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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

O Valor da vida – cada vez mais claro

...Que a vida não é só isso que se vê . É um pouco mais. Que os olhos não conseguem perceber... letra de Hermínio Carvalho


Li uma reportagem sobre uma nova técnica, criada por um brasileiro, que possibilita as mães, principalmente as que são cegas, a sentirem de forma concreta seus bebês, ainda dentro do útero.

Cada vez mais conseguimos, através da ciência, a provar o quanto são seres humanos, o feto, o embrião, ou seja lá como chamarem nossos bebês, antes de nascer.

Através dos exames de ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia computadorizada., ele transforma as imagens captadas em modelos matemáticos e, no último passo, viram modelos 3D com a chamada prototipagem rápida, que é a tecnologia para impressão tridimensional.
Utilizando uns programas específicos Lopes dá forma aos modelos 3D de fetos, que são impressos, camada por camada, em resina fotossensível e um composto a base de gesso.

Simplificando a história, a pessoa terá em mãos um boneco do tamanho exato do feto no momento dos exames e poderá já ir se apegando ao seu filho que vira em alguns meses.

O interessante é que este brasileiro foi apresentar seu trabalho, no Reino Unido, onde os modelos são usados para incentivar o apego da mãe em relação ao filho . Diferente do Brasil, onde o foco maior em relação à gravidez é tentar fazer com que mães e pais compreendam alguma malformação de seus bebês.

Como a técnica brasileira já está patenteada e os testes estão em curso, eles acreditam que em breve a prática poderá ser usada em larga escala, ajudando mães, pais e profissionais de saúde.

Mas o que podemos retirar disso tudo é que quanto mais o homem quer se enganar quando a vida no útero materno, mais ele chega a conclusão de que somos desde a concepção SERES HUMANOS de verdade, com corpo e alma.

É bom aproveitar uma reportagem desta e mostrar aos nossos jovens o valor da vida e a responsabilidade que surge no momento da concepção.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Brincadeiras infantis- Aproveitando as férias



Amarelinha Faz-se um desenho no chão com o seguinte formato: O primeiro jogador, joga a pedra no número 1 e com um pé só pula o 1 pisando no 2, 3 e 4 ao mesmo tempo, 5 com um pé, 6 e 7? ao mesmo tempo, vira e volta, quando chegar no 2 pega a pedra no 1 e pula fora. Depois joga no 2 e assim em diante. Não pode pisar na linha senão é a vez do outro.
# OBS: Bom para crianças de 4 a 10 anos Elefantinho colorido As crianças ficam em roda e uma delas fala: __ Elefante colorido! Os outros perguntam: __ De que cor ele é? A criança deverá escolher uma cor e as outras deverão tocar em algo que tenha esta cor. Se não achar esta cor o elefantinho irá pegá-lo. # OBS: Crianças de 4 anos a 10 anos Caixinha de surpresas

Antes de iniciar o jogo, escreve-se em papeizinhos várias tarefas engraçadas. Coloca dentro de uma caixinha.
Sentados em círculo, a caixinha irá circular de mão em mão, até a música parar. Quem estiver com a caixinha na mão no momento que a música parar deverá tirar um papel da caixinha e executar a tarefa. Continua até acabar os papéis. OBS: É preciso preparar esta caixa antes do dia, com: imitações de animais, cantar uma música, dar cambalhota, etc........

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Para férias – Uma festa Gaúcha

Quem sabe podemos aproveitar a garotada em casa e promover uma festinha por semana com pratos de várias regiões do Brasil.

Seria uma diversão e ao mesmo tempo seria uma forma de educar o paladar delas, para que aprendam a comer as mais variadas comidas que encontrarão por aí a fora, sempre que viajarem. Podemos também aproveitar para ensinar coisas das mais variadas regiões do Brasil.
Vou começar com uma homenagem aos gaúchos lá dos pampas!

Festa GAÚCHA
Cardápio:
Estas receitas podemos encontrar no site : Sabor do Campo - Com certeza são confiáveis, pois quem sugeriu foi um verdadeiro gaucho dos pampas.
Prato principal:
Arroz de Carreteiro
Churrasco
Roupa Velha
Puchero
João Trançudo
Feijão Mexido
Chivito - Eis a obra-prima: à moda uruguaia. Pão, maionese, molho de soja, bastante alface, bastante tomate, bastante pimentão verde, salsinha, cebolinha, orégano, chimichurri, ovos cozidos cortados em rodelas, carne frita e bacon com adobo.
Sobremesas


Arroz-de-leite
Doce de Abóbora
Figos em Calda
Mandolate
Sagu

Colocar uns lenços vermelhos no pescoço da garotada e ir para o quintal com banquinhos e churrasqueira. Toalha colorida na mesa e muita animação. Não pode faltar uma musiquinha de fundo. Quem não tem quintal, improvisa no Play do edifício, vai dar água na boca de muito vizinho.
Uma sugestão para ouvir:
Luiz Marenco - Batendo Água - Chamamé clássico do Marenco, cantando em Pelotas.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 3)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.
Todas as SEGUNDAS teremos as respostas da Dra Mannoum
Saber dizer Não:
1 - E.A. diz: Dra, por favor, me aconselhe, pois mudamos para Curitiba há 4 meses e meu filho de 17 anos, teve um ataque de tristeza e me implorou para voltar para Natal de onde viemos, dizendo que estava infeliz aqui e com saudades da namorada que namorava há 1 ano e meio.Depois de muito choro meu e dele, eu o deixei ir para morar com minha irmã, mas agora sofro muito pois acho que tomei a atitude errada, pois desde pequeno, toda vez que via ele chorar, eu fazia o que ele queria,sempre agi assim pois não suporto ver meu filho sofrer. Que devo fazer se acho que agi errado? Quero-o de volte. Estou sofrendo muito, apesar de ele estar bem já e sempre falar comigo, o lugar dele ao meu lado. Sinto como se tivesse perdido meu filho. Responda por favor, grata.
RESP: Olá B., faça o que seu bom senso está a sugerir e peça ao filho que venha para junto de vocês onde é realmente seu lugar.
Antes disto, reflita bem na sua atitude, para que não fale o coração, mas refletindo no que seja melhor para ele e não para você.
Considere que ele quis ir por se sentir infeliz longe da namorada.
Esta argumentação aos 17 anos faz sentido, mas é preciso que se ponderem bem os prós e os contras. Se ele sempre teve seus desejos atendidos através das lágrimas, reveja bem como tem sido sua atitude como mãe até hoje e como pretende agir doravante.
Não é verdade que o sofrimento faz parte da vida de todo o ser humano? Compete aos pais ajudar os filhos a suportar com fortaleza os pequenos desgostos do dia a dia, com um sorriso ainda que através das lágrimas se for o caso, para que se tornem adultos firmes que não se entreguem, não desanimem, nem se deprimam ao menor contratempo.
Anime-se você mesma, fortaleça suas decisões, prepare-se para ser mãe que sabe dizer não e porque com serenidade e então chame de volta o filho, explicando sua atitude. Não o chame porque tem saudade - faça-o ver a importância de viver em família, que seja grato à tia por acolhê-lo, mas que ele tem um lar e que se prepare bem para um dia ter condições de formar o seu próprio. Continuo a seu dispor - há muitas outras considerações que não cabem neste nosso contato, mas acredito que você mesma chegará a elas, com suas reflexões. Meu abraço, Mannoun

