logo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Alegrias anunciadas de se ser avó.

Texto de Maria Teresa Serman

Minhas amigas-vovós sempre me repetiam, ao saber que iria ser avó estreante em breve, a mesma e discutível (como soava para mim) frase: "Você vai ver, é uma delícia, não existe coisa melhor!"
Na minha avaliação da era pré-Pedro(a delícia!), nada poderia superar a emoção da maternidade em todo o seu profundo conjunto, desde a gestação até a criação, esta que nunca se acaba, pois os filhos, como cada um de nós, seres humanos, em qualquer idade, estão sempre necessitando de exemplo, conselhos, cuidados, amor, enfim.

E não é que as vovós-amigas estavam literalmente certas? Não há coisa melhor, ainda que ser mãe seja uma experiência única, irrepetível a cada filho. É muito diferente. Mais solto, divertido e renovador. Uma delícia!

Não compete aos avós a enorme responsabilidade de educar, como aos pais, e a diversão começa por aí. Calma, não defendo que os progenitores tenham a chancela para mimar e estragar, fazendo vontades em excesso aos pequenos. Como mencionei antes, a educação não cessa nunca, e a porta da casa da vovó não deve ser o portão do Jardim Zoológico, onde as "ferinhas" encontram a selva. Contudo, já se disse que avó é mãe com açúcar, e é ótimo relaxar um pouco da tensão que os encargos dos pais trazem embutidos.

Isso não significa que não vou "ralar" quando necessário ou solicitado. Ficar só no bem-bom de beijar, abraçar, enfeitar, não combina com a missão de avó com que Deus me presenteou. Missão mais discreta, mas igual a de todos nós, de ensinar a amar, apesar de nossas limitações e defeitos; de ensinar a falar com o Pai, que é rezar; de demonstrar, por atos e palavras, que toda vida é dom d'Ele, inestimável e sagrada, não só aquelas que direta ou indiretamente geramos.E, principalmente, faz parte da missão ficar "na sua", respeitando a importância primordial dos pais.

Finalizando, para não ser injusta, devo ressaltar que o vovô troca de babador a todo momento, até mais do que a vovó.

2 comentários:

Rafael Carneiro disse...

Muito bom o texto. Me identifiquei bastante. Não por ser avô, mas pelos meus pais, um casal de cinquentões de "primeira viagem", hehe. É interessante como algumas responsabilidades são revividas pelos avós. Já houve várias ocasiões em que minha mãe teve de passar o dia todo cuidando do meu afilhadinho, algo que é cansativo, é claro, mas porém bastante alegre ao espírito.

Lilian Rose disse...

Acredito que deve ser maravilhoso ser avó, e estou aguardando com muita vontade, mas Deus ainda não me deu essa graça. Entretanto Ele sabe o que é melhor para os meus filhos, então vou ficando feliz com os netos dos meus amigos! Parabéns pelo neto e pelo texto maravilhoso!

Postar um comentário