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quinta-feira, 11 de março de 2010

Nossos Velhos - uma reflexão bem a calhar

Recebi um email de uma amiga que colabora com o nosso BLOG, a Anna Ribeiro, sugerindo colocar este texto que segue abaixo. É uma boa reflexão feita por Martha Medeiros, sobre os nossos idosos.

Nossos Velhos

Pais heróis e mães rainhas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.

A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá prá implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Fizeram 80 anos.

Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado para isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que para isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.

Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente.

Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.

Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça? Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.

Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.

É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Autora Martha Medeiros

Aproveitando o tema coloco um filme bem interessante que retrata este conflito de filho e pai idoso.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Alegrias anunciadas de se ser avó.

Texto de Maria Teresa Serman

Minhas amigas-vovós sempre me repetiam, ao saber que iria ser avó estreante em breve, a mesma e discutível (como soava para mim) frase: "Você vai ver, é uma delícia, não existe coisa melhor!"
Na minha avaliação da era pré-Pedro(a delícia!), nada poderia superar a emoção da maternidade em todo o seu profundo conjunto, desde a gestação até a criação, esta que nunca se acaba, pois os filhos, como cada um de nós, seres humanos, em qualquer idade, estão sempre necessitando de exemplo, conselhos, cuidados, amor, enfim.

E não é que as vovós-amigas estavam literalmente certas? Não há coisa melhor, ainda que ser mãe seja uma experiência única, irrepetível a cada filho. É muito diferente. Mais solto, divertido e renovador. Uma delícia!

Não compete aos avós a enorme responsabilidade de educar, como aos pais, e a diversão começa por aí. Calma, não defendo que os progenitores tenham a chancela para mimar e estragar, fazendo vontades em excesso aos pequenos. Como mencionei antes, a educação não cessa nunca, e a porta da casa da vovó não deve ser o portão do Jardim Zoológico, onde as "ferinhas" encontram a selva. Contudo, já se disse que avó é mãe com açúcar, e é ótimo relaxar um pouco da tensão que os encargos dos pais trazem embutidos.

Isso não significa que não vou "ralar" quando necessário ou solicitado. Ficar só no bem-bom de beijar, abraçar, enfeitar, não combina com a missão de avó com que Deus me presenteou. Missão mais discreta, mas igual a de todos nós, de ensinar a amar, apesar de nossas limitações e defeitos; de ensinar a falar com o Pai, que é rezar; de demonstrar, por atos e palavras, que toda vida é dom d'Ele, inestimável e sagrada, não só aquelas que direta ou indiretamente geramos.E, principalmente, faz parte da missão ficar "na sua", respeitando a importância primordial dos pais.

Finalizando, para não ser injusta, devo ressaltar que o vovô troca de babador a todo momento, até mais do que a vovó.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mulher deslumbrada procura...

Texto de Rafael Carneiro Rocha

Na semana passada, a Liana me passou alguns termos de busca que os internautas se utilizaram para chegar ao "Negócios de Família". Ela sugeriu que uma ou outra pesquisa pudesse ser inspiração para mais um texto a ser publicado no site.

De fato, a curiosidade de um (a) internauta me chamou tanto a atenção que eu procurarei, dentro das minhas possibilidades, atendê-lo (a). A pessoa digitou no google: "quando mulheres compromissadas ficam deslumbradas por outros homens". E esta pessoa, dirigida para o Negócios de Família, um site tão comportadinho, certamente não se deparou com um texto sobre paixões atrevidas e traições iminentes. Portanto, façamos agora uma divagação que possa agradar àquele (a) leitor(a) curioso (a).

É preciso que sejamos atentos ao deslumbre da mulher compromissada. Não sejamos carrascos que falam a partir de uma razão gélida. A mulher está deslumbrada e não queremos lhe massacrar este sentimento agradável. Que ela continue deslumbrada - eis aquilo que precisamos nos focar! Se eu pudesse aconselhar uma mulher compromissada que está deslumbrada por outro homem, eu lhe diria para não perder jamais o deslumbre, porque parece ser justamente isso que motiva os seus sentimentos.

Desse modo, se ela concordar que é necessário levar muito a sério o deslumbre, e que é crucial não perdê-lo de vista, é fato que o seu namorado ou marido não terão apenas um concorrente nos sentimentos dela, mas inúmeros outros. Mas isso é muito interessante. Se é pra se deslumbrar, que ela se deslumbre de verdade. Que ela passe a se encantar por vários e vários homens. Eu desejo isso para a mulher compromissada, porque muito provavelmente ela se queixa de tédio. Então, nada melhor do que refinar o deslumbramento ao se deixar fascinar exageradamente pelo sexo masculino. Ela ficará deslumbrada por homens inteligentes, por homens generosos, por homens belos e por homens que combinam em si uma ou mais dessas virtudes. Em suma, ela aprenderá a apreciar o espírito masculino e várias de suas nuances.

