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terça-feira, 9 de julho de 2013

Manter a mente ocupada cansa o cérebro e causa dificuldades de aprendizagem e memória

Um bom tema para refletirmos, quando pensamos em mais atividades extras para os filhos.

Publicada em 24/08/2010 - Matt Richtel - New York Times

SÃO FRANCISCO - Uma hora da tarde de uma quinta-feira e Dianne Bates, 40 anos, faz malabarismos com três telas. Ela escuta algumas músicas no iPod, depois escreve um rápido e-mail no seu iPhone e, por fim, volta sua atenção para uma TV de alta definição em mais um dia na academia. Enquanto realiza essas tarefas múltiplas simultâneas (multitarefas), ela também exercita as pernas em um aparelho. Em academias de ginástica e outros lugares, as pessoas usam cada vez mais seus telefones e outros aparelhos eletrônicos para adiantar o trabalho - e como antídotos contra o tédio.

Os celulares, que nos últimos anos se tornaram computadores com conexões de alta velocidade com a internet, permitem reduzir o tédio dos exercícios, da fila no supermercado, dos sinais de trânsito, ou se intrometem nas conversas do jantar. A tecnologia traz diversão - e produtividade - às menores janelas de tempo. Mas os cientistas apontam para um negligenciado efeito colateral: quando as pessoas mantêm seus cérebros ocupados, elas estão deixando de lado um tempo ocioso que poderia ser usado para melhor aprender e lembrar as informações, ou ter novas ideias.

Na Universidade da Califórnia em São Francisco, pesquisadores descobriram que, quando os ratos são submetidos a uma experiência nova, como explorar um ambiente desconhecido, seus cérebros criam novos padrões de atividade. Mas só quando fazem um intervalo na exploração é que eles processam esses padrões para criar uma memória persistente da experiência. Os cientistas acreditam que o mesmo vale para os seres humanos.

- O tempo ocioso permite ao cérebro revisar a experiência, solidificá-la e transformá-la em memórias de longo prazo - diz Loren Frank, professor assistente do Departamento de Fisiologia da universidade. Segundo ele, o cérebro constantemente estimulado "impede este processo de aprendizagem".

Já na Universidade de Michigan, estudo revelou que as pessoas aprendem melhor se, depois de uma aula, forem dar uma caminhada num bosque ao invés de irem andar em um ambiente urbano agitado, sugerindo que o bombardeio de informações deixa o cérebro fatigado. Realizar tarefas simultâneas, como ver um vídeo no celular enquanto espera no ponto de ônibus, pode, na verdade, estar forçando a mente.

- As pessoas pensam que estão relaxando, mas na verdade estão é cansando seu cérebro - comenta Marc Berman, neurocientista da Universidade de Michigan.

sábado, 29 de junho de 2013

Graviola ou Guanabana - Inimigo número um do câncer

A Graviola é uma fruta que tem se mostrado surpreendente para eliminar as células do câncer. É dez vezes mais potente do que a quimioterapia.

Por que não estamos conscientes disso? Talvez existam organizações interessadas em encontrar uma versão sintética ou química, permitindo-lhes ganhar renda substancial.

Não esqueçamos que a aspirina deve a sua origem ao salgueiro "branco". Essa planta foi usada ao longo dos séculos na China, na Grécia antiga e na Europa medieval, pela sua ação antifebril e analgésica. Em 1882, o farmacêutico francês Leroux extraiu a da planta a salicina, sua principal substância ativa. Um italiano, Rafael Piria foi o primeiro a produzir ácido acetilsalicílico em forma natural,  mais tarde sintetizado pela Bayer.

Você deve saber que pode beber suco de Graviola para prevenir a doença. Seu sabor é agradável. E, naturalmente, não produz os efeitos desagradáveis da quimioterapia. E você pode ainda plantar uma árvore da graviola em seu quintal. Todas as suas partes são úteis.

Na próxima vez que você quiser  beber um suco, peça graviola.

Quantas pessoas sofrem enquanto este segredo é guardado com

cuidado para não diminuir o lucro de vários milhões de dólares de grandes corporações?

