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quinta-feira, 28 de maio de 2015

MINHA EXPERIÊNCIA COM DESMAME

Por Carol Balan

Eu sempre fui contra métodos radicais que deixem a criança chorando por muito tempo. Na verdade, eu sou contra deixar a criança chorar em qualquer ocasião, como falei nesse texto. Quando precisei desmamar meu primeiro filho parecia um grande desafio conseguir fazer isso de maneira gradual e sem grandes traumas. Mas eu consegui utilizando um método muito simples.

O desmame do filho mais velho aconteceu quando ele já estava com 2 anos e 3 meses e o segundo, com 3 meses. Como o ano anterior havia sido muito complicado (eu tive uma doença grave nos olhos, no início do ano; depois veio a gravidez e duas mudanças de casa) eu acabei adiando o desmame dele. Porém, depois de passar a novidade da chegada do irmão, decidi que era hora de começar o desmame. Quando comecei a ler sobre o assunto e conversar com pessoas mais experientes eu sempre ouvia o mesmo: “desmame de criança grande não tem como ser gradual, tem que ser traumático”. Não me conformei com isso e procurei até encontrar o método descrito nessa página. http://vilamamifera.com/depeitoaberto/desmam/

Fiz dessa maneira e foi muito eficiente. Como ele já era maior, só de não oferecer o peito (que eu já não fazia) e distraí-lo quando ele pedia, foi o suficiente para conseguir o desmame em menos de 10 dias. Outra coisa que fiz foi comprar um copo bem bonito, embrulhar, entregar a ele com toda pompa e importância e falar que era um copo especial, só dele, que ele ia usar aquele copo só para tomar leite e coisas assim. Com a chegada do irmão ele sentiu que perdeu espaço em casa, então achei importante mostrar que ele tinha coisas só dele que eram importantes também.

Quando chegou a vez de desmamar o segundo, preferi fazer isso um pouco mais cedo, quando ele estava com um ano e decidi começar o desmame noturno primeiro. Como o método desse site não funcionaria para o que eu queria, utilizei um outro que aprendi ainda na faculdade, relatado pela psicanalista Melanie Klein. Ela afirma que o desmame deve começar a acontecer por volta dos 9 meses, deve ser gradual e estar completo até aproximadamente 1 ano.

Como meu ideal sempre foi iniciar o desmame por volta de 1 ano, achei que seria uma técnica boa para nós. A maneira dela é ainda mais simples: você começa a substituir as mamadas primeiro por mamadeira e em seguida por copo. No começo só utiliza a mamadeira, quando a criança já está adaptada, começa a substituir um horário de mamadeira pelo copo, de maneira que a criança tomará leite no peito, na mamadeira e no copo. Aos poucos vai aumentando os horários que oferece mamadeira e copo até não oferecer mais o peito e depois vai tirando a mamadeira. Ao final do desmame, a criança só tomará leite no copo. Essa técnica é feita de maneira muito gradual, então o ideal é fazer as substituições aos poucos, escolhe um horário e oferece a mamadeira, espera uns dias e oferece em mais um horário, depois começa o copo e assim por diante.

Quando os meninos estavam com 1 e 3 anos eles se revezavam no sono e eu não dormia mais que 2 a 3 horas seguidas por noite e não mais que 5 horas no total. Comecei a ficar extremamente cansada e por isso decidi iniciar o desmame noturno primeiro. Começamos a oferecer a mamadeira quando ele acordava no meio da noite e era meu marido que levava a mamadeira para ele. Eu amamentava por volta de meia-noite, quando ele pegava no sono mais longo da madrugada e entre 3 e 4 horas, quando ele acordava, tomava uma mamadeira. Durante o dia ele seguia mamando no peito e os demais líquidos sempre bebia no copo. Depois de uns dias comecei a oferecer a mamadeira para ele dormir a soneca da tarde e as demais mamadas do dia ele mesmo já foi diminuindo o interesse, fui seguindo a outra técnica que mencionei primeiro e conseguimos o desmame em 1 mês. Eu deixei que ele continuasse um pouco mais de tempo com a mamadeira porque ele tomava e dormia, mas antes de 2 anos ele já não estava mais com a mamadeira também.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Amamentando: Relactação ou Translactação

* Por Maite Tosta

mamatutti2[5]Amamentar nem sempre é tão fácil como parece. Muitas vezes as mães se deparam com dificuldades – pega incorreta, produção aparentemente insuficiente, baixo ganho de peso – e precisam complementar a mamada com a fórmula (NAN, Aptamil, Similac, Enfamil, etc), o que resulta num sentimento de frustração por não ser suficiente para o bebê, por não poder amamentar.