Qual é o limiar entre adolescente e adulto?
2 - A. S. diz: Dra Mannoun gostaria de saber se na adolescência final o adolescente já tem a mente de um adulto? Meu filho tem 18 anos e completa 19 este ano, mas ainda acho-o muito indeciso, com muitas dúvidas e manias de adolescente. Isso é normal? Quando deixa de ser normal?
RESP: Boa tarde! Olá, A., é muito delicado dizer quando começa e quando termina a Adolescência em termos de idade ou de prazos. A puberdade ( mudanças biológicas ) é bem mais precisa. Aos 18/19 anos em geral já se está bem mais para adulto, embora as características pessoais pesem bastante. Seu filho é único? Como tem sido seu modo de ser desde a infância, inúmeras questões necessitariam ser respondidas. Tenha calma, fique tranqüila, não se aflija, procure que seu filho tenha ocupações concretas, sem mimá-lo e sem deixar de dar atenção procurando ajudar nas dúvidas e orientá-lo a que busque conversar com adultos de confiança que esclareçam o que ele necessitar. Não seria normal se aos 18/19 anos ele ainda não soubesse (ao menos com certa clareza) qual o sentido a dar à sua vida, estudos, trabalho, metas, amizades, religião, etc. Fico a seu dispor, Mannoun

Ameaças de morte ou grito de alerta?
3 - L. diz: A minha filha vive ameaçando que quer morrer, como devo agir, eu fico sempre morrendo de medo e nem tenho mais coragem de deixá-la sozinha em casa.
RESP: Bom dia, L., precisaria receber de sua parte mais informações para poder dizer algo. Não sei a idade de sua filha, se é única ou se tem irmãos e qual a sua posição entre os irmãos, primogênita, segunda, terceira, qual a escolaridade.
Por quê? Pelo fato de que estes dados orientam quanto à atitude a ser tomada. Pode repassá-los para mim, por favor? Aí voltaremos ao assunto, ok? Enquanto isto se acalme e acalme-a, levando-a a uma consulta com o médico familiarizado com vocês e de sua confiança e - na presença dela- comente a situação. Meu abraço, Mannoun

Paixões dos jovens, passageiras?
4 - C. R. diz : Dra Mannoum, é verdade que um adolescente se apaixona até 70 vezes por mês? Isto é uma característica do adolescente?
RESP: Olá, C., não sei se são 70 às vezes em que um Adolescente se apaixona por mês, mas realmente, estão sempre apaixonados - o que é interessante e sinal de ser bem Adolescente... Faz parte, sim, da Adolescência e devemos aproveitar para direcionar bem e com Valores, sua afetividade, sua generosidade e capacidade de doação e solidariedade, encaminhando-os a - por exemplo- um trabalho voluntário em beneficio de outrem. Meu abraço, Mannoun

Como namorar?
5 - A. L. diz: Dra como podemos falar com nossos filhos sobre como agir nos namoros, sobre gravidez e sobre aborto? Esta tudo tão comum e natural entre eles e nos acham sempre caretas. Como vamos convencê-los de que devem se cuidar mesmo?
RESP: Senhor A. , tem razão ao expressar " que está tudo tão natural e comum entre eles " , mas eles esperam de nós, adultos, especialmente dos pais uma palavra clara e posições firmes, mesmo que nos achem " caretas ". Só acharão, mas o que desejam mesmo é que lhes sejam propostas metas concretas ainda que lhes sejam custosas e difíceis.
Assim sendo, reveja com sua esposa, quais os valores de sua família e depois, em unidade de corações e metas, conversem com os filhos. Um a Um, não em grupo. Olhos nos olhos, coração a coração, orientem de acordo com seus valores, que não sei quais são.
O senhor fala " em convencê-los a se cuidar " e para mim, cuidar é cultivar a dignidade do ser humano, respeitando-se a si mesmo e ao outro em qualquer circunstância, sabendo esperar, vendo no caminho do matrimônio a plenitude que vale a pena quando se deseja chegar a uma vida de entrega e de união.
O aborto sempre foi, é e será um crime- não importa a denominação com que o mascarem por aí. Espero ter levado uma resposta e fico às ordens, Mannoun

“Esperar ou não esperar, eis a questão!"
6 - F.M.B. diz: "Esperar ou não esperar, eis a questão!"
Sou mãe de 2 filhas adolescentes, 18 e 22 anos. Quando elas saem à noite, com amigos ou namorados, sempre espero elas chegarem em casa. O horário é previamente marcado, às vezes telefonam para prolongar a saída, mas o dia seguinte é dia de trabalho, de acordar cedo. A opinião de meu marido é que não esperemos. O que você acha?
RESP: Olá FMB, considerando que seus filhos já tenham recebido dos pais a orientação quanto ao modo de ser da família, você e seu marido podem combinar, por exemplo, esperar uma vez, outra não, quando a saída for prolongar-se mais do que o combinado.
Para os jovens, a noite começa quando os pais já se vão recolher e os compromissos do outro dia não serão adiados para mais tarde porque os filhos chegaram às tantas.
Volto a sugerir que alternem às vezes da espera e não espera e que combinem com os filhos as saídas para as sextas, sábados, véspera de feriados e excepcionalmente outras noites durante a semana. Que acha? Fico à disposição para pensarmos outras soluções. Um abraço, Mannoun

Domingo, 5 de Julho de 2009

O namoro – Um conto sobre o nosso cotidiano.


de Ariovaldo Esteves Roggerio. Conto registrado na Fundação Biblioteca Nacional

Transcrevo aqui um texto muito bom que vale a pena conferir na íntegra:

Verinha regressa da escola com ar de mulher fatal. Tem um brilho nos olhos, que esconde algo de mau. Joga os cadernos na poltrona e diz à mãe, que põe a mesa do almoço:
— Mãe, um menino da minha classe me perguntou se eu queria ficar com ele! Posso?!
...
— Que idade ele tem?!
— Nove anos.
Pasma, Lídia hesita sobre o que responder à filha de oito anos, e pensa por onde andam as coisas: viu namoro precoce na televisão e ouviu falar de alguns casos, mas não formou opinião sobre o assunto, pois não o imaginara batendo à sua porta.
A menina aguarda a resposta. Com receio de ser antiquada e não compreender a evolução dos tempos, a mãe coloca em dúvida suas convicções sobre o assunto, e afasta o mau pressentimento que lhe veio à cabeça. Então diz:
— Po...pode sim, filha... Mas só com ele!
Oferecida a resposta, a mãe retorna aos afazeres domésticos sem a tranquilidade de sempre. Remói aqui, remói ali; projeta uma coisa e outra, acrescenta uma pitada de futuro e perde a paz. Almoça só, pois a menina espirrou com o prato para diante do aparelho de televisão do próprio quarto. Lídia, inquieta, atravessa a tarde. À noite, mal chega o marido do trabalho, diz-lhe à queima-roupa:
— Beenhê, a Verinha me perguntou se podia ficar com um menino da classe dela! Que acha?
— Ficar! O que é isso?
— É uma espécie de namoro relâmpago, sem compromisso de estabilidade: hoje com um, amanhã com outro...
— Ah, ah, ah... Essa é boa! E o que você respondeu?
— Disse que poderia, mas só com um! Achei que assim seria mais fácil controlar.
— Bem, então está resolvido... Querida, você comprou cerveja pro jantar?
— Comprei.
— Boa! Hoje tem jogão de bola na tevê.
Amanhece outro dia. Lídia acorda com a angústia ainda aninhada no peito e a permissão dada à filha entalada na garganta. Enquanto prepara o café da menina, que se apronta para a escola, julga ser o marido, que partira para o trabalho, um avoado ao não pressentir o vírus que penetrou na filha, e pronto agirá após a fase de incubação. O que fazer? Desautorizar a menina sem argumentos convincentes? Tarefa impossível; Verinha sabe defender suas posições e contra-ataca com respostas certeiras e infindáveis perguntas que acuam em cheque-mate. Como traduzir à filha as razões de tanta inquietação?
Enquanto observa a menina a tomar o café, Lídia desliza entre os dedos, feito leque que abre e fecha, as páginas do livro que em vão tenta ler. A dança das páginas quebra o silêncio da sala e prendem os olhos da pequena. A mãe, sem saber como abordar o assunto do namoro, busca um pouco de paz convencendo-se de que exagera na apreciação da situação; que nada acontecerá a apenas duas crianças; que tal relacionamento será inconseqüente. Sua testa se franze em tais pensamentos. Diz para si:
—... Daria um montão de razões para impedir esse namoro; mas serão sustentáveis hoje em dia? Seria injusta se a proibisse?
Em tais conjecturas, soa a buzina da perua escolar em frente ao prédio. Verinha despede-se da mãe e corre até o elevador. Súbito, Lídia lança uma pergunta:
— Filha, e o que você fará ao ficar com ele?
— Ah, mãe, farei o que as minhas amigas fazem: beijar, abraçar e outras coisinhas. Tchau! — penetra no elevador.
E lá se vai para a mãe a relativa paz conseguida instantes atrás:
— Meu Deus, o que fazer?
E num movimento de desolação, Lídia cerra fortemente as pálpebras e debruça o rosto sobre os braços cruzados na mesa. Sente abaladas suas convicções:
— Tá tudo errado o que aprendi dos meus avós, e que ainda guardo no coração? Porcaria de dúvida...
Em meio a angústia vem-lhe a inspiração que a faz levantar repentinamente a cabeça:
— Mariana! Ela poderá me ajudar! Conheço algumas de suas filhas; e se são ótimas não é por acaso!
Animada a buscar conselho — dizem que é o primeiro ato da prudência —, Lídia corre ao telefone e conversa brevemente com Mariana, que entende o problema e se dispõe a ir visitar a amiga em seguida. Mas Lídia facilita as coisas indo ela a casa de Mariana, na Rua Santo Antonio. Chega às dez da manhã e, enquanto acrescenta outros detalhes ao relato antecipado no telefonema, é servida de chá. Por fim, diz:
— O que está acontecendo com as crianças, Mariana?

