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sábado, 29 de junho de 2013

Graviola ou Guanabana - Inimigo número um do câncer

A Graviola é uma fruta que tem se mostrado surpreendente para eliminar as células do câncer. É dez vezes mais potente do que a quimioterapia.

Por que não estamos conscientes disso? Talvez existam organizações interessadas em encontrar uma versão sintética ou química, permitindo-lhes ganhar renda substancial.

Não esqueçamos que a aspirina deve a sua origem ao salgueiro "branco". Essa planta foi usada ao longo dos séculos na China, na Grécia antiga e na Europa medieval, pela sua ação antifebril e analgésica. Em 1882, o farmacêutico francês Leroux extraiu a da planta a salicina, sua principal substância ativa. Um italiano, Rafael Piria foi o primeiro a produzir ácido acetilsalicílico em forma natural,  mais tarde sintetizado pela Bayer.

Você deve saber que pode beber suco de Graviola para prevenir a doença. Seu sabor é agradável. E, naturalmente, não produz os efeitos desagradáveis da quimioterapia. E você pode ainda plantar uma árvore da graviola em seu quintal. Todas as suas partes são úteis.

Na próxima vez que você quiser  beber um suco, peça graviola.

Quantas pessoas sofrem enquanto este segredo é guardado com

cuidado para não diminuir o lucro de vários milhões de dólares de grandes corporações?

A árvore da graviola é baixa. Não ocupa muito espaço, e a fruta é conhecida com esse nome no Brasil e na América Latina por guanabana, e "Soursop" em inglês. O fruto é muito grande e sua polpa, doce e branca, é comida diretamente, ou usada normalmente para fazer bebidas, palhetas, doces etc.

Os seus efeitos anti cancerígenos são muito fortes, e, embora haja muito mais propriedades atribuídas a ela, a coisa mais interessante sobre o assunto é o efeito nos tumores. Essa planta é mostrada como um remédio para câncer, testado para cânceres de todos os tipos. Há quem diga que é muito útil em todas as variantes do câncer.

É eficiente também como agente anti microbiano de amplo espectro contra infecções por bactérias e fungos. É eficaz contra vermes e parasitas internos, regula a pressão arterial elevada e é antidepressivo, além de combater stress e distúrbios nervosos.

A fonte desta informação é fascinante: vem de um dos fabricantes de medicamentos do mundo, informando que, depois de mais de 20 testes, efetuados, foi revelado que destruiu mais de 12 tipos de células de câncer, incluindo dois pontos diferentes, mama, próstata, pulmão e pâncreas.

Os compostos da planta mostraram atuar dez vezes melhor, retardando o crescimento das células cancerosas, que o produto Adriamycin, uma droga de quimioterapia, geralmente utilizada no mundo. E o que é ainda mais surpreendente: esse tipo de terapia extraído da graviola destrói somente as células malignas e não afeta as células saudáveis.
Instituto de Ciencias de la Salud, L.L.C. 819 N. Charles Street Baltimore, MD  1201

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A decisão de Angelina Jolie e o futuro da medicina


Ontem o mundo ficou sabendo que a atriz norte-americana, Angelia Jolie, decidiu remover, de forma preventiva, os dois seios devido a uma mutação genética que faria com que ela tivesse uma alta probabilidade, entre 80% a 85% (nem sempre o risco é tão alto) de vir a ter câncer de mama. Jolie procurou o exame porque a mãe havia morrido jovem com menos de 60 anos de câncer de mama.

A questão que muitos colocam é: a genética vai mudar o modo como se pratica a medicina?

Certamente sim, no entanto este tipo de caso pode gerar dúvidas e inquietações. Uma mulher deve fazer teste de gene BRCA1 defeituoso? E caso tenha a mutação deve fazer a operação que fez Angelina Jolie?

Muito se falou sobre o assunto nestes dias e ouvimos várias opiniões de especialistas. Não há ainda um consenso, mas parece que para mulheres que tenham mais de um membro da família próximo com câncer de mama pode ser útil fazer o teste e caso haja o defeito no gene discutir com o médico o que fazer.