Ela vai se deslumbrar tanto por homens, que não verá a hora de colocar em prática as suas vontades afetivas. Mas o afeto é valioso demais para não ser bem cuidado. Sendo assim, é preciso definir como ele será dirigido. É preciso ter compromisso com o afeto. O amor compromissado é a única forma da pessoa guardar bem o seu afeto. Sem orientação definida, se perdem o afeto, o deslumbre e todas as coisas boas que as pessoas cultivam em si. Nesse momento é que a mulher compromissada vai poder realmente curtir o seu deslumbre. Só quando ela souber manter o afeto para com o namorado ou o marido é que ela saberá o que é ser realmente deslumbrada.

É uma regra universal. Tanto é que poderíamos inverter o sexo desses argumentos. Eu poderia manter exatamente o mesmo raciocínio para um texto intitulado "Homem deslumbrado procura". Mas, em consideração à pessoa anônima que procurou o Negócios de Família e, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres (8 de março), que as minhas palavras continuem sendo sobre as mulheres deslumbradas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 32)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.
Adolescente que não pode ser contrariada
1 – C. A. diz: Dra tenho uma adolescente que não pode ser contrariada que quer se matar tem crises histéricas, o que pode ser isto?
RESP: Cara Sra. C.A. Vale a pena a senhora levar sua filha ( não tenho maiores detalhes...) a uma consulta psiquiátrica.Não é um comportamento natura l- parece que ela já se acostumou a ter e conseguir o que deseja usando deste " recurso " mas - até prova em contrário - todas as vezes que há ameaça de atentado contra a própria vida, devemos avaliar psiquiatricamente o Adolescente.
É bom tratá-la com muito carinho e serenidade, sem brigas e sem demonstrar que os familiares estão aflitos, mas com firmeza e segurança não atender o que deseja e alertá-la,comunicando que da próxima vez, marcarão uma consulta específica para que ela seja ajudada.
Boa sorte e fico às suas ordens, Mannoun
Vale a pena continuar casada?
2 – A. diz: Dra não sei se a pergunta cabe aqui, mas como sou ainda bem nova, tenho 25 anos vou fazer assim mesmo: vale a pena continuar casada por pena? Meu marido é burro, crianção e lentão. Agradeço sua resposta, pois não sei mesmo o que fazer. Estou casada tem 3 anos e ele não muda.E.
RESP: Cara A., Fernando Pessoa tem uma frase sugestiva- " tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
Claro que vale a pena continuar casada, refletindo bem se a senhora se casou com um sonho ou com uma pessoa real, de carne e osso, com qualidades e defeitos. Não continue casada por pena, como diz, mas busque o amor que a levou a unir-se ao seu marido.
Soaram-me muito duras suas palavras quando se refere a ele.
Quanto tempo transcorreu entre o namoro, noivado e o casamento? O que a levou a casar-se com ele? Seria muito bom fazer uma listagem daquilo que a senhora encontra nele como qualidades e o que considera defeitos e atitudes que a desgostam. Depois procure com calma e serenidade conversar, pedir a ele que diga o que lhe agrada e o que não lhe agrada na senhora e como gostaria que fosse. Faça o mesmo e com tranqüilidade, procurem ambos esforçar-se por melhorar. Não somos perfeitos e a convivência parece desgastar as melhores intenções quando não nos esforçamos por ver no outro sua maneira real de ser e não a figura que nossa imaginação idealizou...
A senhora tem outras ocupações fora de casa? Qual a profissão de seu marido e qual a sua?
Quem sabe se a senhora dedicaria um pouco de seu tempo livre visitando creches, locais de acolhida a idosos, algum trabalho voluntário antes de decidir-se por separar de seu marido?
Gostaria que voltasse a falar comigo e contasse mais coisas sobre vocês - é possível?
Aguardo seu retorno, Mannoun
Pais devem ficar de fora das festas dos filhos?
3 – U. V. diz:Dra porque os adolescentes não gostam que os pais participem das suas festas e das reuniões com os amigos? Existe uma diferença tão grande assim entre as gerações que provoque isso?
RESP: Sr.U.V. Não é a diferença entre gerações que motiva os adolescentes a não desejarem a presença dos pais em suas “festas". É mais um modismo, é o querer governar-se por conta própria, a autonomia que começa. Isto não quer dizer que os pais concordem e consintam.

