês, os filhos, o recém-chegado e o mais velho. Quando não der pra contar com o pai, a mãe deve apelar para os avós ou tios. Mas nunca transferir cuidados para os outros, por melhor que estes pareçam, pois os pais são insubstituíveis.

Proibir ou condenar a retomada da mamadeira e afins só aumentará a sensação de exclusão e fará a criança mais infeliz. Peça para que ela, ou ele, os ajude no cuidado com o pequenininho, buscando fraldas, chupetas e mamadeiras, e mostrando como o bebê tem que fazer força pra extrair leite e sucos destas, assim como é desconfortável usar fralda. Exponha a "maturidade" de usar o copo e o banheiro, como papai e mamãe o fazem, igualando o mais velho a vocês. Este, então, ficará orgulhoso de ser útil e mais sábio, diante daquele pequeno dependente.

Elogiem seus avanços e valorizem suas habilidades, pessoais ou próprias da idade. Demonstrem como ele, ou ela, já falar facilita a vida, e como estão orgulhosos de seu progresso. Embora envolvê-lo (a) nas tarefas com o nenê seja bom, reservem um tempo especial para os três, como antes, mesmo que seja curto. Peguem-no (a) muito no colo, mas não o (a) infantilize, ou fale em "tatibitatês". Isso só iria reforçar a tendência. Nunca diga "Você continua sendo o bebê da mamãe!", porque é mentira, e, de novo, pedagogicamente condenável. A criança percebe quando querem enganá-la, e fica mais insegura. E jamais o afastem fisicamente de vocês, principalmente de você, mamãe, mesmo quando estiver amamentando (aliás, esse é o momento crucial).

Finalizando, não exagere na preparação para a chegada do novo familiar. Isso só vai antecipar e intensificar, o lado doloroso da mudança na vida do irmão mais velho. Ajam normalmente, e sempre que alguém tocar no assunto, deem um jeito sutil de associá-lo ao veteraninho (a). Assim, este (a) se sentirá na berlinda, e não em segundo plano. E uma boa notícia: o ciúme, a cada irmão que chega, vai diminuindo nos que já estão aqui. Mas, cuidado para as manifestações ocultas dele, pois não cessa, só se atenua, ou se camufla.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O natural, o artificial e a generosidade

Por Maria Teresa Serman

É engraçado, digamos assim, observar como a perspectiva de julgamento das pessoas pode se alterar ao longo do tempo. Desculpem a primeira pessoa, mas não tem outro jeito de expor o assunto. Tivemos cinco filhos e, por andar mais com eles, de um lado para o outro, ou talvez por ser a matriz mais óbvia, fui chamada, no mínimo de louca, incontáveis vezes, por conhecidos, amigos e completos estranhos, e no máximo de irresponsável, outras tantas. Parecia que criávamos nossos filhos na rua, ou que dependíamos da caridade (Deus nos livre!) daqueles que nos injuriavam.

Claro, havia os benévolos, que declaravam ser "muito bonito uma família grande, mas só pra quem pode, não pra mim", sabidamente se excluindo daquela "maravilha". Era como se houvéssemos acertado a Sena sozinhos. Rir sempre foi o melhor remédio, nunca me deixei abalar pela campanha anti-natalista que nos assolava. Lamento, porém, que muitos se tenham deixado pressionar e perder a riquíssima dádiva de uma família com alguns filhos a mais do que permitia a "sabedoria" da massa.

Não sei, nunca soube, como justificar tamanha INTROMISSÃO e PRECONCEITO na nossa vida e na daqueles que ousavam romper o "padrão dos três filhos". Isso, há anos, pois o padrão passou a ser de dois, e agora é de um só, um único. Que lástima!

Ah, não se pode esquecer a exceção politicamente correta: é admissível ter três ou mais filhos, sim, desde que frutos de inseminação artificial e de pais mais maduros, estabilizados. Nesse caso, é admirável. Não é interessante?

Tal coerência me faz lembrar do triste e recente episódio do casal que, apesar de ciente da provável multiplicidade de bebês a que estavam sujeitos, pelo método de reprodução assistida, resolveram selecionar dois filhos e deixar a terceira mais fraquinha à própria sorte.

Não quero condenar ou rotular ninguém, como insidiosamente faziam conosco, mas somente chamar atenção para o fato de que uma concepção que já traz o nome de artificial pode ser arriscada de mil formas, por esse motivo mesmo. Por mais experimentada que a ciência esteja, esse é um desvio do processo natural.