Para continuar a leitura basta entrar no Site Família em Contos

Sábado, 4 de Julho de 2009

Prematuros – Filhos guerreiros

Quem já teve um bebê prematuro entende o que estou dizendo. A criança aprende a lutar desde o momento em que nasce; luta pela sobrevivência e luta com as armas que tem: a forma como foi gerada. É maravilhoso ver o progresso dia a dia de um bebê prematuro.

Vocês devem se perguntar: “Você também teve um bebê assim?” – pois é, tive uma prematura. Dizem que as meninas prematuras são mais fortes, mais resistentes, se é lenda eu não sei, só sei que a minha era um “saquinho de açúcar, com pouco mais de um quilo e uma guerreira de valor. que em um mês conseguiu ter alta com apenas dois kg.

Depois de ter 8 filhos em tempo, veio esta, com 7 meses e meio e tive que reaprender a cuidar de um. Desde o alimentar, o segurar no colo, o banho... Tudo tinha que ser com muita paciência (virtude constante para uma mãe), muita boa vontade, muito carinho, tudo em quantidade aumentada para suprir o tempo que não podia ficar junto dela. Ela ficou numa UTI neonatal, onde não podíamos passar a noite e eu como mãe sempre ficava até ser expulsa com todo carinho pelas enfermeiras.

Outra pergunta que já ouço é: “E os outros filhos como ficaram sem seus cuidados?” – Ficaram como podiam, é claro que abalou um pouco a todos, mas a situação do momento era recuperar a prematura, o restante depois íamos resolvendo no seu devido tempo. O pai também sempre muito presente, ia fazendo com que os outros não ficassem sem atenção.

Como vivi um mês dentro de uma UTI, presenciei muitas cenas de cortar o coração e passei a conhecer problemas de bebês que nunca tinha imaginado. O sofrimento ali dentro é real, constante e de certa forma propicia as pessoas a se apoiarem uma nas outras. Tinha criança que a 7 meses, ainda estava se recuperando das seqüelas do nascimento prematuro, o que não era nada fácil para a família também. Mas todas tentávamos passar para nossos bebês uma alegria por cada progresso que faziam.

Ao chegar pela manhã íamos logo ver a lista dos pesos e vibrávamos com cada dez gramas que ganhavam ou até por não ter perdido mais nenhuma. Cada resultado de exame feito pela equipe médica que tinha resultado positivo, curtíamos demais. A alegria era geral uma pelas outras.

Eu e as mães de outros prematuros criamos uma boa amizade que permaneceu mesmo depois das altas de cada bebê. Pudemos ver nossos filhos crescerem saudáveis e se desenvolverem como os outros que nasceram com peso normal.

Para ter uma idéia das novidades de um prematuro, Imaginem que o banho era em banheirinha tipo de boneca Barbie. A alimentação inicialmente era por sonda, eu retirando leite com uma maquina elétrica que só chamava de “ordenheira”. E depois, aos dois meses dela tive que contratar uma fonoaudióloga para ensinar a mim e a neném a amamentação direta no seio. Foram meses difíceis que vivemos em casa, mas valeram à pena. Ela aprendeu a mamar no peito e mamou por um ano inteiro.
O que com certeza absoluta ajudou bastante para crescer mais saudável.

Um bebê prematuro, quase sempre precisa de estímulos para desenvolver-se melhor, e a nossa prematura teve um “Staff” de irmãos para deixá-la rapidamente com o mesmo preparo físico de um bebe de tempo normal. Todo este apoio de todos em casa foi fundamental para o crescimento sadio da nossa filha, sem ficar com nenhuma seqüela.
Filhos . . . Filhos? - Vinicius de Moraes
Melhor não tê-los!

Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Porém que coisa

Que coisa louca
Que coisa linda Que os filhos são!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Déficit de atenção – Precisa de um bom diagnóstico


É muito difícil atualmente saber ao certo quem tem déficit de atenção e hiperatividade, e de diagnosticar em crianças pequenas. Esta sendo comum dizer que uma criança sem limites, mal - criadas, tem TDAH. É fácil rotular; bem mais fácil ainda que educar.

A psicóloga Ana Cássia Maturano, no Globo, nos diz que o “Distúrbio tem características semelhantes a outros transtornos.Desatenção e hiperatividade são comuns em crianças”.

Já a psicóloga Lyh Teixeira complementa dizendo que “principal origem do TDAH está na hereditariedade e cujas características são a falta de controle sobre a atenção, a impulsividade e a atividade motora”
EXPERIÊNCIA VIVIDA

O que sei sobre o assunto foi viver isso em casa com uma filha e através do tratamento dela pude concluir que se houvesse este tratamento quando eu era criança, também deveria ter o mesmo diagnóstico.Mas sem saber vivi até agora conseguindo levar uma vida satisfatória e feliz.
As dificuldades pelas quais passei, foram úteis e me fizeram aprender a conviver com minha agitação de forma bem produtiva. Sempre fiz duas coisas ao mesmo tempo, sem que isso fosse um incomodo.

Por exemplo: Dirigia o carro, falava com as crianças, brincava, e ainda nos sinais, aproveitava o tempo fazendo as unhas! E mesmo sozinha no carro sempre aproveitei o tempo para ir rezando um terço, só assim me concentrava tanto na direção como no terço rezado alto.
Mas a convivência com um hiperativo com déficit de atenção, nem sempre é um mar de rosas. . Muitas vezes é preciso que sejamos mais exigentes com eles, não permitir que percam as noções dos limites.

Mas pela minha experiência no caso, posso garantir que os com déficit de atenção e também alegres por temperamento, conseguem se sair bem melhor do que os pessimistas e com baixo estima. Aliás, a alegria na forma de viver faz bem a qualquer um e contagia sempre de forma positiva a quem esta a seu redor.

Hoje existe tratamento para o problema, com remédios adequados e já classificam os TDAH em níveis e isto ajuda muito, mas o que mais ajuda é a pessoa se conscientizar de que tem que por empenho, criar artimanhas para se sair bem nos estudos e nas tarefas do dia a dia.

O uso de uma agenda é importante, fazer listas de atividades a cumprir por semana e buscar ordem com seus objetos pessoais também ajuda.
O quadro de TDAH tem características que o definem, mas que podem também ser encontradas em outros transtornos. Uma criança desorganizada, estabanada e que não consegue ficar em uma atividade por um longo período de tempo, passando de uma para outra sem terminar nenhuma, nem sempre será o caso de uma TDAH. Será preciso observar outros fatores também importantes para se ter o diagnóstico certo.