Vocês podem perfeitamente organizar com eles e seus amigos umas festas em casa, circular à vontade embora eles estejam também " na sua " mas com supervisão. Eles gostam de se sentir protegidos e acolhidos, mas há todo um trabalho prévio de acolhida, conhecimento e convívio com os amigos deles e familiares. Que as famílias se conheçam, que haja amizades ,interesses comuns,valores comuns. Assim é mais fácil esse convívio social e não é algo impossível- existe! Veja o que fazem aqueles casais que participam dos “negócios de família " e peçam sugestões.
Boa sorte e até a próxima,Mannoun
Contar ou não que foi adotada?
4 - M. C. M. diz: Dra como contar a minha filha que ela é adotiva. Somos de Matosinhos, Portugal e cá ninguém sabe. Mas ela anda a desconfiar, desde uma aula de biologia. Ela esta muito rebelde.
RESP: Cara Sra.M.C.M. Todos nós temos necessidade de conhecer nossa origem e o fato de sua filha estar rebelde, pode ser algo natural na adolescência mas também pode estar no fato de ser adotada e não conhecer o fato.
Vocês tem outros filhos ou só ela ? Com muito carinho, procure um momento bem agradável na família e diga que vocês queriam muito uma filhinha do jeitinho dela e que ela veio preencher o espaço no seu coração. Que a cada dia vocês agradecem a Deus por ela existir e só não contaram antes porque julgavam não ser necessário mas que alguém sugeriu que ela deveria conhecer que seus pais daqui são do coração.
Não sei se conhecem os pais biológicos e quais as razões da adoção mas ela vai perguntar com certeza e deve saber que os pais estão vivos, caso estejam ou se são mortos e como foi que ela veio para vocês.
Claro que se foi abandonada, não deverão dizer deste modo, apenas que os pais não podiam por alguma razão ficar com ela e com muita dor a entregaram a vocês.
Se quiser ver os pais e vocês tiverem condições, levem-na a Portugal e os apresentem , depois de combinar previamente com eles, para evitar surpresas desagradáveis de ambos os lados.
Não tenham medo de que ela não os queira depois disto. Pode ficar um tempinho amuada ou mais agressiva, mas isto passa e vocês terão mais alegrias juntos . Naõ deixem de pedir muita ajuda a Deus antes da conversa, durante e depois...
Fico às suas ordens, Mannoun

domingo, 7 de março de 2010

Beneditos - docinhos deliciosos

Esta receita foi de uma tia muito querida que fez história na nossa família. Quem não teve uma tia dedicada e carinhosa que agradava a todos com suas receitas deliciosas recheadas de carinho? Pois na minha família tivemos a Didi, que adorava fazer bolos e todos os tipos de doces. Criava receitas, incrementava outras e assim ia aumentando suas inúmeras receitas. Carioca da gema, funcionária do ministério, e nunca abandonou seu hábito de presentear os sobrinhos com seus docinhos e bolinhos.

Beneditos:
Ingredientes:
(1ª etapa)

250g de margarina
250g de açúcar
250g de farinha de trigo
4 ovos


(2ª etapa)
1 e ½ copo de leite
½ Kg de açúcar
1 colher de sopa de margarina
1 pitada de fermento

4 colheres de sopa de chocolate em pó

Modo de Fazer:

Bata a manteiga com açúcar e as gemas
Junte a farinha e as claras em neve
Despeje num tabuleiro untado e polvilhado
Depois de assado corte em quadrados e reserve
Para a calda: junte os ingredientes da 2ª etapa e leve ao fogo até ferver e engrossar um pouco
Passe os quadradinho do bolo na calda morna 1 de cada vez
Escorra um pouco e passe no açúcar

Deixe secar
Arrume os quadradinhos num prato de doces e sirva em guardanapos ou forminhas. Muiiiiito bom!!!
Dica: não demorar muito mergulhado na calda, para ficar com o miolinho do bolo clarinho e a volta pretinho.

sábado, 6 de março de 2010

Li por aí - (6) - PNDH-3: FEMINISMO CONTRA A VIDA

Encontrei este texto, no BLOG amigo Tatarana e trascrevo para mostrar como o pensamento de muitas mulheres seguem um raciocínio incerto, por falta de boa informação.

