
Quando um filho se forma, seja no antigo C.A., no nono ano, no ensino médio, ou na faculdade, uma fase da vida dele fica para trás, e uma nova fase se inicia, com um gostinho de nostalgia e de dever cumprido, ao menos em parte.
As minhas filhas já passaram por muitas formaturas, e, com a graça de Deus, todas elas foram muito comemoradas e celebradas com muita alegria e com o sentimento de gratidão eterna ao Pai do céu que nos leva no colo quando mais precisamos, quando ficamos noites em claro com elas estudando e conquistando, junto delas, mais uma vitória e um canudo para colocar na estante, e enfeitar a nossa alma com toda felicidade de vê-las completando ciclos, e iniciando novos; mesmo com toda insegurança e com todo receio de não saber se elas irão ou não ter o sucesso esperado, ou se irão se apaixonar pela profissão pretendida ou se decepcionarão com a carreira escolhida, tudo isso, causa nelas, (e em nós também), um medo danado, dá um frio na barriga, e uma só certeza: de que cada passo que nossas filhas derem será guiado por Deus que ouve as nossas orações, como aquele que bate à porta de madrugada e não vai embora enquanto não for atendido.
Assim são as preces das mães pelos filhos, incessantes e constantes, para que eles possam seguir em frente, na vida deles, na carreira que escolheram e na família que formarão. Confesso que pensar no futuro me trás aquela dorzinha no coração em saber que a roda da vida e o seu real sentido é que elas se distanciarão pouco a pouco, porque assim nós, também fizemos com nossos pais; e quanto a isso, não há o que fazer, a não ser continuar como aquele andarilho batendo, e batendo à porta do Senhor para que Ele sempre guie, ampare, fortaleça e segure firme nas mãos delas e, quando precisar, as leve no colo para que elas nunca desanimem e nunca desistam dos seus sonhos, pois quando elas os realizarem, eu também me realizarei plenamente.
Louvado seja Deus pelo dom da vida dos nossos filhos e por todas as conquistas deles e nossas também!