Muitos acham que seu filho ou sobrinho tem esse transtorno. Afinal, ele é tão agitadinho?! Ora, é preciso tomar cuidado na hora de fazer considerações desse tipo. A maioria das crianças que conhecemos tem essas características, principalmente as mais novas. Mas muitas delas o que tem é uma educação sem limites, sem muito afinco por parte dos pais

O mais importante é sempre que tivermos um caso deste na família é levar a um bom especialista, neurologista, que vá fazer uma série de exames para ter o diagnóstico correto e aí sim, iniciar um tratamento de acordo com o grau de deficiência de cada um.

Estou sugerindo um livro, para quem se interessar pelo assunto, que foi de grande ajuda para mim quando comecei a ver o assunto com minha filha.

NO MUNDO DA LUA - Dr Paulo Mattos
O livro trata de crianças, adolescentes e adultos que têm dificuldade de atenção que parecem estar sempre pensando em outra coisa quando se fala com eles, quando estão estudando ou lendo quando estão trabalhando, enfim, em uma grande variedade de situações. Aborda os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e fornece algumas orientações para quem tem ou lida com este transtorno.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Antecipar ou remediar?

Acredito ser a preocupação de muitos o assunto da gravidez na adolescencia, mas o que importa de fato é darmos aos nossos filhos condições para saberem discernir entre todas as opções que surgem na frente deles qual é a que devem optar.
Não adianta só mostrarmos o quanto foi mal este ou aquele amigo nas tais circunstâncias, o que adianta é darmos a eles matéria concreta que sirva para usarem no momento em que terão de decidir.
Por isso estou sugerindo um filme que encontrei no youtube.
Este filme mostra a iniciativa real de um jovem para ajudar de forma concreta a outros povens a valorizar seu corpo.
Este rapaz, Jason Evert, fala de forma bem clara e simpática sobre antecipar-nos aos problemas.
Com este trabalho dele, em escolas e outros lugares já conseguiu mostrar a muitos jovens como lutar para se vencer e se dar o devido valor de ser humano.


Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Para quem tem pouco tempo - exercício ou diversão?


Conheci este objeto há poucos dias e estou tentada a comprá-lo.
Parece um bom equipamento para quem tem problemas de tendinites e musculares por conta de uso excessivo do computador.
Mas pude constatar que ele pode servir também para quem tem que ficar com o bebê nos braços por muito tempo e acaba ficando com aquelas dores desagradáveis. Um produto simples, mas que ajuda bastante. E o melhor é mecânico, não precisa de pilhas.

Meu filho que trabalha o dia inteiro com computador, fazendo várias programações e usa esta PowerBall e me garantiu que esta sendo muito bom e melhorando de imediato as dores da tendinite.

Devem-se fazer uns 10 minutos por dia de exercício. E ele gasta calorias também, a bolinha chega a pesar 7 kg e se girar muito rápido gasta mais calorias. E faz o braço ficar mais forte.

O que é um Power Ball?
Power Ball é um giroscópio extraordinariamente preciso, projetado e construído com recurso de materiais de alta qualidade. Consiste numa sólida esfera, com um rotor de elevada velocidade, instalado no seu interior.
Como funciona?
Este rotor é colocado em movimento através da utilização de uma corda, ou simplesmente com o dedo, e acelerado com a rotação do punho. Não contém qualquer motor ou baterias, e toda a energia produzida é gerada por você! Quanto mais forte for, mais rápido conseguirá fazer a sua Power Ball girar! E quanto mais rápido conseguir girar o rotor interno, mais inércia criará e mais resistência sentirá nos dedos, mãos, punhos, braços e ombros.

Acredito que valha também o uso por quem tem hiperatividade. Seria bom fazer uma pesquisa e verificar com o neurologista a possibilidade de usá-lo como forma de gastar energia.

Achei que tem um custo um pouco elevado para o que é sem desmerecer o objeto. Existem de vários preços e com vários complementos, desde R$100,00 a R$700,00.

A cada dia surgem tantas novidades que só mesmo a internet para nos deixar mais “antenadas” com tudo que aparece.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Porque muitos casamentos fracassam?

"Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira". - Leon Tolstoi na obra Anna Karenina

Não tenho nenhuma receita de bolo sobre o assunto, mas ao ler esta frase de Tolstoi, fiquei pensando em tantas famílias que estão se dividindo e nos muitos casamentos destruídos e nas razões de tudo isso.

Porque muitos casamentos fracassam? Quais são as causas?

Pensando nisso me veio à idéia das construções modernas, casas criadas para resistirem aos terremotos. Muitas pessoas capacitadas criaram construções à prova de abalos sísmicos. Puseram empenho e desenvolveram uma estrutura capaz de resistir, de superar as dificuldades. E porque nós também não fazemos da mesma forma com nossos casamentos.
Falo também as jovens, aos que estão se preparando para o matrimônio, a todos os que buscam construir uma família. Porque não levar a sério, como fazem os especialistas em construção em regiões de risco? Criar novas estruturas para que as famílias resistam às intempéries da vida?

Quais os pontos importantes para esta nova construção que resista mais aos tempos modernos:

* O namoro – tempo para conhecer – este tempo de conhecimento mútuo da personalidade, dos ideais, do temperamento. Quando este tempo é mascarado por um relacionamento que seria próprio do tempo de casados - morarem juntos, relação sexual, etc. - não há foco para conhecer a outra pessoa.
* Como encarar o casamento  Casar pensando que se colocará todo empenho para dar certo, ambos! Casar já prevendo que não será para sempre, é um passo para o insucesso. .
* Amar é conhecer cada vez mais o outro Pensar mais no futuro dos dois juntos, o que planejam para a família que estão começando. Não pensar mais sobre a festa que o caráter de ambos.
* Aceitar o outro como é   Não casar pensando que vai conseguir mudar a outra pessoa num defeito grave de caráter. As pessoas mudam, sim, mas não pensar que só com o casamento esta mudança acontecerá. Antes de casar, avaliar se este defeito não faz este relacionamento inviável.
* Sustentar o casamento neste amor verdadeiroe não apenas no sexo. O tema mais difícil, visto que só se fala nisso atualmente e faz com que tudo gire em torno de sexo, e de parâmetros de beleza quase inatingíveis. O sexo é muito importante dentro do casamento, é a complementação do amor humano. Mas ele sozinho não sustenta o casal. Precisa-se de uma cumplicidade total para resistir a todos os abalos que vão surgindo ano após ano.
*Ter muitas coisas em comum Objetivos, sonhos, desejos, conta bancária, detalhe que parece bobagem aos olhos de muitos, mas que na verdade é uma maneira de expressar a confiança um no outro, tudo que é meu é teu - Confiança.
Ao construir a família com esta estrutura mais sólida, mais “lapidada”, mais estudada, para resistir e com certeza terá mais chance de permanecer firme por toda uma vida.

Sem deixar de dar a nova família uma fé, pela qual seus membros irão estar unidos também e será um ponto importante de “liga” nesta estrutura firme.

Nos meus 35 anos de casamento, já passamos muitas situações maravilhosas e outras tantas bem difíceis, mas tudo foi vivido com o casal bem unido. O saber que um sempre poderia contar com o outro, nos fez fortes e confiantes de que sempre tudo terminaria bem com a graça de Deus. A felicidade esta nas pequenas coisas construídas a cada dia e na certeza de termos um objetivo muito maior para estarmos sempre juntos: a felicidade eterna.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 2)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Quando as meninas menstruam.


1 – Anon. Diz: A segunda menstruação de uma adolescente pode atrasar? Minha filha tem 12 anos e teve uma menstruação de depois ainda não veio outra.

RESP: Até os 16 anos é comum que as meninas não tenham uma menstruação regular: pode vir muitas vezes no mesmo mês, falhar, vir " pingadinha" . Isto porque seus ovários estão iniciando uma atividade nova e podem entrar aos poucos em ritmo regular. Importa que ela aprenda a tomar nota do dia em que a menstruação acontece num calendário e sucessivamente anotar as outras datas de acordo com a ocorrência, par saber contar de quantos em quantos dias sua menstruação acontece. Isto se chama “ciclo menstrual " e ajudará que ela aprenda a saber como seu corpo funciona..Outras dúvidas, estou às ordens.

