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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O doce relacionamento entre mães e filhas..., e namorados delas (só que não)

Jaqueline de Oliveira C. Melo
Eu tenho duas filhas adolescentes, a mais nova (ao menos que eu saiba) ainda está naquela fase gostosa dos os olhares, suspiros, paqueras e cantadas. A mais velha já namorou, mas fazer o quê? É sadio, e conveniente para as adolescentes namorarem, afinal, elas sentem falta da companhia do sexo oposto, o jeito é aceitar que dói menos, e lembrar que também já fomos adolescentes e bem sabemos como é essa fase, e também daquela coisa de ficar com coração disparado, agoniada se ele vai ligar ou não, e pior, ligando ou não ligando, sempre chorávamos rios de lágrimas, e com as nossas filhas não será diferente!

A pior coisa do mundo para uma mãe e ver uma filha sofrer! Quando é por alguém que não valha à pena então, dói na alma! Aquela menininha linda que acreditava e confiava em você piamente até uns seis meses atrás, passa a acreditar nas conversas de “unzinho” qualquer. Olha, isso dói! Você começa a ter ideias malvadas na cabeça. Mas, brincadeiras à parte, esse relacionamento entre mães e namorados deve ser solidificado, na verdade sempre, como qualquer outro relacionamento!

Tem o namorado “falecido” (o que sumiu do mapa), que você não quer nem ouvir falar; tem aquele tipo agradável, educado, gentil e que coloca a filha em um pedestal e a trata como princesa, logicamente, afinal ela são verdadeiramente princesas! Tem aquele do tipo lindo que nos choca de cara quando nos deparamos, mas esses, como têm muita procura a demanda não atende ao mercado! (pensamento de administradora).

É, mas bom mesmo é quando a nossa bebê volta a ser só nossa novamente. Por quê? Por que nós mães temos essa ideia que alguém nos pode “tirar” os filhos? “Não sei o porquê, só sei que é assim” - parafraseando o célebre Xicó de “Auto da Compadecida”. Quando a gente começa a ter a consciência de que eles não são nossos, mas de Deus, e que temos a responsabilidade de cuidar, amar, educar, proteger, amparar, ajudar no que for preciso, aí minha gente, essa sensação de medo de errar aumenta ainda mais... “Mas o que não tem remédio, remediado está” - como diz minha mãe, e assim como eu sofri com meus erros e decisões de adolescente, a espiral da vida indica que as minhas filhas talvez sofram também, faz parte! Essa que é “a fase” da autossuficiência, de achar que são donas do próprio nariz, mas vai passar, passou comigo e vai passar com elas também, e terão a certeza de que nós mães estaremos ali, sempre que precisarem.

Esse é o nosso “papel” como mães! Estarmos a postos, orientando, ensinando, passando nossas experiências para que elas possam, quem sabe, aprender com nossas decepções e frustrações e evitem passar por elas também! Permaneçamos multiplicando nossas orações por elas para que caminhem não sozinhas, mas, fortes e alicerçadas na educação e na orientação que demos nessa estrada da vida, sabendo que existe sempre um bom e um mau caminho e que elas tenham sempre a sabedoria de optar pelo bem!

10 comentários:

Alex Gomes De Melo disse...

Muito bom o seu texto meu amor! Mas eu ainda prefiro que elas sejam freiras!!!!!

Dayana disse...

Lindo amiga!
Que bom ver isso escrito preto no branco..rs
Assim já vou me familiarizando com essa tempestade já anunciada..rs
Como sempre recorro a voce mesmo!
Lembra das minhas dúvidas?quando elas eram pequenas?eu te perguntei:Jak eu não deixo as meninas mexer na geladeira e pegar o que quiser na hora que querem..to fazendo errado?É ai vc respondeu:Claro que não Day,vc que sabe o que ela devem ou não não comer e a hora que tem que ser..isso mw aloviou à alma!Obrigada!!!

Anônimo disse...

Aline Alves

Ai! Nem me fala isso!!
Meu filho é homem e ainda nem nasceu, mas já sinto uma dorzinha no coração só de pensar que um dia ele vai ir!!
Ah! Mas a mulher que ele escolher vai ter que ser muito boazinha pra ele ou o bicho vai pegar, rs.
Bjs meu amor

Alessandro Gradici disse...

Boa materia Jaque. Parabéns estarei sempre lendo e seguindo os conselhos e dicas.

Maria disse...

Minhas princesas são pequeninas, mas já estou sofrendo por antecipação... a Bel eu acho que vai botar o namorado na linha... Carol também me parece decidida e forte... rsrsrs mas a Esther é muito sensível... de qualquer forma namorado que fizer elas sofrerem entra na minha lista negra! E se acha que eu sou ciumenta, pergunta só ao pai das nenecas... rsrsrsrs ele vai responder o mesmo que o compadre: quer que sejam freiras! rsrsrsrsrs

Jaqueline Melo disse...

Sei que elas seriam lindas freiras meu amor e seria uma alegria muito grande, mas acredito que não seja a vocação delas!

Jaqueline Melo disse...

Ai Dayana, vc é uma querida! Não fiz nada demais, Deus permite que a gente se ajude e a vida fica mais fácil para todo mundo! Um beijo amiga!

Jaqueline Melo disse...

Aline, sei que vc será uma mãe maravilhosa, aliás, já é! Tenho certeza de que o Kadu será um homem de caráter como os pais e será o primeiro fruto dessa família linda que está alicerçada no sacramento do matrimônio!

Jaqueline Melo disse...

Alessandro, aqui no Blog eu já dei muitas dicas, mas existem também ótimas dicas de viagem, de praias, de culinária, de criação dos filhos,administração das finanças, moda, relacionamento entre os casais... Tudo que diz respeito a família é enriquecido com textos magníficos de colaboradoras do Brasil inteiro! Você se surpreenderá com o tanto de coisas legais que vai ler por aqui!

Jaqueline Melo disse...

Thereza, se elas fossem freiras não sofreriam de amor né? Eu compreendo essa posição deles, mas cabe a cada uma delas identificar essa vocação né... As minhas não apresentaram, mas quem sabe eu não teria uma afilhada freira? Seria maravilhoso! Enquanto ao ciúme, eu nem preciso falar que, assim como você, eu também tenho e é natural, apenas eu planejo que ele seja dosado (pelo menos eu tento). Um beijo grande comadre!

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