Somos inteiramente a favor de criancinhas, que Deus sempre as proteja! Contudo, pelos casais inférteis esperam as muitas crianças rejeitadas, que vivem uma triste existência nos orfanatos. Testemunhamos adoções felizes, plenas de amor e entrega, que nada diferem dos filhos da carne. Aliás, aqueles passam a ser da carne igualmente, porque são gerados diretamente nos corações dos pais.

Por que não se simplifica, sem perder o rigor necessário, o processo de adoção, o que tornaria a vida de muitos mais feliz e encheria menos de dinheiro bolsos gananciosos?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Boa vontade=vontade boa

Por Maria Teresa Serman

Este texto me veio como um desagravo à infame declaração do governador do RJ, nos jornais de hoje.

Fala-se muito, neste tempo natalino, em boa-vontade. Estimulados pelo anúncio dos anjos aos pastores, em Belém da Judéia, quando nos nasceu o Salvador, gostamos de exibir essa "boa-vontade" nesse período, para depois submergi-la nos nossos afazeres e egoísmos o resto do ano.

Como disse S. Josemaria, "temos de agradecer a este Senhor que veio trazer a paz na terra aos homens de boa vontade, a todos os homens que querem unir a sua vontade à Vontade boa de Deus." Só Deus é bom e, portando, só Sua vontade é perfeita e santa. A nossa, por mais que lutemos, sofre os repuxos da concupiscência, da fome de saciar nossos desejos egocêntricos.

Essa constatação - não minha, mas da Santa Igreja - não deve nos amedrontar, é só para ficar de sobreaviso vigilante (aqui quanto mais redundância melhor) contra a arrogância de nos julgarmos safos, por qualquer motivo que seja, das tentações do eu.

É sempre tempo de esperança nos corações que desejam ser bons. É alentador saber que um menino indefeso pode mais do que um Herodes ambicioso e sanguinário. Ainda hoje, e até o fim dos tempos, uma criança nos traz o alento da inocência, do recomeço, da entrega total.
Benditas sejam as criancinhas que nascem diariamente, para renovar a boa vontade no mundo e neutralizar a infelicidade daqueles que não as querem! Estes nunca serão vitoriosos porque a vontade boa de Deus as deseja, acolhe e protege.

E podemos, com um "endeusamento bom", sermos seus protetores e assim sermos crianças também.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A vida ao vivo, nasce o bebê - 1ª parte - Partos

Por Maria Teresa

Hoje está em foco o nascimento do bebê. Nessa hora especial, há vários protagonistas: os dois fisicamente envolvidos, mãe e filho, e o terceiro, que não participa fisiologicamente do momento, mas tem vital importância para os dois primeiros - o pai.
O tema é polêmico em suas variantes. Hoje vamos falar sobre os tipos de partos. Atualmente há o parto natural e suas especificidades; o parto normal e a cesariana. Esta última, como depende de circunstâncias a critério médico, não será objeto deste texto.

Parto Natural
É quando o médico simplesmente acompanha o parto. É o parto normal sem intervenções como anestesias, epsiotomia e indução. O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação é rápida. Para o alívio das dores, é importante a mãe aprender no seu curso de gestantes técnicas de respiração e relaxamento e sentir-se segura do que quer.

Desde algum tempo, em resposta às altas taxas de cesarianas registradas no Brasil, teve início um forte movimento em prol do parto normal. Já em relação aos obstetras, houve certa apreensão quando a campanha começou a incentivar o parto em casa, muitas vezes localizadas longe dos hospitais e, principalmente, pela impossibilidade de se converter um parto normal em cesárea no caso de uma emergência. Desde que a modelo Gisele Bunchen teve seu filho Benjamim em casa, o parto domiciliar, que vem ganhando força há alguns anos, entrou definitivamente em moda.

É preciso entender, porém, que nessa situação a possibilidade de socorro numa emergência é muito pequena. A mãe pode necessitar de cuidados mais amplos.;o bebê pode precisar de procedimentos de oxigenação, por exemplo. O parto domiciliar frequentemente tem o respaldo de uma ambulância preparada para quaisquer dessas eventualidades, o que encarece o processo.

O parto normal
É aquele realizado em ambiente hospitalar, com assistência médica e de enfermagem, e equipamento de suporte para os casos de emergência, como aparelhagem de anestesia, oxigênio e neonatologistas experientes em reanimação neonatal.

