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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Filho único: como educá-lo? Parte IV -– erros e acertos

Oi, mães!

No terceiro artigo sobre como educar o filho único, conversamos sobre a importância e dificuldades sobre a alimentação. Neste artigo, falaremos sobre os erros e acertos na educação.

Na gestação do meu filho, eu já tinha tudo devidamente acertado em minha mente: meu filho seria uma criança espetacular! Dormiria a noite toda; mamaria a cada três horas; comeria de tudo, quando chegasse essa fase; jamais faria birra em um supermercado; nunca me levantaria a voz; seria super obediente; aceitaria com muita felicidade tudo o que eu dissesse e seria o exemplo de cristão da sociedade! Preciso dizer que me frustrei? Rsrsrs

Eu li muito durante a gestação sobre o comportamento do bebê, mas me esqueci de um detalhe fundamentalmente importante: bebês têm personalidade! Sim, amadas mães deste blog: bebês já nascem com traços de personalidade. A única diferença deles pra nós é que nós temos que educá-los.  Eis a tarefa das tarefas!

Ao nascer, meu filho teve sérios problemas com cólicas. Tentei de tudo, mas só dormia se eu o colocasse de bruços sobre a minha barriga. E assim foram dois meses dormindo comigo, justo comigo, que dizia que lugar de criança era no berço. Ao começar a comer, não aceitava tudo de início: rejeitava frutas, sucos, legumes, carnes... Até a mamadeira deu trabalho, quando eu precisei voltar para a faculdade. Eu o amamentava no peito o dia todo, então ele não queria saber de mamar outro bico. Foram noites e noites de choro até convencê-lo que seria só naquele tempo. E, conforme foi crescendo, os trabalhos foram aumentando. O desfralde levou exatos um ano! Isso mesmo: um ano! Ele tinha um ano e sete quando iniciamos. Eu pensava que seria tudo tranquilo, mas não foi. Estressei-me, chorava, brigava com ele, tentava táticas do penico com música, cuecas parecidas com a do papai... E ele fugia pra detrás do sofá e fazia aqueeeeele cocozão nas cuecas, algumas das quais não puderam ser salvas.

Chegou, também, a época das temidas e sofríveis birras! Ah, como eu queria me enfiar em um buraco, tal qual um Avestruz! Todo aquele povo me olhando e julgando com os seus olhares a “completa falta de modos daquela criança”... Depois vieram os ciúmes do pai, as exigências de atenção...

Eu vou dar a cara a tapas e dizer que errei muito. De verdade! E ainda erro. Chorava, perguntava-me onde estava com a cabeça em “arrumar um filho”, que eu era uma negação como mãe... Mas, conforme fui superando as etapas, fui adquirindo, também, força e sabedoria para as outras.

Aprendi a levar em conta o temperamento e as diferenças de gênero. Existem quatro tipos de temperamento, segundo a classificação de Hipócrates: Sanguíneo, Colérico, Fleumático e Melancólico. Todos apresentamos traços de vários temperamentos – em especial de dois - mas um deles predomina. No meu caso, sou Sanguínea com Colérica. Meu filho, Sanguíneo com Fleumático. Conhecer um pouco desses traços ajuda a compreender melhor a si mesmo e aos outros. No final do texto deixo links para quem quiser saber um pouco mais sobre isso.

No tocante às diferenças de gênero, percebi que meninos são altamente competitivos, enquanto as meninas costumam ser mais comunitárias. A explicação para isso, segundo li, está lááááá na Idade da Pedra, quando os homens saíam para caçar enquanto as mulheres cuidavam da família na caverna. O homem desenvolveu a visão focada de mundo; a mulher, visão comunitária. Sendo assim, não adiantava eu esperar que meu filho fosse como eu: eu é que tinha que entender este universo masculino, que desde cedo se destaca, e era preciso respeitar este espaço sem deixar de lapidá-lo.

Testemunhei, ainda, que o diálogo e as punições (correções) fazem mais que qualquer tapa ou grito. Quando meu menino me tira do sério com qualquer arte, respiro beeeem fundo, conto até 1452879, me seguro para não estourar (sim, tem dia que eu estouro. Não vou negar!). Chamo-o e corrijo-o. Se a correção não fizer efeito, chamo-o e puno. Dia desses, ele sujou toda a sala da minha mãe: fiz com que limpasse tudo e ainda ficasse sem desenho naquela tarde.  Chorou amargamente por perder o desenho, mas não sujou mais a sala depois disso ;). Outra vez tirou o tablet da mão do primo e não queria devolver. Além de fazê-lo devolver, fiz com que ficasse sem jogos naquele dia. Outra vez perdeu o direito de brincar com o dinossauro que ganhou da avó porque não quis guardar os brinquedos. E assim vai...

Pude concluir que autoritarismo nada tem a ver com autoridade. Filho precisa sentir-se seguro, respeitar e confiar nos pais. Logo, medo não faz diferença. Um dia eles “perderão” o medo. O mesmo não se pode falar do respeito. Um filho que respeita seus pais é um verdadeiro abençoado. E esse respeito se dá mais pelo que eles enxergam em nós do que propriamente falamos. Sendo assim, aprendi que se quero que meu filho diga “por favor”, “obrigado”, “pois não”, eu preciso fazer isso com todos à minha volta. Não posso exigir que respeite os mais velhos se não dou exemplo. Que se quero que ele confie em mim, devo mostrar o quanto confio nele. Que preciso me interessar pelo dia dele hoje, e não quando for adolescente e pedir pra sair com os amigos que eu nunca vi na vida.

Por fim, aprendi que, mesmo que me esforce, acertarei e errarei enquanto esta dádiva da maternidade me for dada. Porém, o que importa, é aprender com os erros e acertos e encarar esta aventura da educação como a graça mais linda que poderia ter recebido. Nunca desistir, nunca desanimar. A cada dia, um novo começo. A cada etapa, uma nova (e suada!) vitória.

Até a próxima, vencedoras!

Evelyn Mayer -  católica, consagrada à Virgem Maria, casada, mãe, professora de Língua Portuguesa e palestrante de recursos humanos em indústrias.

2 comentários:

Jaqueline Melo disse...

Evelyn, a gente sempre imagina q seremos as melhores mães do mundo! Mas na prática tudo é tão mais complicado e tbm muito mais maravilhoso tbm! Oxalá q todas as mães tivessem esse sentimento de autoridade, de respeito, de amor, de carinho, afeto e de limites aos seus filhos! Tudo isso é de nossa responsabilidade e tamanha é a nossa missão de pais e mães desses filhos de Deus q nós foram confiados! Deus abençoe sua família querida!

Evelyn Mayer de Almeida disse...

Amém, querida! Amém!

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