Filho com corpo bem definido.

2 – A. diz: Qual a dieta saudável para um rapaz de 14 anos que quer ter um corpo definido? Meu filho vive dizendo que eu não faço uma boa refeição pra ele e por isso ele esta balofo. Mas na rua ele come de tudo.

RESP: Ouça A., vale a pena uma consulta com Nutricionista para que mãe e filho se organizem quanto à alimentação, cardápio, horários, alimentos necessários a esta etapa do crescimento. Ajuda muito a gente saber o que é importante e o supérfluo, também quanto a alimentação saudável, não acha? Um abraço, Mannoun

Um filho com TDAH - existe?

3 – MR diz: Qual a sua opinião sobre o TDAH? Tenho um filho de 15 anos que foi diagnosticado aos 12 anos. Ele possui um Q.I. alto, mas não consegue ser organizado e não consegue estudar o que não tem interesse. Lê muito... Suas notas sempre foram excelentes,..... mas quando entrou no FUNDAMENTAL II a exigência de rotina e estudos se fez necessária e com isso ele repetiu o ano. Ele possui todas as características de TDAH, mas não é hiperativo e não apresenta o transtorno de oposição. O pai não entende, diz que é "vagabundagem" e ultimamente ele apresenta todos os tiques nervosos na semana de prova. Fica nervoso ao fazer as provas e se acha incapaz. Já o tirei de uma escola tradicional e coloquei numa alternativa, mas mesmo assim as coisas não melhoraram. Não sei o que fazer...

RESP: Olá, M., há bastantes informações hoje sobre TDAH, uma entidade bem definida, TRATÁVEL, controlável perfeitamente por bons Neurologistas. Se ele já tem um diagnóstico, pergunto se faz tratamento. Muitos pais se afligem com a medicação, dão ouvidos a leigos que contam mil histórias e se descuidam de seguir à risca o que o profissional recomenda.
Os Neurologistas lidam muito bem com o TDAH especialmente se vocês moram no Rio. Há excelentes profissionais a quem podem recorrer e sugiro que o façam com a maior rapidez para poupar seu filho e a família de sofrimento evitável e o seu marido ter explicação concreta do TDAH e saber lidar melhor com o filho! Não se aflijam - ajam com presteza e verão que alegria terão com os resultados. Um abraço e boa sorte! Mannoun

A virgindade

4 – T. diz: Eu queria saber se tem como a pessoa descobrir que ainda é virgem quando for ter relações?

RESP: Olá T., a pessoa deve saber - ela mesma se já teve ou não relações sexuais. Caso tenha dúvidas de ser ou não virgem, como diz, o mais correto é recorrer a uma ginecologista, fazer uma consulta e esclarecer todas as dúvidas.
Fico às suas ordens, Mannoun

Rivalidade entre mãe e filhas:

5 – A. diz: Gostaria de perguntar o porque das filhas adolescentes ficarem com tanta implicância com a mãe? E achar que a mãe agora não sabe mais nada? Como recuperar a imagem com a filha?

RESP: Olá A, sua imagem de mãe não está necessitando ser "recuperada", fique tranqüila ! As filhas geralmente implicam e até por vezes " batem de frente " com as mães, na etapa de identificação com a figura feminina e de certa forma, rejeitam esta necessidade mas isto passa por volta dos 17/18 anos, quando serenam e descobrem seu papel e sua identidade.Quase todas as mães de meninas passam por estes momentos porque são os modelos dos filhos e é então que devem mais estar disponíveis, próximas, serenas, sem aflições no seu papel de mães, seguras de sua feminilidade .
Sorria e tenha calma- adolescência é uma fase da vida, não é a vida... Meu abraço, Mannoun

O piercing em adolescente

6 - C. diz: O que você me diz sobre uma adolescente colocar um piercing no umbigo? Ela tem 14 anos e esta fazendo uma enorme pressão para colocá-lo. Eu sou pai separado e ela fica jogando este assunto de um para outro.

RESP: Boa tarde, C., este modismo do piercing é uma das formas de identificação entre alguns Adolescentes, mas também manifestação de rebeldia, de desejo de chamar a atenção. Converse com a mãe e cheguem a um acordo se consentem ou não para não se deixarem manipular pela filha.
M edicamente não é aconselhável - especialmente no umbigo, por ser porta de entrada fácil para infecções, dependendo também bastante de quem faz e onde é feita esta colocação do piercing.
Volto a insistir em que pai e mãe devem ter uma e mesma posição quanto ao que decidirem, não só neste assunto, mas em todas as reivindicações dos filhos pois que estes necessitam ( e esperam e desejam ! ) firmeza e carinho na educação. Continuo a seu dispor, Mannoun

Domingo, 28 de Junho de 2009

O Fim e o Princípio - Eduardo Coutinho

Há uns dez anos atrás, sei que vou ser crucificado pelo que vou falar mas vai mesmo assim, o cinema brasileiro era algo intragável. Com raríssimas exceções só havia lixo.
No entanto como diz o cumpanheiro Lula, nunca-antes-na-historia-deste-paiz o cinema brasileiro prodziu tantas coisas interessantes, obviamente que o cumpanheiro não é o responsável por isto. Uma nova geração surgiu e tanto no campo de documentários como no campo da ficção surgiram obras de bastante peso e atraentes.
Um destes novos, talvez não tão novos, diretores é o Eduardo Coutinho. Especializado em documentários, em sua obra: O fim e o princípio, Coutinho se supera.
Ambientado no sertão da Paraíba, mas inspirado na idéia de Euclides da Cunha: "O Sertanejo é antes de tudo um forte.", Coutinho com uma câmera dinâmica mostra como vivem os brasileiros do semiárido. Focando nas pessoas e não em questões sociais O Fim e o princípio é um emocionante relato de histórias de vida e da filosofia popular dos brasileiros do sertão.

Vale a pena passar para as crianças a partir dos 10 anos!

Sábado, 27 de Junho de 2009

Sempre uma emergência

por Ana Luiza Oliveira

Aprendi quando era criança que as coisas mais complicadas só aconteciam quando não se podia.
Quando os pais viajavam, quando era para estarmos na cama dormindo, ou até mesmo numa simples brincadeira quando, mamãe estava na sala ao lado numa reunião com amigas. Por isso, já tive alguns dos acidentes citados em outros momentos nesse blog.

Mas, mesmo sabendo dessa fatídica teoria de que as coisas complicam sempre nas horas erradas, resolvi seguir com meu sonho de infância e me tornar médica. O que eu não sabia, é que com essa escolha entenderia e vivenciaria o sentido real desta teoria...

Durante alguns plantões na emergência de um hospital público do Rio de Janeiro, pude constatar que tem algumas frases que nunca posso nem pensar em falar: 

1)
Hoje tudo está calmo. 
2) Devo conseguir sair mais cedo.
3) Pode ir... 

4) Eu termino aqui... 
5) Que bom que está chovendo, ninguém vai ao médico com chuva (nesse exato momento o sol aparece e a emergência lota como nunca).



Um dia numa emergência pode ser bem desordenado. Ainda mais quando uma fila de pacientes não para de crescer, uns querem ser atendidos na frente, outros não querem seguir a conduta ideal, há poucos médicos para o atendimento, não há entendimento de uma equipe de profissionais com a outra e há falta de recursos em alguns locais de trabalho.

Dessa forma, a rotina com muitos irmãos e com a casa sempre cheia até que foi de grande ajuda para conseguir contornar esses momentos de tensão. 

Pois, numa família numerosa a convivência pacífica deve ter por base algumas virtudes para que haja pelo menos uma tolerância entre todos. Não digo que tudo é pacífico aqui, mas imagino que seria muito pior sem algumas coisas aprendidas desde pequena.