Mas deixemos a Angelina Jolie de lado por um tempo para concentrarmos numa questão mais ampla: você gostaria de saber com 10 ou 20 anos de antecedência que pode vir a ter uma doença grave?

O "pode vir a ter" diz respeito ao fato de que muitas mutações ou defeitos genéticos indicam uma predisposição à doença e não uma certeza de que se vai adoecer.

Um amigo, que tinha vários parentes com doença de Alzheimer, depois de saber do meu trabalho com este assunto, perguntou se valia a pena testar se ele tinha a forma genética ApoE4 que é um marcador de tendência à doença de Alzheimer. Eu lhe disse que o teste era relativamente barato, para o padrão aquisitivo dele, mas será que aos 40 anos ele gostaria de saber que poderia vir a ter uma doença aos 70?

Penso que os testes genéticos devem ser usados com acompanhamento médico, em casos que sejam realmente indicado. Por exemplo: um paciente com depressão que tenha um baixo nível de VEGF provavelmente não irá responder a tratamento com medicamentos como Fluoxetina, Sertralina e outros conhecidos como SSRI e portanto é uma informação útil para o psiquiatra ou clínico geral. Infelizmente este teste ainda é muito caro.

A genética se bem usada pode conseguir uma medicina mais personalizada, o caso Angelina Jolie mostra um exemplo disto e serviu para um debate sobre o assunto que é positivo mas deve ser visto com cautela.

sábado, 1 de outubro de 2011

Boa notícia: LINHAÇA E SOJA AJUDAM A COMBATER CÂNCER DE MAMA


Uma pesquisa desenvolvida por cientistas alemãs, publicada no "Journal of Clinical Oncology", analisou, em três anos, mais de mil mulheres com câncer de mama, na pré-menopausa. Sua conclusão prova que substâncias existentes nesses produtos - os fitoestrogênios -,linhaça e soja, uma vez no organismo, se unem aos hormônio feminino estrogênio, conhecido protetor contra o câncer.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 102)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos.

1 – A.diz: Gostaria de saber como lidar com um jovem que descobriu estar com câncer e que tem que fazer o tratamento? Meu filho tem 18 anos e descobrimos um tumor maligno e não dá pra esconder dele que tem que fazer quimioterapia. Estamos muito nervosos, eu e o pai e a irmã menor só faz chorar.

RESP: Caro(a ) A.
Não é para esconder- sempre devemos falar a verdade, que por mais dolorosa que seja é sempre melhor....
Conversem dentro de casa com a maior naturalidade possível, durante a próxima consulta perguntem ao médico assistente dele tudo o que desejarem e sejam o mais possível simples!

Não estou sugerindo nada fácil, sei que é muitíssimo difícil, mas ficar pelos cantos da casa - para ele e para vocês - torna tudo mais difícil, porque ele mesmo não saberá como agir em família e fora de casa!

Não faz mal que a irmã ou um de vocês chore- afinal, somos humanos, ninguém deseja saber que é portador de uma doença maligna, mas a medicina avança a cada dia, há tantas doenças, inclusive o câncer que são hoje curáveis!!

Vamos confiar- em Deus, especialmente, assim como nos profissionais que cuidarão dele,levando serenidade e confiança com vocês e isto garante mais de 70% do tratamento !

Ânimo e nada de pensar ou agir como se tudo estivesse perdido - as batalhas estão para serem lutadas com ânimo de vencedores, cabeça erguida e a certeza de que Deus de tudo tira um bem maior !

Vejam nos "negociosdefamilia.com.br" outras respostas sobre situações semelhantes e obrigada por dividirem sua dor com a gente e a certeza de nossas orações !
Voltem a dar notícias, sim? Atenciosamente, Mannoun

2 – C. diz: Dra o que a senhora acha de deixar uma jovem de 12 anos namorar? Ela prefere dizer "ficar", mas eu acho isso muito estranho.

RESP: Cara Sra C.
Já temos conversado sobre este assunto em outras datas ( pode acessar os" negociosdefamilia.com.br" ) mas procure saber com ela o que representa "ficar", na sua cabecinha...Adolescentes e jovens se referem a "ficar" dizendo desde dar as mãos, trocar alguns beijinhos, até relações sexuais completas , esta a razão de pedir que ela especifique.

