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sexta-feira, 22 de março de 2013

Uma verdade mais inconveniente ainda

Le secret d'ennuyer est celui de tout dire. O segredo para aborrecer é falar tudo.
Voltaire

Ontem, 21 de março de 2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionou a favor do aborto.Na nota emitida pelo CFM há uma frase curiosa (o negrito é nosso): "Com relação aos aspectos epidemiológicos e de saúde pública, concluiu-se que a prática de abortos não seguros (realizados por pessoas sem treinamento, com o emprego de equipamentos perigosos ou em instituições sem higiene) tem forte impacto sobre a Saúde Pública. No Brasil, o abortamento é uma importante causa de mortalidade materna no país, sendo evitável em 92% dos casos. Além disso, as complicações causadas por este tipo de procedimento realizado de forma insegura representam a terceira causa de ocupação dos leitos obstétricos no Brasil. Em 2001, houve 243 mil internações na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) por curetagens pós-abortamento."

O CFM erra em dados importantes, por má fé, por ignorância ou por não saber interpretar dados. Não importa; as três causas são assustadoras e colocam em cheque a credibilidade do órgão que regula o exercício da medicina no Brasil.

Nada melhor que a verdade para nos libertar do erro. E aqui vai a verdade com os melhores dados de mortalidade do ano 2012 provenientes do Datasus ainda passíveis de pequenos ajustes.

  • Brasileiros que Morreram em 2012: 1.102.839
  • Mulheres que Morreram em 2012: 472.523
  • Mulheres que morreram em idade fértil: 62.251
  • Que morreram durante a gravidez: 1.271
  • Que morreram por causas diretas ligadas à gravidez: 877
  • Mortes em decorrência de qualquer tipo de aborto: 113

Das que morreram em decorrência de abortamento 66% eram solteiras e 34% casadas ou viúvas.Portanto as mortes decorrentes de um abortamento, provocado ou não, representam 0,024% das mortes de mulheres no Brasil, 8% das mortes ocorridas durante a gravidez.

Destas mortes relacionadas a qualquer tipo de abortamento há três possibilidades: abortamento natural, abortamento provocado com amparo da lei brasileira e abortamento ilegal. Quantos, dos nossos estimados 113 casos, são relacionados a abortamentos ilegais não podemos saber ao certo. Um chute orientado bem conservador seria 50% das pessoas solteiras e 10% das casadas o que daria 41 casos (3% das mortes de mães).

Há outros temas que o CFM poderia dar mais atenção: tuberculose (1240 mulheres mortas), Dengue (155 mulheres mortas), Doença de Chagas (2159 mulheres mortas), Acidentes de Transporte (8058 mulheres mortas), Afogamento (728 mulheres mortas), Agressão (4465 mulheres mortas), Suicídio (2073 mulheres mortas).

Com estes fatos e considerando o número de bebês que morrem por abortos você pode tirar conclusões muito mais honestas que com a declaração do CFM.



7 comentários:

Vítor Sampaio disse...

É notório e assustador o quanto o país caminha para um pandemônio...

Patricia disse...

Não espanta se pensarmos na "qualidade" de tantos "profissionais da medicina" sem prática de RESIDÊNCIA, que atuam como se competentes fossem, e mesmo alguns "competentes" que ignorarm o VALOR DA VIDA HUMANA,aprovando
o aborto. Continuando, temos a tragédia de alguns incompetentes políticos, também desqualificados, que legislam no nosso Brasil.
Que Deus nos proteja de cair em mãos desse tipo de "profissionais"!
MAIS ORAÇÕES PEDINDO AO ESPÍRITO SANTO QUE OS ILUMINE E TRAGA PARA PERTO DA VERDADE DO CRIADOR.

Liana Clara disse...

O preocupante é estarmos nas mãos de um incompetente desses numa hora de um parto ou de um problema durante a gravidez.
Que Deus nos livre deles e nos ajude a reagir contra essa situação.

Mariana Trigo disse...

https://www.facebook.com/groups/abortonao/

Anônimo disse...

CFM é um conselho extremamente arrogante ao se posicionar em algo que muuuitos médicos são contra. qquer pessoas minimamente esclarecida sabe que o aborto é um procedimento invasivo, doloroso e arriscado para a mãe (para o feto, nem se fala) e que só deve ser tomada em último caso e não pra qquer uma que não soube se prevenir antes.
esse conselhinho deveria se preocupar com outras questões e parar de ficar respondendo por todos os médicos, ainda mais em algo que fere o objeto pelo qual deveriam primar que é a vida!

Stella Daudt disse...

Com tantos problemas de saúde, valorização e capacitação dos profissionais da área para o CFM se pronunciar e esta instituição vem se manifestar contra a vida de seres humanos indefesos! É assim que o CFM se desvaloriza.

Mª Teresa Serman disse...

Peço que o "anônimo" me desculpe, mas gostaria de saber que situação, para essa pessoa, seria o "último caso" que citou para se admitir o aborto. Se, no momento final do nascimento, o médico precisar optar entre a mãe e a criança, é permitido salvar a parturiente. Nas demais circunstâncias, é simplesmente o assassinato de um inocente. A que se refere então? Por favor, gostaria de entender.

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