Aprender a: ter paciência quando se quer estudar e tem uma televisão alta ligada por perto ou quando se quer falar algo numa refeição, mas já tem mais de 5 falando; a deixar a casa sempre organizada mesmo sem esperar visitas; a tolerar alguns imprevistos ocorridos, principalmente em viagens com muitas curvas levando a empurrões, enjôos dos irmãos menores...; entre outras coisas que foram importantes para conseguir driblar hoje em dia o caos de uma emergência.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Profissão – A escolha dos filhos


É natural que o jovem chegue ao segundo grau, ensino médio, com muitas dúvidas a respeito de qual será a profissão para seu futuro.

Muitos crescem dizendo que querem ser: médicos, engenheiros, advogados, jornalistas, mas ao verem a gama enorme de profissões que existem, ficam completamente confusos.

A profissão é uma vocação e sendo bem escolhida torna-se um vínculo pessoal para toda vida.
É importante que nós pais coloquemos nossos filhos bem a vontade para sua escolha profissional, porém é bom ajudá-los orientando-os, mostrando a realidade para cada curso que escolham.

Uma coisa boa a se fazer é – quando eles chegam e nos dizem que querem ser isto ou aquilo – pesquisar a respeito e passar para eles a realidade da sua escolha. Isso muitas vezes vai reforçar a escolha e em outras vai fazê-los mudar de opinião e saírem a busca outra vez.

Uma boa dica é entrar em sites de universidades e passar para o filho a grade curricular de curso que ele escolheu, deste modo ele vai se deparar com a realidade de matérias que vai cursar por pelo menos 4 a 6 anos pela frente.


Existem testes vocacionais que ajudam na escolha e também existem palestras em vários centros universitários que também mostram a realidade de muitas profissões.
Tudo isso contribui para que façam uma boa escolha e bem consciente.

Todas as profissões são nobres, porém é preciso que saibam que ao escolher uma estarão abrindo mão de todas as outras, porque toda escolha é assim: Exige renúncia de muitas outras coisas. Decidir sem emoções é importante porque é para toda a vida de cada pessoa.

Uma pessoa decidida, determinada, fiel, na profissão, será também assim na vida familiar.

Quando nos deparamos com um candidato a trabalho com uma carteira de trabalho com muitos empregos registrados de ano em ano, já deixa o empregador de orelhas em pé. Esta pessoa pode ser inconstante e isso não é bom para nenhuma empresa.

As virtudes que desenvolvemos em nossos filhos desde pequenos, afloram nesta idade, onde as decisões passam a ter um peso definitivo ou prolongado em suas vidas. Como a da constância, lealdade e perseverança. É necessário começar e ir até o final em suas escolhas profissionais, dentro do curso universitário que escolham, a menos que isso agrida muito o jovem; se esta decisão foi bem trabalhada, escolhida e estudada, não fica difícil permanecer no curso até o seu final.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Fraldas: Do pano ao high tech

Como tudo neste mundo funciona como um pêndulo de relógio, assim esta acontecendo com o assunto fraldas.
Já faz muitos anos à fralda de pano foi considerada objeto pré-histórico e posta de lado, com o advento da fralda descartável. Todas as mães e vovós modernas só queriam saber das descartáveis, muito mais práticas, de fácil limpeza e fácil troca. Podendo ficar muito mais horas no bebê sem precisar trocar, visto absorver tudo e deixando o bebê sempre sequinho.

Hoje já vemos um movimento de retorno ao que é ecologicamente correto, a fralda de pano. Muitos ambientalistas reclamam do tempo de decomposição das descartáveis na natureza. O Japão já esta se voltando para uma fralda intermediária, tipo um “perfex” que pode ser reutilizada sempre que for xixi na fralda. Para o restante ela é descartável também.

Uma aventura pessoal - Túnel do tempo das fraldas

Como eu vivi a experiência das duas fases posso dar algumas dicas sobre o assunto.
A fralda de pano tem muitas coisas a seu favor, a natureza agradece, mas posso garantir que com elas a água do planeta fica temerosa quanto ao seu futuro na terra.

Vocês já lavaram fraldas de pano? Quando ela esta suja de xixi, mas também com marcas das pomadas contra assaduras? E outras sujeiras? Não é mole! Imaginem no inverno, quando a criança urina mais, e ao mesmo tempo fica tudo geladinho por baixo. É preciso pelo menos umas 15 fraldas de pano por dia num dia comum, num de inverno o número sobre para o dobro! E não estou exagerando.

Quando tive meu primeiro filho, não existiam quase fraldas descartáveis e também eram muito caras. Eu gastava em média, nos primeiros meses, umas 40 fraldas, mais as calcinhas de plástico e as fraldas de flanelas para a noite, por dia! Imaginem com duas crianças, aí a coisa ficava preta.

Varais e mais varais só de fraldas. Sem deixar de lembrar de que ainda tínhamos que clarear, alvejar, e depois passar a ferro para matar os possíveis micróbios do ar.

Depois de todo este trabalho vinha a hora da colocação, o bebê não é o boneco, ele se mexe, esperneia e muitas vezes torna a fazer xixi bem na hora em que abrimos a fralda. Bem, isso pode acontecer na troca de qualquer tipo de fraldas, mas com as de pano a demora da troca é maior, tem que dobrar no formato que fique mais pano próximo a região da urina, e tem também o uso do alfinete. Uma verdadeira arte, na hora de colocá-lo, para não espetar a criancinha indefesa, mas arteira.

Isto tudo eu vivi com meus 3 primeiros filhos, e no momento em que pude adquirir fraldas descartáveis a preços razoáveis quase fiz uma oração de agradecimento a seus inventores. E nem eram tão boas. Tinham poucas marcas e ainda não eram de flocogel.

E pra trocar a fralda de pano em situações de limites?
Como por exemplo num estádio de futebol, numa igreja, num restaurante? Sem contar que não existiam lenços umedecidos e que deveríamos levar de volta na bolsa até em casa, para lavar. Numa situação destas a mãe sempre se sentia uma verdadeira equilibrista de circo.
A criança no colo, fralda suja, o choro pelo incomodo, tudo ao mesmo tempo e o local nada apropriado. Era necessário levar o bebê ao banheiro, para molhar outra fralda de pano e depois limpá-lo com esta tal molhada e em seguida usar outra sequinha para enxugá-lo e por fim colocar fralda limpa com alfinete e calça plástica.

Ufa! Já estou me sentindo cansada só de lembrar. Depois de tudo, pegar um saquinho plástico e guardar tudo dentro para então voltar para a atividade em que estava. Nesta altura já nem sabemos bem o que estávamos fazendo antes. Quem sabe isso tudo não foi o que ajudou a causar Alzheimer em tantas mães do passado? É algo que é bem melhor cair no esquecimento.



Vivas a fralda descartável! Os naturalistas que me perdoem, mas acredito que vale o preço que pagaremos no futuro, pelo uso destas benditas fraldas.
Salvo algumas exceções os bebês já não têm alergias ao material descartável e agüentam bem, pois ficam sequinhos e felizes sem os incômodos dos alfinetes e elásticos das calças plásticas.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Nossa atividade de julho – Um dia no sítio

No próximo dia 4 de julho, sábado, teremos um dia de lazer num sítio em Teresópolis. Uma atividade para famílias que se disponham a passar um dia inteiro com os filhos em atividades agradáveis.

Normalmente temos um dia privilegiado de encomenda, para o nosso negócio de família em Teresópolis. Um lindo dia de sol, com uma brisa refrescante na sombra. As pessoas vão chegando cedo e logo aproveitando um gostoso café da manhã e um papo super animado entre todos. As crianças logo fazem amizades e partem para correr e aproveitar o espaço, o verde e o sol.

Os mais animados empreendem uma caminhada até o topo do sítio, para colher as últimas tangerinas da colheita do ano. Lá do alto, vislumbram a Bela Vista, aonde só os atléticos chegam!