Mostre com todo carinho todos os riscos de atitudes que envolvem o " ficar" - o quanto ela se expõe, a vulgaridade que implica estar numa festinha ou balada com vários e/ou em cada situação com meninos diferentes, numa idade própria de fazer amizades, alegrar-se, sair com os grupos de amigos, merecer a confiança dos pais e aprender a respeitar-se e confiar em si mesma, não se desgastar e " gastar -se" oferecendo com facilidade seu próprio corpo ....

Enfim, seu coração de mãe que sabe amar dirá melhor que eu o que o coraçãozinho dela espera e deseja ouvir da boca da mamãe ( mesmo que reclame, fique emburrada, discorde, etc, etc ), representando um NÂO carinhoso e bem sonoro...
Boa sorte e fico às suas ordens, Mannoun

quinta-feira, 18 de março de 2010

Memórias de um hospital pediátrico, também um negócio de família

Texto da Dra Elaine

Escrevo a pedido da minha dindinha Liana, um pouco do que se vive dentro de um hospital.

Pisei pela primeira vez Instituto de Pediatria da UFRJ em 1995, durante a minha formação médica. Em todos os seus recantos, encontrei a tão rara associação entre a competência técnica e o carinho com os pacientes. Foi fulminante, em 96 quando me formei, fiz a minha opção pela pediatra. Neste mesmo instituto, cursei minha residência de pediatria, aprendi a viver cuidando desses negócios de família... No final da década de 90 tínhamos quase metade dos leitos do instituto ocupados por crianças com HIV, diagnóstico feito no filho, colhia-se exames dos pais e a seguir dar a notícia pra toda família doente e saga que lhes esperava. Graças a Deus, atualmente a incidência desses casos diminuiu, seu tratamento melhorou e as internações são menos freqüentes...

Durante a fase da residência me apaixonei pelo serviço de hematologia, onde um grupo de médicos super cativantes me recebeu e me formou. No IPPMG me tornei hematologista, e para lá voltei assim que houve um concurso público, aí estou até hoje. Na oncohematologia o contexto familiar era outro, era a família desestruturada pelo medo da morte do filho ou pela morte em pessoa, pela dificuldade logística pro tratamento apesar das excelentes chances de cura na infância... A doença é agressiva e o tratamento também. Os riscos são muitos, os cuidados a tomar são muitos para que tudo dê certo e a chance de cura se preserve. A complexidade aumenta exponencialmente quando há problemas sócio-culturais.

Um dia chega ao hospital com febre há 12 horas, um menino portador de leucemia em tratamento conosco. E pergunto à mãe: “- porque você não trouxe o menino na hora que começou? Não te orientamos a vir na mesma hora?” e a resposta é: “-doutora, tava tendo tiroteio no morro, eu não podia sair, assim que acabou eu vim...”. Mesmo entre o risco de morrer por infecção ou morrer baleado, o garoto viveu. A gente vive se equilibrando numa corda bamba bem fina... Outra criança, prescrevemos 8 comprimidos de um quimioterápico 1 vez por semana, a mãe pensa que 8 é muito e diminui para 2 a dosagem por conta própria...

Uma de nossas residentes consegue 25 entradas de cinema para as crianças com câncer do nosso serviço, filme: a era do gelo 3, grupo: Severiano Ribeiro, cinema: Cinemark Botafogo. Festa absoluta, nem as crianças nem suas mães haviam pisado no cinema antes. Logística para organizar, totalmente caseira, eu e cada uma das médicas demos dinheiro para o lanche e ingresso das mães, alguns médicos e enfermeiros da equipe foram ao evento, acompanhando algumas crianças mais graves, levando uma vasta mala de medicações... Sucesso total no evento.

A assistente social repete a dose e consegue uma festa de dia das crianças numa casa de festa na ilha do governador. Totalmente doada pela dona da casa. Dessa eu participei e pude sentir a emoção de ter nossas crianças brincando em todos os brinquedos e engenhocas que há nessas casas de festa que a classe média vai. Também pude sentir o medo de algum passar mal ali e ter que levá-lo de volta correndo, pude com meus braços tirar um da cadeira de rodas e por no simulador de fórmula um. Emoção total.