GRD_173_mamatutti[4]A relactação ou translactação é um método de iniciar ou reiniciar a produção de leite da mãe (ou mãe adotiva). Com essa técnica, mãe e bebê podem desfrutar da proximidade proporcionada pela amamentação e reforçar os vínculos, sem a preocupação com o ganho de peso e a nutrição do bebê.

O processo consiste em colocar o leite numa seringa, mamadeira ou outro recipiente, ligando-se a uma sonda que deve ser presa ao seio, com sua extremidade perto do mamilo. A criança sugará o mamilo e a sonda ao mesmo tempo e, à medida que se alimenta, também estimula a produção do leite materno. A altura em que é colocado o leite e a força de sucção da criança determinam a velocidade de ingestão. O fluxo é controlado ao se dobrar um pouco a sonda.

sns medela 2[3]
Este material deve ser bem limpo e esterilizado em água fervente cada vez que for usado. O tempo para que a produção de leite pela mãe aumente é de no mínimo uma semana, requer paciência e persistência para se obter sucesso. O leite ministrado pela sonda é o que a criança estava usando e, na medida do aumento de produção pela mãe, este é restringido progressivamente. O uso de droga estimulante não é necessário. O envolvimento da mãe e sua disponibilidade de tempo neste processo é essencial.

O sistema pode ser montado com mamadeira regular e sonda nasogástrica nº 4 (mais usada) ou 5, ou ainda sonda aspiração traqueal nº 4, inserida no furo do bico da mamadeira, que deve ser ligeiramente aumentado para esse fim. Entretanto, há marcas que oferecem o sistema já pronto, como a Medela e a Mama Tutti, cujas fotos seguem abaixo.

Algumas mães relatam que a sonda que vem com o Mama Tutti é muito grossa e o fluxo de leite fica muito forte. Este blog não experimentou e nem recomenda uma ou outra marca. As fotos estão aqui somente para que as mães conheçam esse sistema de aleitamento e possam fazer sua pesquisa pessoal. De qualquer modo, a sonda que vem com o sistema pode ser substituída pelas sondas nasogástricas sem problema.
sonda-nasogastrica-longa

A sonda possui dois lados. Um deles vem com uma borrachinha que você deverá retirar, cortando com o auxílio de uma tesoura. Este lado é mais “molinho” e é o que será introduzido na boquinha do bebê. O outro lado, por ser mais duro, pode machucar o bebê, pelo que ficará dentro do recipiente. Inicie a amamentação ao seio e após cerca de uns minutos você já poderá introduzir a sonda na boquinha do bebê. Enquanto ele suga, coloque delicadamente a pontinha da sonda no cantinho da sua boca e introduza-a até sentir que ao sugar está saindo o complemento pela sonda. Você irá notar facilmente pelo barulhinho do bebê sugando e engolindo e também pelo fluxo de fórmula (leite artificial) pela sonda. Você também poderá utilizar um esparadrapo tipo “micropore” para segurar a sonda bem junto ao seio.

Medela SNS[5]Caso o bebê solte a sondinha ou cuspa, recoloque-a. Pode ser que no início ele estranhe, mas logo irá se acostumar. A mãe precisa ter paciência e insistir. Assim que você perceber que a fórmula (leite artificial) está acabando, retire a sonda para evitar que o bebê sugue ar.

Para as mães que experimentarem a técnica, por favor enviem seus relatos para therezatosta@yahoo.com para que, através da divulgação, possamos ajudar outras mães e bebês a se beneficiarem.

* Maite Tosta - bacharel em Letras e especialista em Direito Constitucional, é serventuária de Justiça, tutora de cursos à distância, casada e mãe de quatro filhos no Rio de Janeiro/RJ. Católica e Vascaína, gosta de escrever e de mídias sociais.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O que fazer para ter mais leite

Para as mães de primeira viagem, que sofrem muito com os palpites de todos que vem visitar o bebê e gostam de dizer que a criança está chorando porque a mãe tem pouco leite ou porque seu leite é fraco, eu digo com toda certeza: isso é mito!