O dia transcorre com as crianças na recreação dirigida, com o auge da manhã dentro da piscina, sempre que o frio permita. E que banho! Os maiores e menores aproveitaram o sol e saem bem corados de lá para um almoço caseiro e comem com apetite.
Durante o almoço as conversas se estendem, acompanhadas de uma cervejinha.
Depois então temos um pequeno filme e debate sobre o tema. O grupo costuma participar ativamente enriquecendo muito o nosso trabalho.

A culminância é no final da tarde uma brincadeira geral entre pais e filhos e todos os outros participantes. Temos de tudo, competições, cabo de guerra, corrida de saco, etc... Muita diversão com entrosamento geral.


Programação:



Horário: das 9 às 17 horas


  • Café da manhã
  • Passeio
  • Palestra
  • Recreação dirigida
  • Almoço
  • Recreação
  • Filme com debate
  • Recreação geral
  • Lanche de encerramento.
Interessados podem entrar em contato pelo banner ao lado.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Casal - aproveitando o tempo das férias

A célula principal da família é o casal: Marido e Mulher.
Nós dos Negócios de Família estamos sempre “antenados” com tudo relacionado. Pensamos que todo casal deve desde cedo, ter o costume de estar juntos, dividir as alegrias e as dificuldades, tudo que os una cada vez mais.
Encontrei este texto abaixo no blog da Márcia e do Zé, e estou postando aqui para mostrar como é enriquecedor para o casal, viajar e estar juntos. Como esta muito bem colocada: Viajar não é despesa é investimento.


Os viajantes Márcia e Zé - http://www.viajandoporai.com.br/
"O destino não é apenas um lugar, mas uma nova maneira de ver as coisas."
–- Henry Mille

“Somos um casal jovem de viajantes, que está sempre pensando em um próximo destino.
Até hoje, não viajamos tanto quanto gostaríamos (clique nos nomes ao lado e veja os países onde já estivemos: Márcia e Zé), mas o suficiente para nos convencermos de que não há nada melhor do que sair um pouco o nosso mundinho do dia-a-dia (que nem sempre é azul ou cor-de-rosa) para recarregar as baterias e "voltar à vida" com novas idéias, trazendo na bagagem novas visões de mundo e também um pouquinho de saudade, que é sempre saudável, porque nos faz valorizar alguns aspectos da nossa cultura (às vezes pequenos detalhes) que acabam passando batidos na correria do cotidiano.

Outro dia pensamos: "Se tivéssemos guardando o dinheiro que gastamos em viagens, teríamos feito uma boa economia nestes sete anos de casados!". Mas, imediatamente, nos lembramos de algumas experiências maravilhosas que teríamos deixado de viver: pegar um frio de 6 graus negativos no topo da Torre Eiffel (e praticamente congelarmos, felizes da vida!); rolar de rir com os desajeitados pingüins em seu habitat natural, em Ushuaia ; nos deliciarmos com os autênticos pastéis de Belém, em Lisboa; visitar um mundo de conto de fadas no encantador Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha; assistir o magnífico pôr-do-sol no Rio Vlatva, em Praga; se perder pelas ruas de Veneza e descobrir que cada detalhe delas guarda séculos de uma história fascinante.... Pensando bem, chegamos à conclusão de que não valeria nem um pouco ter esse dinheiro guardado embaixo do colchão! Afinal, em nossa opinião, viajar não é um gasto, mas um investimento!

Muito do que somos hoje e de nossa maneira de ver o mundo tem a ver com essas enriquecedoras experiências que adquirimos em nossas andanças por aí, nas quais tivemos contato com novas paisagens, cheiros, paladares... e também novos e importantes laços de amizade. Sem falar nas lembranças desses locais e pessoas magníficas, que ficarão para sempre guardadas conosco, como nenhum outro bem material ficaria.”

Sendo assim, vamos animar maridos e mulheres, tratos a bolas para fazer uma viagem gostosa.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte I)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossas amigas.
Todas as SEGUNDAS teremos as respostas da Dra Mannoum

Filhos deslocados pelo ambiente.
1 – MT diz: Bom tarde, Dra Mannoun. A banalização das relações afetivas está atingindo profundamente os adolescentes. Estão confusos,perdendo o sentido do verdadeiro amor.A pergunta é como dar confiança a uma filha de 17 anos que, mesmo orientada, se sente deslocada diante do comportamento da maioria de suas colegas? Como ela pode ajudar as amigas também? Obrigada desde já.

RESP: Uma família bem estruturada é - sem dúvida- de muito valor em meio ao caos de valores que o mundo todo atravessa. Importa que os Adolescentes que vivem um ambiente de família organizada apresentem a seus amigos o valor que aí está. Serão jovens seguros porque sua afetividade estará bem alicerçada e poderão enfrentar os ventos contrários, sem ufanismo, mas buscando entender a posição dos demais. E com tranqüilidade, procurar ouvir, oferecer o ombro, não se sentindo " diferente " por não banalizar o amor, mas serena do que seja a verdade e demonstrando concretamente sua amizade sincera, seu sorriso, seu desempenho escolar o melhor que cada qual possa. Isto porque não deverão se esquecer que são um " espelho " para os demais. E sem um ar de "beatice" , mas participando da vida de esportes, festas, com companheirismo sem vulgaridade, palavreado limpo,claro, aberto, transparente.
Interessante, ao ouvir uma “gozação" sobre ser ou não virgem, uma Adolescente respondeu alto e bom som- “sou sim - e você não é? - por quê? ”
Não esperar a investida do outro, mas antecipar-se com um sorriso. Difícil?! E quem disse que o Adolescente não tem sangue de herói? Aceita e quer desafios- cabe-nos a nós, adultos, mostrar-lhes o valor que isto representa oferecer-lhes alternativas, cada um dentro do seu contexto e vivência. Desculpem a extensão da resposta. Com os demais, tentarei ser mais breve e objetiva. Vocês são “minhas testadoras "... e desejo que me dêem sugestões, acréscimos, cortes, etc. Carinho, Mannoun

Como controlar tempo de tv?
2 – L. diz: Como podemos controlar o tempo de TV das crianças se saímos pra trabalhar cedo e só voltamos à noite? E as crianças ficam por conta de babá.

RESP: Olá, é uma pergunta muito importante, dúvida de muitos...!
Não podemos deixar de ter confiança na pessoa da babá, no sentido de que seja responsável em cumprir o que os pais recomendem.
Talvez aqui esteja a melhor solução: (Gostaria, porém, de mais detalhes quanto à idade dos filhos e se estão em creche, escola e quais as séries. Penso que são pequeninos, pois que ficam com a babá). Neste caso, uma idéia é que os pais se revezem no horário trabalho/casa.
Que possam - ao menos - almoçar em casa, um dos dois e conversar, dar atenção, ouvir os filhos e também a babá.
Outra idéia ( difícil mas não impossível) é não deixar a televisão disponível quando os pais não estão presentes, mas dispor de brinquedos tipo joguinhos de armar, vídeos de historias de acordo com as idades, ensinar brincadeiras de salão para a babá utilizar com eles, estimular esportes, idas ao play-ground ou praças que haja perto de casa,
Caso as respostas não satisfaçam, continuo a seu dispor e pensaremos outras sugestões. Meu abraço, Mannoun

Como fazer perguntas?
3 – MI diz: Já conheço de nome a Dra e gosto muito dos livros dela. Tenho muitas perguntas a fazer pois tenho 2 adolescentes em casa, um rapaz e uma moça. A moça esta dando mais trabalho e me deixando louca! Onde faço as perguntas?

RESP: MI, obrigada ! Aguardarei suas perguntas, mas enquanto elas não chegam, não permita essa idéia de que a filha moça a " enlouqueça " e não deixe de dizer as idades, por favor . Um abraço da Mannoun



Filha quer namorar homem mais velho.
4 - M A diz: Eu gostaria de saber o que fazer com minha filha de 15 anos que quer namorar um homem de 27 anos, o que você me diz sobre isso? Eu não deixei, achei um absurdo. Ela esta sem falar comigo. Sou do sul e aqui o povo fala muita coisa a respeito disso que me assusta. Agradeço sua resposta.