By Tatarana
Outro dia estava eu conversando com uma colega de trabalho, que comemorava o fato de uma gestante ter garantido na Justiça o direito a pensão de alimentos para o filho desde a concepção. Aproveitei então para questioná-la (maliciosamente, reconheço!): Ora, se o pai da criança deve assumir a responsabilidade com os custos da sua criação desde a concepção, logo deverá ele decidir em conjunto sobre o seu destino, se o aborto fosse legal, correto? A esta pergunta, a minha colega, claudicante, não respondeu, talvez por imaginar (de maneira incoerente, é lógico) que, neste caso, a escolha caberia exclusivamente à mulher.

É neste sentido que prevê o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, onde consta que o estado deve apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres.

Em minha opinião, essa visão decorre de um mal entendido e de um problema recorrente nas feministas........ Já faz muito tempo que a ciência descobriu que a fecundação humana ocorre com a união do óvulo e o espermatozóide, completando-se os 46 cromossomos, sendo 23 do gameta masculino e 23 do gameta feminino.

Assim, a formação do zigoto conta com a colaboração igualitária do homem e da mulher. Deve ser visto como um resultado conjunto, e não algo que pertence ou que é parte biológica da mulher. Por outro lado, também a ciência demonstra que a fecundação dá origem a um novo ser, ontologicamente individual e autônomo em relação aos seus pais. E por estarmos falando de um ser humano, e, portanto, dotado de dignidade, deve ter a vida assegurada e protegida. Neste sentido deveria ter previsto o PNH-3, assegurando a vida desde a concepção, tal como se encontra previsto na Convenção Americana de Direitos Humanos ( Pacto de S. José da Costa Rica), a qual o Brasil é signatário, nestes termos:
“Artigo 4º – Direito à vida – 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse “direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Orgulho e Preconceito - o livro e o filme

Tanto o filme como o livro são bem interessantes e conseguem prender a atenção das jovens adolescentes.

A figura da mãe das 5 filhas é impagável. Uma mulher determinada a casar bem suas filhas, não medindo esforços para chegar a seu fim. No filme ela é bem representada pela atriz Brenda Blethyn que dá um show, incomodando muitas filhas adolescentes ao assistirem o filme.




O livro é rico de detalhes sobre a Inglaterra do século XVIII, mostrando costumes, fofocas e escândalos da provinciana classe média. A chegada de dois jovens — o rico e promissor Charles Bingley e seu amigo, o altivo e ainda mais rico Fitzwilliam Darcy — à vila de Longbourn causa um grande alvoroço entre as moças da região. Especialmente na família Bennet, cujas cinco filhas — a bela Jane, a sensata Elizabeth, a culta Mary, a imatura Kitty e a desvairada Lydia — foram criadas com um único propósito na vida: encontrar um bom marido.

Orgulho e Preconceito - o livro de autoria de Jane Austen
Orgulho e Preconceito – filme – foi lançado em 2005 , sob a direção de Joe Wright e teve atores principais como: Keira Knightley , Matthew Macfadyen .

Com a chegada de dois jovens — inicia –se a saga da família Bennet. Tudo o que as meninas desejam são os intermináveis compromissos sociais, bailes e jantares, oportunidades perfeitas para cumprirem seu destino.

O que não parece muito difícil após a chegada dos dois rapazes, pois Bingley logo se interessa por Jane. A sorte de Elizabeth, no entanto, é inteiramente diferente da de sua irmã — ao conhecer Darcy ela imediatamente o acha arrogante e convencido. Darcy, por sua vez, também não parece ter inclinação alguma em se encantar pela inteligência e a perspicácia de Elizabeth — seus comentários irônicos só conseguem irritá-lo ainda mais. Além disso, pertencem a classes sociais completamente diferentes. Darcy aborrece Elizabeth, ela o incomoda — eles parecem determinados a se detestar para sempre.

E é assim que ficamos sabendo que eles devem se casar. Mas antes disso, terão de descobrir o que está além das impressões que têm um do outro e lutar contra os sentimentos contraditórios que oscilam entre a paixão, o orgulho e o preconceito, para finalmente descobrir que o amor só é verdadeiro quando acontece à segunda vista.

O romance dá uma boa dica de que o amor pode crescer e dar frutos com o passar do tempo e que não se deve descartar uma pessoa logo a primeira vista, é sempre bom dar uma segunda chance.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Filme - Pátria Proibida - visto pelos olhos de uma mãe

Comentário de: Beatrice Zelesco

Um documentário excelente e muito tocante. Descortinamos a força de algumas crianças órfãs, que não têm nenhum adulto para orientá-las, em querer sobreviver a todo custo. Atravessam sozinhas regiões áridas da África. E, mesmo diante desta luta tão árdua, não perdem o sentido de compaixão e solidariedade. Os que são mais velhos ou maiores cuidam dos menores. Formam grupos, que agora são a sua nova família.