O leite materno é produzido sob demanda. Quanto mais o bebê suga, mais a mãe o produz.  Confiem  na sua capacidade de amamentar e tudo ficará bem.

 Podemos dar uma dica para as mães novatas: procure oferecer o peito com frequência, sempre que o bebê quiser, de dia e de noite, a qualquer hora. Livre demanda. Certifique-se de que ele está bem acomodado no seu colo e pegando o bico da mama corretamente.

As duas mamas devem ser esvaziadas a cada mamada, alternando a ordem de início (comece uma mamada com o peito que terminou a última)., para que seu bebê aproveite de todas as substâncias do seu leite e  beba o leite mais gordo também.

 Beba mais líquido (no mínimo dois litros de água) e se possível, repouse entre as mamadas. Fuja do estresse, que atrapalha e muito o afluxo de leite. Fuja dos chatos que enchem a cabeça da mãe com conceitos antigos e sem valia.

Respirar fundo, e soltar devagar, ajuda a diminuir as tensões. A divisão das tarefas com outra pessoa,  tanto da casa quanto do bebê também ajudam a relaxar.

No caso de bebês prematuros, que não podem mamar, faça você mesma a ordenha, sugiro alugar uma ordenheira elétrica. Isso ajuda a manter a produção. E o leite poderá ser congelado para usar no hospital ou até depois mesmo, em casa, quando precisar sair.

domingo, 18 de agosto de 2013

Mulheres que amamentam têm menor risco de Alzheimer, indica estudo.

Mães que amamentam seus filhos têm um risco menor de desenvolver Alzheimer, segundo um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha. A pesquisa também indicou a possibilidade de haver uma ligação mais ampla entre os dois fatores, já que amamentar pode atrasar o declínio da condição cognitiva da mulher.

O estudo mostra que alguns efeitos biológicos da amamentação podem ser os responsáveis pela redução do risco de se desenvolver a doença. Os pesquisadores estabeleceram três comparações hipotéticas, entre mulheres que amamentaram e outras que não amamentaram ou amamentaram menos, e verificaram reduções potenciais de até 64% no risco de as primeiras desenvolverem Alzheimer em relação às segundas.

Eles advertem, porém, que não é possível quantificar com exatidão a redução potencial do risco de Alzheimer, por conta do grande número de variáveis envolvidas - como tempo de amamentação, histórico de saúde da mulher, número de gravidezes e casos de Alzheimer na família, entre outras.

Segundo uma das teorias levantadas pelos pesquisadores de Cambridge, amamentar priva o corpo do hormônio progesterona, para compensar os altos níveis de progesterona produzidos durante a gravidez. A progesterona é conhecida por dessensibilizar os receptores de estrogênios no cérebro – e o estrogênio tem um papel importante na proteção do cérebro contra o Alzheimer.
Outra teoria se baseia no fato de que amamentar amplia a tolerância da mulher à glicose, restaurando sua tolerância à insulina após a gravidez, um período em que há uma redução natural da resistência à insulina. E o Mal de Alzheimer é caracterizado justamente pela resistência à insulina no cérebro (e consequentemente à intolerância à glicose), tanto que o mal de Alzheimer algumas vezes é chamado de diabetes tipo 3.

"Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa" - Molly Fox, pesquisadora.

Eles disseram, no entanto, que a conexão entre os dois fatores foi bem menos presente em mulheres que já tinham um histórico de demência na família.
Com base nos dados coletados com as mulheres estudadas, os pesquisadores formularam três casos hipotéticos para indicar o potencial de redução do risco de Alzheimer pela amamentação:
No primeiro caso, na comparação de duas mulheres idênticas, uma que tivesse amamentado por 12 meses teria um risco 22% menor da doença em relação à outra que amamentou por 4,4 meses.

No segundo, uma mulher que tenha amamentado por oito meses após uma gravidez teria um risco 23% menor do que uma mulher em condições idênticas, mas que tenha amamentado por seis meses após três gestações.

No terceiro caso, a redução verificada foi de 64% para uma mulher que tenha amamentado em relação à outra idêntica que não tenha amamentado.

Tudo isso pode servir como incentivo para mais mulheres amamentarem – algo que muitas pesquisas já comprovam que traz benefícios tanto para mãe quando para o bebê.