RESP: Olá, MA, mesmo que sua filha não queira falar-lhe, não deixe de se dirigir a ela. Sua atitude é muito correta, isto é o que importa e procure demonstrar que o que está sendo feito é prova de seu amor por ela. Procure solicitar sua ajuda para alguma atividade ( especialmente aquelas de que ela goste), aproveite momentos e situações para dizer-lhe algo bom e elogioso, convide-a para um programa juntas fora de casa.
Contando com os 15 anos, esta situação pode ser algo passageiro ou demorar um pouco mais. De qualquer forma, não super valorize o acontecimento nem deixe de lado como " criancice" .Peça aos familiares que não comentem o assunto ou o façam o menos possível , sem apreciações que coloquem sua filha " na berlinda " . Dê tempo ao tempo. Não se mostre apreensiva com noticias e noticiário do Rio. As pessoas são as mesmas em qualquer região onde chegue a mídia.....
Que vizinhos, parentes, madrinha, amigos não fiquem participando demais nem opinando, o que é comum acontecer nas famílias. Que fique qualquer comentário apenas entre vocês duas e o pai, até que o momento passe ( quem sabe já passou ?) Continuo a seu dispor e, se vocês participam de alguma religião, reze, ore, peça a Deus por tudo isto. Vale a Pena! Meu abraço. Mannoun

Pílula anticoncepcional segura. Existe?
5 - A S diz: Existe alguma a marca de pílula Anticoncepcional que foi feita pra o público adolescente? É segura?

RESP: Olá, AS, há uma enorme quantidade de pílulas no mercado, dirigidas ao público Adolescente...
Não sei o que pensa a respeito, mas não prescrevo pílulas contraceptivas para meus pacientes.
Explico a cada um, o que quer dizer - contracepção. Pergunto se sabem o significado. Contra = contrário, anti. Concepção quer dizer conceber, dar a vida.
Todos os Médicos fazemos um juramento de defender a Vida em todos os seus estágios, incondicionalmente e, portanto, jamais deveríamos prescrever pílulas anticoncepcionais ( contra a vida )...
Em se tratando de Adolescentes, especialmente os riscos são muitos: parada do crescimento, alterações hormonais, hipertensão, tromboses, etc., etc., basta ler as bulas com lentes de aumento porque as letras são minúsculas - mas estão descritas...
Converse com as filhas e filhos e amigos. Ajude-os a pensar. Que não estraguem seu Hoje e Amanhã por um momento tão fugaz de prazer que pode esperar.
Não sei se respondi o que esperava , mas estou às ordens, pode voltar a falar comigo e um abraço. Mannoun

Filho que não quer estudar.

6 - T diz: O que fazer quando um filho adolescente fala que não quer mais estudar ? Estou desesperada com isso, ele só quer ficar em casa na frente do computador. Meu marido diz que isso passa que não devo me preocupar, mas eu não acho normal. Ele esta faltando ao colégio direto, já tem 2 semanas.

RESP: Olá T, antes de tudo, não se desespere. A Educação no Brasil atravessa momentos duros. O que vocês devem fazer é propor ao filho que faça um curso ou busque um trabalho se não deseja estudar. Mesmo que seja um curso ligado à informática, se quer ficar no computador e dê ordens firmes quanto ao tempo em que poderá utilizar-se dele.
Se o pai acha que vai passar e você não pensa assim, cheguem primeiro a um acordo os dois, e peça ao pai que " enquanto passa " , leve com ele o filho para seu trabalho para que ele não fique ocioso em casa.
Vejam como fazer pelas semanas de aulas perdidas, mostre-se firme e segura, sem discutir nem demonstrar sua aflição. Quem sabe ele quer ser alvo de mais atenções fazendo algo diferente?
Não somos obrigados a estudar - entretanto devemos ser úteis e produtivos. Que ele faça tarefas caseiras: compras com vocês para a casa, assuma responsabilidades, já que não deseja estudar. A qualquer momento pode retomar o tempo de estudo se entender a importância de um bom preparo.
Em todo caso, calma e serenidade sempre levam a bom caminho.
Estou às suas ordens para outras conversas. Meu abraço. Mannoun

Domingo, 21 de Junho de 2009

Amor Não Tem Regras - Leatherheads (2008)

Uma comédia romântica bastante familiar. Situada nos anos 20, retrata com muito humor o surgimento do futebol americano. Dodge Connelly (George Clooney) é um homem de meia idade que luta para manter seu time de futebol americano. Como o esporte não é ainda algo popular nos Estados Unidos os times são precários e as regras também. Melhor dizendo: não há regras. Vale esconder a bola debaixo da camisa, vale jogar lama no adversário, etc.

Com a busca da criação de uma liga profissional, o Futebol Americano começa a receber seu primeiro conjunto de regras. A imprensa pela primeira vez demonstra interesse e a repórter Lessie Littleton (Renée Zellweger) se dedica a cobertura dos jogos, desprezando Dodge num primeiro momento e aos poucos cedendo aos galanteios e bravatas do ex-astro do primitivo futebol.

Comédia leve, alegre e com bom ritmo. Diversão garantida.

114 minutos.

FÉRIAS - Tempo de lazer?

Por Beatrice Zelesco
FÉRIAS, tempo de lazer... As crianças se esforçaram, deram duro o ano inteiro e agora é hora de descansar. Hora de fazer só o que der vontade, de curtir a vida, de ficar, às vezes, até de papo pro ar... Seria mesmo um tempo só de lazer?

Ou poderia ser também um tempo de aproveitar e colocar as pendências em dia. Nada muito estressante...
* Mas porque não selecionar um dia, ou uma tarde, e ajudar o filho a arrumar o seu armário de roupas. Junto com ele, decidir o que está pequeno e doar a quem precisa. Reorganizar seu armário, - cada gaveta com uma função -, ensiná-lo a dobrar e guardar sua roupa. As mães que trabalham fora não precisam sentir-se excluídas. Poderão ser as mentoras da tarefa, combinando com a pessoa que a ajuda em casa a dedicação de parte do seu tempo a esta tarefa. E ao chegar a casa, logicamente, perguntar ao filho o que fez olhar o armário e elogiá-lo.
* Pode ser também um tempo de incentivo à leitura. Passar uma tarde numa dessas grandes livrarias que tem uma seção infantil e manusear alguns livros, lerem para os filhos algumas histórias. Comprar um livro para ler com ele. Mas o importante é que não deve ser imposto. Devemos ser sutis e saber valorizar o livro até que seja desejado espontaneamente.
Uma boa pedida é ler antes de dormir, uns 10 ou 15’, uma história escolhida a dedo e, no momento de suspense: “por hoje já chega, amanhã continuaremos”. É uma leitura que será ansiosamente esperada.
* E, finalizando, utilizar este tempo - apesar dos choros e ranger de dentes, por que não?-,, para estudar. Não tira pedaço de ninguém a solução de um probleminha aqui, outro acolá. A releitura de um trecho de História procurando agora incrementá-lo com uma ida a um museu onde a criança possa ver várias coisas relacionadas com o que estudou.
E mais, em vez de jogar fora todo o material escolar do ano passado, fazer uma revista e verificar junto com o filho se alguma coisa não poderá ser reaproveitada.

Caso a criança seja pequena, talvez um livro não sirva mais para estudo, mas será útil para recortes, são os famosos trabalhos de pesquisa. Se a criança está no ensino médio, alguns livros de história e geografia já são bem mais consistentes, sendo realmente uma pena jogá-los fora, pois poderão servir de fonte de consulta mais adiante.
Enfim, que as férias sejam um tempo para curtir os filhos, que crescem depressa demais. Um tempo para estarmos mais disponíveis para eles, mas não apenas como motoristas, levando-os de um lado para o outro, agendando-os com vários compromissos, não, um tempo sim, mais sossegado, de troca de idéias, de conhecimento mútuo e de lazer em família.