Alguns têm a oportunidade de recomeçar sua vida nos Estados Unidos. Apesar desta chance maravilhosa, não estão livres do esforço de superação. A meta para muitos é conciliar estudo e trabalho.

Contudo, não esquecem os que permaneceram em sua antiga pátria. Questionam-se porque o resto da sua “família” não teve igual oportunidade. Porém esta lembrança não é apenas uma foto esfumaçada na memória, mas sentem-se de fato responsáveis por seus antigos amigos. Transformam este laço afetivo em atos concretos, para que os que ficaram tenham plena liberdade de telefonar para solicitar ajuda e ser atendidos.

Muito instrutivo para nossos filhos que, às vezes, têm tudo de “mão beijada”.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Quaresma - Como malhar sua alma

Texto de Maria Teresa Sermann

Quem fugiu recentemente do calor da cidade para paragens mais amenas já deve ter observado árvores densamente floridas em amarelo e roxo. Estas últimas são as Quaresmeiras, um insuspeito reconhecimento da natureza ao período litúrgico que vivemos. As primeiras julgo serem as Acácias (algum botânico me corrija, por favor, se estiver errada).


A Igreja Católica denomina Quaresma aos quarenta dias que começam na Quarta- feira de Cinzas e terminam na Páscoa. São marcados pela penitência, pela oração contrita, jejum e abstinência. As igrejas e os paramentos passam a se revestir da cor roxa, símbolo dessa contrição. É um tempo especial de preparação das nossas almas para a Ressurreição do Senhor, a passagem para a Vida, que celebraremos, no Domingo Pascal. Digo celebraremos porque "Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram (...) (I Coríntios 15,20).
Comemoramos desde já, com esperança, a cada Páscoa, também a nossa passagem para o paraíso.

A palavra "primícias" tem profundo significado, desde os tempos bíblicos. Jesus Cristo, como novo e perfeito Abel, oferece a Si mesmo ao Pai, por nós,por toda a humanidade, por cada ser criado. Ele é a oferenda dileta, e, a partir de então, São Paulo nos assegura que, se formos fiéis, seremos salvos.

Quaresma significa oportunidade de amadurecer para a vida espiritual. Não deve ser vista sob um ótica negativa, de privação por si só. Jejum e abstinência, e principalmente esmola e oração, são atos voluntários de amor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Entregamos à Ssma. Trindade o que mais nos agrada, como um filho carinhoso oferece a mais viçosa flor à sua mãe.

O jejum não é um castigo, e sim um meio muito eficaz de afinar o espírito para conhecer e amar mais profundamente a Deus. Muitos fiéis muçulmanos, hindus e budistas o praticam com regularidade. Não é necessariamente de comida ou bebida, e é importante ensinar às crianças e aos jovens outras possibilidades: comprar menos, calar a palavra crítica; sorrir e ajudar de boa vontade (acredito, e comigo todas as mães, que deve alegrar muito ao Pai ver seus filhinhos e filhinhas tirarem a mesa e lavarem a louça por amor); trocar programas fúteis por outros úteis à alma e à amizade; enfim, que o amor amplie nossa imaginação para renovar nossas mortificações habituais!

A prática do jejum e da abstinência é obrigatória a todos os batizados (católicos), com idade entre 18 e 60 anos, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa (da Paixão do Senhor), devendo ser ordenada de acordo com os limites da saúde de cada pessoa. A esmola, o desapego, não só do que nos sobra, mas também do que nos apraz, é outra forma que a Igreja recomenda de aproximarmo-nos do Mestre a caminho da cruz. Afinal, Ele quis se fazer tão pobre que "não tinha onde pousar a cabeça".

Precisamos sempre estar atentos, como destacou um trecho do evangelho de missa recente, a não ostentar nossa contrição e generosidade, ou divulgar nossas mortificações - “(...) quando deres esmola, que a tua mão direita não saiba o que faz a direita. (...) "quando orares, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, para que os vejam." Aliás, é bom repetir que se tratam de atos livres de amor. Amor não rima com mau - humor. Maridos, esposas, filhos e afins não são degraus para nossas práticas quaresmas. Ou melhor, são totalmente, se deles nos "aproveitarmos" para mortificar a vontade, para o sorriso esforçado, não forçado; como estímulos para o serviço alegre.

