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quarta-feira, 20 de março de 2013

Quantos filhos nos enlouquecem?

Estive pensando em algumas mães com dois filhos que se dizem enlouquecidas com o trabalho e as preocupações com as crianças. E umas desesperadas com um filho apenas.

De fato, as crianças pequenas dão muito trabalho, e, como não temos formação específica para sermos mães, ficamos apavoradas com tudo que surge em nossos bebês. Um tombo; uma doença de difícil diagnóstico; noites sem dormir; exames para fazer; casa para cuidar; trabalho fora de casa; tudo isso somado provoca um estresse muito grande.

Não quero assustar ninguém com esse meu papo, tive nove filhos e sobrevivi, ainda que meio louca!  Porém, viva e alegre, podendo aproveitar do convívio de todos, mesmo dos distantes. A internet é um bem enorme, que encurta as distâncias e ajuda a matar as saudades.

O período da primeira infância é um teste probatório para o resto das nossas vidas, ,e quando o ultrapassamos, nos tornamos mais fortes e prontos para a outra fase, menos trabalhosa, mas não menos preocupante (pra não dizer mais enlouquecedora): a adolescência.

Pela vivência que tive, não é a quantidade de rebentos que nos enlouquece, e sim o despreparo para executarmos muitas tarefas ao mesmo tempo, com alegria e boa disposição. Estamos acostumados a sermos servidos; a criação que recebemos de nossos pais não nos preparam para este tanto de obrigações e problemas; formamo-nos em muitas áreas, temos vários diplomas acadêmicos e a nossa parte doméstica fica um pouco (ou será muito?) de lado. Não há tempo nem para lavar um copo ou fazer um ovo frito, quando somos jovens e solteiros.

Deveria fazer parte da grade curricular das escolas aulas de economia doméstica e formação familiar, incluindo cuidados com os filhos. Eu cheguei a fazer um curso de Eugenia quando entrei no colegial, oferecido pela escola. Foi muito proveitoso. Seriam aulas muito mais proveitosas do que querer ensinar educação sexual, fornecendo camisinhas e ensinando o tal “sexo seguro” , totalmente fora da realidade e que invade um terreno próprio dos pais.

Na hora de criar e educar os filhos, todo o nosso conhecimento acadêmico fica em segundo plano, e surge em nós o instinto de mãe, que, graças a Deus, temos bem apurado, para dar continuação ao nosso cuidado com as crianças.

Os filhos não nos enlouquecem, o que nos deixa desvairadas é a nossa consciência de estarmos despreparadas para tal incumbência. A sensação de impotência diante de uma criança com 39º de febre, ou vomitando sem parar, isso sim nos abate e mina a alma. Mas, somente com confiança e fé em um Deus-Pai todo poderoso, vamos levar adiante e ultrapassar as barreiras da insanidade e conseguir ter quantos filhos Deus permitir que tenhamos dentro da nossa programação familiar.

2 comentários:

Stella Daudt disse...

Querida Liana, sempre achei que deveria haver um curso de cuidados com a saúde, a partir dos 5 anos de idade. Aos pequenos seria ensinado a lavar os machucados, o que fazer para evitar e tratar queimaduras, etc. Tal conhecimento manteria a criança mais calma, quando se ferisse, e a ensinaria a cuidar dos outros, ser útil e solidária. Custaria muito pouco aos colégios, pois tais ensinamentos poderiam ser ministrados pelas enfermeiras que lá já estão.

Aos adolescentes se ministrariam noções básicas de atendimento de emergência: o que fazer quando há fratura, preparar um soro caseiro, reconhecer um estado de prostração, ou caso grave, que exija hospitalização. Faria bem a todo mundo e nos deixaria mais preparados para essas situações que você mencionou.

Liana Clara disse...

Ótimas idéias as suas Stella. Acho que os colégios fariam um grande bem, instruindo as crianças e jovens desta forma. Pena que os interesses dos nossos governantes não estão focados neste crescimento do ser humano.
Estava com saudades dos seus comentários, sempre complementando muito bem os assuntos. Bjs

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