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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ser dona de casa: a essência dessa escolha.

Por Lívia W. de Melo Costa*

Se de um lado há quem ache que ser dona de casa é o mesmo que ser inútil e “dondoca”, de outro, as próprias mulheres que são donas de casa incomodam-se com essa rotulação e buscam se livrar desse estigma querendo mostrar serviço demais, como que para provar que essa escolha está longe de ser vida fácil. 

Para fugir desse preconceito, muitas adotam a ideia de que precisam dar conta de tudo referente à casa sempre com cem por cento de aproveitamento. Tudo sempre arrumado, cesto de roupas sujas sempre vazio, louça nunca acumulada, filhos limpos e arrumados e tudo em seu lugar na mais perfeita ordem. Não se admite um pozinho na estante ou um sapato fora do lugar, tudo tem que estar perfeito, mesmo que manter a perfeição custe todo o seu bom humor. Essas mulheres, se não conseguem manter a limpeza e arrumação a contento, constantemente se angustiam e acham que não estão cumprindo o seu papel. Mas... qual é mesmo o papel da dona de casa?

É necessário redescobrir-se, olhar pra o interior e perceber a que missão foi chamada e o que inspira o fato de dedicar-se ao lar. Ter uma vida cheia de dissabores pelo excesso de atividades desvirtua bastante a essência dessa escolha. Quando uma mulher decide ficar em casa e está consciente da importância disso para a sua família, ela sabe que seu papel está além dos serviços braçais. A dona de casa não pode se confundir com uma funcionária.

Mulheres que se desdobram para manter tudo cem por cento não percebem que apenas substituíram um trabalho pelo outro e na essência, nada mudou.  Embora a casa esteja um brinco, seu corpo e sua mente estão exaustos demais para receber o marido com bom humor, para sentar e conversar com os filhos, para brincar e rir com eles ou para ter tranquilidade para aconselhar o esposo ou o filho já adolescente. Neste caso, o suporte que a mulher deve ser já não existe e sua permanência apenas no lar já não faz tanto sentido.

Não que a mulher deva ser relaxada. Estar em casa não significa acordar sempre tarde, viver de pijama 24h e deixar a casa entregue às baratas. O lar precisa, sim, estar harmonioso, para que a família conviva saudavelmente e a manutenção da casa faz parte dessa harmonia. Mas a mulher consciente lembra que seu papel é mais espiritual do que braçal e dá prioridade às relações em detrimento das atividades domésticas.

*Lívia W. de Melo Costa - paraibana, católica, casada, mãe de um bebê que hoje mora com Deus,  tem formação em Gestão Financeira,  embora atualmente tenha decidido se dedicar exclusivamente ao lar. Gosta de bordar nas horas vagas e ler sobre cuidados com o lar, etiqueta,  moda e política.

3 comentários:

Jaqueline Melo disse...

Me identifiquei demais com essa mulher de trabalho braçal Livia! O grande problema disto é quando não dá mais para desempenhar esse papel e a sensação de inutilidade impera! Ótimo texto! Parabéns querida!

Raquel Suppi disse...

Perfeito, Lívia! Belíssima reflexão! Obrigada pelas sábias palavras! Deus abençoe a nossa missão e nos dê o equilibrio perfeito! Bjos

Evelyn Mayer de Almeida disse...

Super legal, Livia. Cuidar da casa é um trabalho como qualquer outro, e comi qualquer outro, precisamos estar bem conosco para executá-lo bem.

Parabéns!

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