Do Blog Neuro e afins:http://henriquecal.blogspot.com.br/2013/08/amamentacao-e-alzheimer.html

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Alimentação também se ensina

O alimento e o ato de comer encerram muitos significados psicológicos. O alimento é um símbolo de intimidade e participação, pode ser utilizado para satisfazer anseios mais profundos que a fome física. O excesso de alimentos ou a excessiva moderação alimentar são também, às vezes, sintomas de ansiedade.

O primeiro alimento que a criança tem contato ao nascer é o leite materno, e conforme ela vai crescendo, vão sendo acrescentados outros tipos de alimentos que diferem em vários aspectos: consistência, cor, textura e forma, e também em quantidade e variedade de nutrientes. E por que a refeição, de repente se torna drama?

Vamos ver alguns motivos pelos quais a criança perde o apetite:

1 -A mãe oferece muita comida, e a criança não consegue comer tudo que lhe é oferecido.

2 - Não existe uma regularidade no horário das refeições. Se a mãe oferece comida a todo o momento, esta se nega a comer porque não está com fome.

Não existe variedade nos alimentos que são oferecidos às crianças, existindo o que é chamado monotonia alimentar. Ou nem provaram  pra ver se falta sal...

3 - O ambiente onde a criança realiza as refeições não é apropriado, existindo muito barulho, TV ligada, discussões...

4 - A criança quer chamar a atenção dos pais, para comer ouvindo histórias, fazendo brincadeiras, aviãozinho...

5 - Está nascendo um dentinho novo e a gengiva está dolorida impedindo a criança de mastigar o alimento.

6 - A criança com mais de um ano que ainda toma muita mamadeira, acaba rejeitando  alimentos sólidos.

7 - Os pais não devem oferecer guloseimas às crianças que não comem, pois estas ficarão condicionadas: toda vez que não comer terá sempre uma guloseima em troca.

Verificando esses aspectos, poderemos corrigir algumas falhas no  dia a dia da alimentação de nossos filhos, e fazer pequenas mudanças que darão excelentes resultados e eles voltarão a comer bem.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Amamentar é sempre possível

Não existe mãe sem leite, existe gente que pressiona a nova mãe, dizendo que o leite dela é pouco, ou fraco, o que acaba forçando-a a usar a mamadeira, e isso inibe a produção do leite.

Se eu fosse dar ouvidos às tias, sogra, avós, etc. anunciando que meu filho chorava de fome porque o meu leite era fraco, não teria amamentado nenhum, nem os teria visto gordinhos e desenvolvidos com meu leite.

A insegurança nos leva a ficar à deriva, fazendo o que nos sugeriram aqui e ali. Tudo é razão para nos incentivar a deixar de amamentar. O bico do seio que racha; o tempo que o bebê fica no peito; os intervalos entre as mamadas; o nosso sono afetado e o choro durante as noites. Amamentar é o que tem de melhor para os nossos filhos, pelo menos nos seis primeiros meses de vida.

O leite materno é completo e passa para o neném todos os nutrientes necessários e os anticorpos também. Sem contar que amamentar ajuda a evitar, não se sabe por quê, o câncer de mama.

Posso falar por experiência própria que é possível amamentar sob tensão, com outras crianças ao redor falando, doentes, chorando: sobre isso eu conto que logo após um dos meus filhos nascer, eu tive caxumba e amamentei o tempo todo com a doença. Ele até hoje nunca pegou esta virose, mesmo convivendo com os outros que tiveram depois. Acho que ficou imunizado, não posso afirmar com certeza, mas tudo indica. Aliás, amamentei também quando tive dengue, e dengue hemorrágica! Aí confesso que não foi fácil, mas valeu a pena, pois nos saímos muito bem, eu e o bebê, dessa crise.

Amamentar cria um laço maior entre mãe e filhos e é muito mais fácil, não requer levar nada extra na bolsa quando saímos, zero de mamadeiras esterilizadas e afins. Basta mãe e uma fraldinha para cobrir o seio enquanto amamenta, para não passar por cenas desagradáveis na rua pela exposição do seio. Visto que a sociedade está mais preocupada com esse tipo de demonstração pública do que com os beijos entre pessoas do mesmo sexo em pleno shopping aberto.