Estamos criando pequenos monstrinhos, robôs, não de nascença e sim por opção nossa, porque resolvemos seguir a corrente da informatização e permitir que nossos bebês, desde bem pequenos fiquem plugados nos desenhos, filmes e musiquinha que os embalem, ou até mesmo os hipnotizem, para que fiquem quietos, e nos deem um pouco de sossego.
Um pouco de tudo isso, bem dosado, não faz mal nem prejudica a formação dos filhos, mas fazer disso uma constante, com certeza não poderá dar bons frutos.
Uma situação dessas com muitas horas por dia, vai deixar a criança cada vez mais fechada num mundo virtual, impedindo que sua mente se volte para as descobertas reais neste mundo onde vivemos.
A galinha pintadinha é a coqueluche do momento. Uma ferramenta extremamente eficaz para deixarmos nossas crianças sem ação, em estado de acatalepsia, prontas para ficar em modo de espera, como fazemos com alguns programas de internet. Ela comerá, dormirá, e passará seu tempo de brincar olhando fixamente para um desenho musicado, com certeza, bem animado, mas que depois das inúmeras vezes repetido, não ensinará nada de novo.
Não estou criticando a ferramenta, ela de fato é muito boa, só proponho que meditemos sobre a forma como estamos utilizando este recurso. O avião foi uma excelente invenção, mas ao utilizá-lo na guerra causou muita destruição, com seu mau uso.
Precisamos calcular o tempo que vamos expor nosso filho ou filha a ficar na frente de uma TV, ou tablet olhando como um mero espectador, deixando o tempo passar vendo e revendo a mesma coisa, num moto continuo.