O momento do parto pode ser decisivo para as demais etapas da vida do ser humano.

Há duas vertentes que apresentam suas opiniões bem fundamentadas. A gestante, junto com o pai do bebê e o médico que a assiste, deve decidir livremente o que considera mais adequado e prudente. Parece que nossas antepassadas não estão tão ultrapassadas, afinal. Isso fica bastante evidente no texto a seguir. E há a novidade da doula. O que é? Na verdade, quem é? Vocês verão daqui a pouco.

Parteiras treinadas
São aquelas profissionais que cursam em nível superior o curso de Obstetrícia e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências,encaminhando imediatamente ao hospital, quando necessário. Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bundchen, estão aptas para prestar o atendimento à mãe durante todo o parto, bem como para assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou com médicos.


Doulas - O que são Doulas?
A palavra "doula" vem do grego, e significa "mulher que serve". Explicado?
Nos dias de hoje, essa palavr
a serve para denominar as acompanhantes de parto que oferecem suporte afetivo, físico, emocional, e de conhecimento para as mulheres. Esse suporte pode ser dado antes, durante e depois do parto. Antigamente os partos eram realizados pelas parteiras que cuidavam da mulher em todos os aspectos. Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada : obstetras que têm a função de fazer o parto, pediatra para avaliar a saúde do bebê, enfermeiras e auxiliares que devem auxiliar os médicos para que nada falte e atender as outras mulheres também. E quem oferece assistência à mulher que está dando à luz?

Esse é o papel da Doula, atender as necessidades da mulher. O ambiente hospitalar e as pessoas desconhecidas geram na mulher medo, dor e ansiedade na hora do parto. Ela, então, oferece todo apoio afetivo e emocional para que a mulher sinta-se segura e tranqüila para um dos grandes momentos da sua vida: o nascimento do seu filho.

Antes do parto, esta profissional ajuda os pais a refletirem e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens, as intervenções que podem ser realizadas, e prepara a mulher para quando chegar a hora do parto.

Durante o trabalho de parto, serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento.

A Doula não substitui o acompanhante e não é parteira. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil, e controlando a tensão.

No parto cesárea, ela também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia. Depois do parto, oferece assistência e apoio em relação aos cuidados pós-parto, à amamentação e cuidados com o bebê.

Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.

Em um segundo momento vamos falar sobre os cuidados subsequentes: pós-parto (puerpério), aleitamento e cuidados com o bebê e a mãe.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dia Mundial do Nascituro - 8 de outubro

Texto Maria Teresa Serman
Hoje é um dia para ser muito comemorado, pois é o dia de todos e de cada um de nós. Nascituro é aquele "que há de nascer,(...) o ser humano já concebido, cujo nascimento se espera como fato futuro certo", ensina o Aurélio. Interessante essa definição, ponto de meditação para a humanidade, que não tem considerado o nascimento de muitos, infelizmente milhares e milhares, como "fato futuro certo".

O nascituro é a vida dentro do útero, vida esta que começou no encontro do óvulo com o espermatozóide. Tal verdade científica foi definitivamente fundamentada pelo projeto Genoma, e não depende de opiniões, credos, achismos ou do parecer particular de um e outro.

O milagre maior da vida é frágil, indefeso. Depende de outros seres para nascer. Em primeiro lugar da mãe, que o gera e alimenta, sua inicial e mais importante defensora. O próprio Jesus Cristo comparou o amor de Deus ao amor de mãe. A nós cabe a inefável responsabilidade física e emocional pelo desenvolvimento saudável e seguro da vida que geramos. Porém, não podemos estar sozinhas.

O pai é co-autor e artífice do embrião, feto, bebê, do ser humano que também gerou. Deve assumir a tarefa junto com a mãe do seu filho, ampará-la, apoiá-la, e, se infelizmente não puder amá-la, precisa respeitar e prover do melhor modo o que for necessário durante a gravidez, o parto e a criação da criança. Contudo, o melhor presente para um filho sempre será o amor dos pais.

Defender a vida desde sua origem é assegurar a nós mesmos que ela não nos será tirada, sob qualquer pretexto, quando formos tão ou mais frágeis que um bebê; proteger o nascituro é proteger a esperança de que o homem possa aprender a valorizar o que é pequeno, aparentemente desprovido de importância, dependente e frágil. É proteger também a criança já nascida, as mães abandonadas e carentes de sustento e afeto, os doentes, os idosos, tudo, enfim, que já fomos e ainda podemos vir a ser.