Afinal, homens e mulheres não vivem se privando de "engordiets", para terem saúde ou estarem em forma? Ou suando e subjugando o corpo nas academias, por exigência de cânones estéticos espartanos? Que tal transformar essa tendência modernamente supliciante em salutar luta ascética? O prêmio vale à pena!

terça-feira, 2 de março de 2010

Cura para sentimentos vagabundos

Texto de Rafael Carneiro Rocha

Irritabilidade, impaciência, aborrecimento e outros males afins atacam todos nós. De vez em quando, somos provocados por algo ou alguém e sentimos vontade de externar, não raro por vias agressivas, o nosso incômodo.

Mas o fato é que quase todas as nossas irritações banais merecem morrer conosco e, se possível, sem que ninguém saiba delas. São sentimentos fugazes que desaparecem rapidamente. Portanto, temos de ter o cuidado para abafá-los silenciosamente. Afinal, quantas confusões e quantos desentendimentos com os outros não existiriam se tivéssemos um pouquinho mais de fortaleza?
A impaciência, eu diria, é uma dor sentimental e, de algum modo, física. Digo isto porque muitas vezes a minha irritabilidade com algo ou alguém já me abandonou depois que eu, simplesmente, comi alguma coisa. Isso mesmo: um lanche pode curar os nossos aborrecimentos banais. São sentimentos tão vagabundos que desaparecem com um spaghetti à bolonhesa, ou com uma taça de sorvete.

Com o passar do tempo, nossa fortaleza é aprimorada. Mas, enquanto ainda tivermos vontade de dizer uma bobagem para alguém, movidos apenas pelo sentimento fugaz da irritação, que treinemos o nosso silêncio. É bem provável que nem a pessoa nem nós mesmos mereçamos conflitos tão patéticos.

Se você estiver na rua, procure uma lanchonete. Se você estiver em casa, abra a geladeira. Muitas coisas podem ser resolvidas com fortaleza e chocolate.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 31)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Relação entre adolescentes
1 - D. D. diz: Dra gostaria de uma orientação, tenho uma filha de 15 anos e ela acabou de me contar que dormiu com o namorado, o que eu devo fazer agora, que tudo já foi consumado? Como orientá-la para agir daqui pra frente. Em que médico devo levá-la? Agradeço sua ajuda

RESP: Sra. D. D. Antes de responder sua pergunta, gostaria de conhecer mais detalhes sobre sua família, os valores que vivem, quantos filhos vocês tem, se a senhora trabalha fora ou se está sempre em casa. Isto porque sempre é importante ter maiores informações para uma resposta mais específica, mas em principio, sua filha parece confiar muito na senhora pelo fato de contar - aos 15 anos - que dormiu com o namorado, o que não é habitual.
Até onde chegou o relacionamento deles? Ela contou por confiar na senhora ou porque deseja causar impacto e chamar a atenção? Como é seu comportamento de um modo geral?
Veja que faço muitas perguntas, mas sempre que possível, devemos conhecer as pessoas para dar uma melhor orientação.
Procure conversar mais com ela e saber detalhes:- como foi, porque aconteceu, onde. Vocês conhecem o namorado dela e concordam com o namoro?
Antes de levá-la a um médico, mostre-lhe que não é pelo fato de ter acontecido uma vez que necessariamente ela deva dormir com o namorado de agora em diante. Fale do verdadeiro AMOR que sabe esperar, que necessita compromisso, que respeita o outro e não “usa” nem se deixa ser utilizado como coisa .
Como é que, na família, se encara o relacionamento sexual entre adolescentes ou entre pessoas fora do matrimônio? A sexualidade humana é muito bela para que consintamos em vê-la tratada – (tão maltratada...! ) como acontece atualmente nos meios de comunicação e lamentavelmente em muitos lares. Novelas como malhação, viver a vida e outras, apresentam cenas de libertinagem confundida com “naturalidade “e pais e filhos assistem passivos, sem que se aponte para os jovens o verdadeiro valor e dignidade do ser humano que não é um animal! A pressão sobre os jovens é muito grande e é necessária muita fortaleza e orientação para que saibam dizer NÃO e PORQUE NÃO. Cabe aos pais o dever de mostrar caminhos e, sobretudo, dar o exemplo com sua própria vida.
Conhecem bem o namorado da sua filha? Procurem saber se ele já teve outras experiências sexuais e então sim, ambos deverão ir a um médico e fazer exames para pesquisar doenças sexualmente transmissíveis e AIDS. Neste caso, é muito importante que o médico seja amigo da família, que os conheça e seja alguém que não julgue “normal” o relacionamento sexual de jovens na idade de sua filha, senão tudo continuará na mesma... Serão apenas consultados, mas não orientados para a verdadeira e saudável sexualidade humana.
Fale com sua filha de coração a coração. As mães têm o dom especial de chegar com carinho e firmeza aos corações dos filhos, mostrando o que é certo e o que a senhora espera dela. Que ela tenha muitos amigos, tenha um sentido para a sua vida e seu viver,que faça esporte,tenha gosto para dedicar um tempo às artes, aos estudos, passeie e não se prenda tão cedo a um namoro, que sempre exigirá exclusividade e intimidade crescentes...
Perdoe a extensão da resposta, mas fico às ordens se desejar mais esclarecimentos.
Atenciosamente, Mannoun

Tom de voz
2 - N. M. diz: Dra como educar o tom de voz de uma adolescente ? Estou ficando louco com os gritos da minha filha e também quando se junta com as amigas.

