Tenho andado saudosista, e relembrando fatos da infância dos meus filhos que na ocasião foram até motivos de sustos, mas hoje relembro com um sorriso no rosto, e me pego rindo sozinha dessas lembranças.
Tive três meninos seguidinhos, um por ano e depois de 6 anos vieram duas meninas seguidas, também com um ano de diferença. Os meninos adoravam pregar peças e aprontavam muitas artes, a título de “experiências” científicas! Depois ainda tive mais 4 filhos, mas essa já é outra história.
O mais velho um dia resolveu pegar minha vasilha de gelo de metal, dentro do congelador, e pedir a caçula dos cinco para que colocasse sua língua para ver se estava gelado. A pobrezinha, nos seus 4 anos de idade não fazia ideia de que o gelo seco no metal poderia grudar sua língua. Dito e feito: ele concretizou sua experiência – ela ficou grudada na vasilha e ao puxar a língua, esta ficou com vários furinhos e sangrando. Na hora eu virei fera, briguei muito, acalmei a menina fazendo um bochecho de água morna e logo ela se acalmou.
Até hoje, ela já médica e ele engenheiro, recordam-se desta história e riem bastante da ingenuidade de uma e da mania de fazer experiências do outro, que perdura até hoje, só que com muito mais cuidados.