A árvore da graviola é baixa. Não ocupa muito espaço, e a fruta é conhecida com esse nome no Brasil e na América Latina por guanabana, e "Soursop" em inglês. O fruto é muito grande e sua polpa, doce e branca, é comida diretamente, ou usada normalmente para fazer bebidas, palhetas, doces etc.

Os seus efeitos anti cancerígenos são muito fortes, e, embora haja muito mais propriedades atribuídas a ela, a coisa mais interessante sobre o assunto é o efeito nos tumores. Essa planta é mostrada como um remédio para câncer, testado para cânceres de todos os tipos. Há quem diga que é muito útil em todas as variantes do câncer.

É eficiente também como agente anti microbiano de amplo espectro contra infecções por bactérias e fungos. É eficaz contra vermes e parasitas internos, regula a pressão arterial elevada e é antidepressivo, além de combater stress e distúrbios nervosos.

A fonte desta informação é fascinante: vem de um dos fabricantes de medicamentos do mundo, informando que, depois de mais de 20 testes, efetuados, foi revelado que destruiu mais de 12 tipos de células de câncer, incluindo dois pontos diferentes, mama, próstata, pulmão e pâncreas.

Os compostos da planta mostraram atuar dez vezes melhor, retardando o crescimento das células cancerosas, que o produto Adriamycin, uma droga de quimioterapia, geralmente utilizada no mundo. E o que é ainda mais surpreendente: esse tipo de terapia extraído da graviola destrói somente as células malignas e não afeta as células saudáveis.
Instituto de Ciencias de la Salud, L.L.C. 819 N. Charles Street Baltimore, MD  1201

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A decisão de Angelina Jolie e o futuro da medicina


Ontem o mundo ficou sabendo que a atriz norte-americana, Angelia Jolie, decidiu remover, de forma preventiva, os dois seios devido a uma mutação genética que faria com que ela tivesse uma alta probabilidade, entre 80% a 85% (nem sempre o risco é tão alto) de vir a ter câncer de mama. Jolie procurou o exame porque a mãe havia morrido jovem com menos de 60 anos de câncer de mama.

A questão que muitos colocam é: a genética vai mudar o modo como se pratica a medicina?

Certamente sim, no entanto este tipo de caso pode gerar dúvidas e inquietações. Uma mulher deve fazer teste de gene BRCA1 defeituoso? E caso tenha a mutação deve fazer a operação que fez Angelina Jolie?

Muito se falou sobre o assunto nestes dias e ouvimos várias opiniões de especialistas. Não há ainda um consenso, mas parece que para mulheres que tenham mais de um membro da família próximo com câncer de mama pode ser útil fazer o teste e caso haja o defeito no gene discutir com o médico o que fazer.

Mas deixemos a Angelina Jolie de lado por um tempo para concentrarmos numa questão mais ampla: você gostaria de saber com 10 ou 20 anos de antecedência que pode vir a ter uma doença grave?

O "pode vir a ter" diz respeito ao fato de que muitas mutações ou defeitos genéticos indicam uma predisposição à doença e não uma certeza de que se vai adoecer.

Um amigo, que tinha vários parentes com doença de Alzheimer, depois de saber do meu trabalho com este assunto, perguntou se valia a pena testar se ele tinha a forma genética ApoE4 que é um marcador de tendência à doença de Alzheimer. Eu lhe disse que o teste era relativamente barato, para o padrão aquisitivo dele, mas será que aos 40 anos ele gostaria de saber que poderia vir a ter uma doença aos 70?

Penso que os testes genéticos devem ser usados com acompanhamento médico, em casos que sejam realmente indicado. Por exemplo: um paciente com depressão que tenha um baixo nível de VEGF provavelmente não irá responder a tratamento com medicamentos como Fluoxetina, Sertralina e outros conhecidos como SSRI e portanto é uma informação útil para o psiquiatra ou clínico geral. Infelizmente este teste ainda é muito caro.

A genética se bem usada pode conseguir uma medicina mais personalizada, o caso Angelina Jolie mostra um exemplo disto e serviu para um debate sobre o assunto que é positivo mas deve ser visto com cautela.