RESP:Caro Sr N.M. Os especialistas ensinam que as novas gerações estão ficando surdas com o excesso de ruido de que estamos cercados. Sugiro que faça primeiro uma avaliação de audição de sua filha com um Otorrinolarigologista. Ela não irá aceitar em princípio mas perceberá seu interesse sincero por ela e as duvidas ficarão esclarecidas. Depois veja se ela aceita ter aulas de canto para colocar a voz no diapasão necessário. Não brigue nem reclame - aja- e ela perceberá que teve a atenção de que talvez necessitasse e acabará por ajudar também às amigas
Boa sorte ! Às suas ordens, Mannoun

Não quer estudar!
3 – C. S. S. diz: Dra Minha filha tem 17 anos e não quer estudar, vive achando que tem tempo e chega no final do ano esta sempre pendurada em várias matérias. Este ano ela esta no 2º ano do ensino médio e já começou na malandragem. O que me sugere fazer? Ela só quer ficar de papo pro ar sem fazer nada em casa e nem na escola. Será que devo pedir ajuda a escola? Somos de Jundiaí e aqui estamos com muitos casos de jovens envolvidos com drogas. Como saber o que esta acontecendo com a filha?

RESP: Sra. C.S.S. Sua filha tem amigos? Pratica esportes? Quais as tarefas que deve fazer em casa? Mesmo que ela não queira, solicite ajuda em pequenas atividades. Por e tirar a mesa, por exemplo, lavar a louça do café da manhã ou do lanche, fazer algum curso de que ela goste - aliás, quais são os seus gostos e habilidades? Comece por aí e devagar ela irá despertando para a necessidade de estudar. Descubram se gosta de ler, de participar de grupo teatral, pintura, desenho, artes, cerâmica...
Jundiaí é um grande centro e deve haver muita atividade de que os jovens gostem...
Quanto às drogas, fiquem atentos se há mudanças no comportamento dia a dia. Estar ocupados sempre foi e será ótimo para tudo...
Boa sorte e fico às suas ordens caso não tenha respondido à altura, Mannoun

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Aberrações do estado laico

Esta história se inspira de modo vago em fatos reais. No entanto quaisquer comparações com personagens existentes são meras imaginações do leitor.

Reunião de governo da Presidente Amlid Ffessuor em Brasília no dia 02/01/2011

- Companheiros, ou como diria nosso ex-presidente, Cumpaheirus! Os otários, quer dizer, os eleitores nos colocaram aqui e agora vamos implantar o nosso Plano Nacional de Direitos Humanos. Primeiro ponto que quero ressaltar é: o estado é laico e portanto vamos remover todos os cruxifixos e outras menções a religião da vida do nosso país.

- Posso, fazer um aparte Compaheira Amlid?

- Diga, Delbio

- Acho boa sua idéia mas talvez as implicações sejam muito radicais. Vejamos:
Teríamos que derrubar a estátua do Cristo Redentor pois é uma clara referência ao cristianismo, o que afeta a laicidade do estado. Por outro lado que colocaríamos no lugar.

- Ponha uma do Che, respondeu a presidente Amlid.

- Certo, o proximo empecilho são os toponimos que se referem ao cristianismo. Espirito Santo, São Paulo, Belém, Natal. São quase 800 cidades que tem nome de Santo.

- Muda tudo, respondeu Amlid, muda tudo. Não se lembra o que fez Stalin na saudosa URSS? Stalingrado, Leningrado e por aí vai.

- Mas e o que fazer com a Bahia?

- O que tem a Bahia?

- Ora é um nome cristão?

- Cristão, Bahia?? Perguntou Amlid.

- Sim Cristão. O Nome foi dado em honrra a Bahia de Todos os Santos Mas como faremos para que as pessoas parem de se referir a Bahia com este noma cristão?

- Sei lá companheiro, isto é problema seu, se quiser monta uma estatal para gerir esta mudança de nomes, ai podemos aproveitar e arrumar uns cargos para algum companheiro em dificuldades.