Assim como foi emocionante ver a doação feita pelo instituto Desiderata que resultou na sala de quimioterapia mais acolhedora e inovadora do Rio, é isso mesmo, não está em nenhum hospital provado, está no nosso, pras nossas sofridas crianças pobres e com câncer. Aquário carioca foi o nome que recebeu essa sala, batizada pelo genial Gringo Cárdia, cenógrafo que doou o seu trabalho e se emocionou ao ver as crianças usufruindo o que ele idealizou.

Quem quiser conhecer mais sobre essa ONG ou até contribuir com ela pode encontrar no site www.desiderata.org.br , vale a pena.

Apesar de todas essas iniciativas, existem problemas muito profundos, os recursos são milimetricamente calculados para que não faltem remédios, e nosso hospital agradece doações de brinquedos e livros infantis para a sala de recreação das enfermarias do hospital (www.recomecar.org.br). Quem quiser doar fraldas, leite em pó, ou mesmo ajudar diretamente às famílias pode contribuir com a organização RECOMEÇAR que apóia o hospital: www.recomecar.org.br .

Sexta feira da outra semana perdemos uma criança que se tratava há 4 anos no hospital de um tumor ósseo. Chorava todo o hospital, da faxineira a moça da cantina, passando pela nutrição, médicos, enfermagem e assistentes sociais. Ninguém resistia aos encantos desse moleque. Há um tempo atrás, ele teve que perder o braço (local onde tinha o tumor). Eu não sabia o que dizer a ele. Sentei com o menino em frente ao computador pra olhar no Google imagens de braços mecânicos, que ele queria saber como eram. E escuto: -“vai ser bom, vou poder andar de bicicleta segurando nos dois lados, esse braço aqui não me deixa fazer isso mesmo...”. E pensei o que eu sentiria se fosse perder um braço... há muito que aprender com as crianças...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Avanços na Terapia do Câncer - Parte I

Uma das doenças mais temidas do século XX era o câncer. Apesar de continuar a despertar grandes medos há várias luzes no fim do túnel. Este pequeno texto não tem a pretensão de ser exato do ponto de vista médico, nem exaustivo. O objetivo é mostrar porque começamos a virar o jogo contra uma das doenças mais letais.

O câncer é um conjunto de doenças que se caracterizam por 3 propriedades: multiplicação desordenada de células, invasão de órgãos e tecidos adjacentes e em alguns casos disseminação por vários órgãos do corpo. Em geral se chama câncer aos tumores que tem estas características, embora as leucemias não formem tumores e sejam consideradas também neoplasias.

Há muitas causas para o surgimento destes tumores malignos, além disso não é uma doença nova, mas surgiu com mais força no século XX devido ao aumento da expectativa de vida da população e ao surgimento de tratamentos que impediram as pessoas de morrerem de outras doenças.

Os primeiros casos de câncer descritos foram por volta do anos 1900AC no Egito, quando se procurava tratar o câncer de mama através de cauterização. O sábio Avicena que viveu na Pérsia no século XI recomendava a amputação do membro atingido.

Muitas descobertas foram feitas, como a identificação da causa das metástases, do grego μετά στάσις aparecimento remoto, no final do século XIX até os efeitos da radiação nas células tumorais no começo do século XX.

Até os anos 50 era algo cujo diagnóstico em muitos casos era concomitante com uma sentença de morte. Nos últimos sessenta anos esta sentença foi sendo progressivamente comutada e em alguns casos extinta.

No próximo capítulo desta série, vamos falar sobre as primeiras tentativas de tratar o câncer a partir dos anos 50 e algumas pistas para deixar uma taxa de mortalidade de 50% nos anos 70 para 30% no início do século XXI.

Curiosidade: Alguns filmes de Cinema onde aparece a doença:
- Forest Gump
- Terra de Sombras
- Tomates Verdes Fritos
- Um golpe do destino
- A lista de desejos
- O presente
- Uma prova de Amor - Lançado no final de 2009. (foto abaixo)