- Pode ser uma boa esta de estatal. Estou começando a gostar disto.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Idéia para um jantar com a garotada - gostoso e improvisado

Quem nunca foi pego de surpresa, em um dia qualquer, sem empregada, muitas tarefas e a hora do jantar chegando?

Numa ocasião dessas precisamos usar da criatividade, mantendo a calma e deixando todos felizes com um simples jantar regado a gostosuras.

Basta termos em casa massa de pastel, e várias sobrinhas congeladas. Assim poderemos fazer um rodízio de pasteis abertos, onde cada um põe o recheio na sua massinha frita aberta. A criançada pode ajudar na confecção e ainda vai curtir muito a novidade.

Os recheios podem ser:

Carne moída refogadinha e incrementada com mais temperos

Frango desfiado com cenoura ralada e maionese

Atum com maionese e azeitonas picadinhas

presunto picado e queijo minas amassadinho

ovos cozidos amassados com azeite e salsa picadinha

Linguiça com molho de tomate e palmito

O que vai contar neste momento é a criatividade e o arrumar-se com o que tem em casa , sem precisargrandes confecções.

Uma linda jarra de suco, as rodelas de massa fritas, e os recheios, juntos formarão um conjundo bem simpático e agradável aos olhos e ao paladar. E deixar que cada um recheia a vontade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As australianas que cantaram para o Papa





O congresso UNIV acontece todos os anos em Roma, foi uma iniciativa apoiada por São Josemaría Escrivá no final dos anos 60, onde se procura que estudantes do mundo todo participem dos eventos da Semana Santa no coração da cristandade.

Desde o ano 1979, o Papa João Paulo II recebeu os estudantes que iam a Roma para o congresso do UNIV, depois de uma semana com muitas cerimônias os jovens cantavam músicas para divertir o Papa. Este vídeo mostra um grupo de moças que frequentam os centros do Opus Dei na Austrália cantando uma bela música do folclore australiano, baseada na poesia de Banjo Paterson: The Man from the Snowy River. É interessante notar que o Papa fica muito impressionado com a qualidade da música das moças.

Quatro de meus filhos já foram a este congresso UNIV, duas de minhas filhas em 2008 e dois rapazes em 2009. Voltaram muito entusiasmados e isto ajudou muito na formação espiritual, cultural e humana deles.

The Man from Snowy River
Banjo Paterson


There was movement at the station, for the word had passed around
That the colt from old Regret had got away,
And had joined the wild bush horses -- he was worth a thousand pound,
So all the cracks had gathered to the fray.
All the tried and noted riders from the stations near and far
Had mustered at the homestead overnight,
For the bushmen love hard riding where the wild bush horses are,
And the stock-horse snuffs the battle with delight.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aproveitando o calor

Num dia como o de hoje, com muito sol e uma temperatura de 42º, é possível imaginar como as crianças e os jovens estão: Sedentos, encalorados e reclamando de tudo!

Cada vez mais vemos nossos filhos impacientes pelos pequenos desconfortos do dia a dia.
Podemos nos lembrar que a bem pouco tempo atrás, não tínhamos ar condicionado nos carros e nem tão pouco nas salas de aulas, hoje isso é requisito básico pra qualquer escolha de carro ou escola, principalmente em cidades como o Rio de Janeiro e arredores.

Estamos vivendo uma mudança climática muito grande e ao mesmo tempo não estamos preparados e nem preparamos os filhos para isso.


Passar dificuldades, para quem é da classe média, é quase uma afronta, um desafio intransponível, porque não trabalhamos virtudes como a da paciência, tolerância, temperança, autocontrole, e não conseguimos imaginar nossos filhos se “mortificando” por algo.

Vemos muito hoje, pessoas se “mortificando” – isto é: fazendo grandes sacrifícios – para ter um corpo escultural ou vencer em um esporte: ser o primeiro; mas não se pode permitir que se faça o mesmo sacrifício por um bem espiritual ou até para seu próprio crescimento intelectual e humano, como o de ser mais tolerante, mais alegre, sem se lamurias das pequenas coisas do diário.

A tendência é termos mais dias quentes, mais temporais e vendavais,(isto dizem os entendidos), logo é preciso começar a mudar a forma de preparar os filhos para esta realidade. Com pequenas “mortificações” diárias, ensiná-los a esperar, a comer o que não gosta, nem que seja 1 colher, a esperar 30 segundos por 1 copo de água, a sentir um pouco de calor sem ligar o ar ou o ventilador, a esperar numa fila de banco pela sua vez, serão estas pequenas coisas que no conjunto farão a diferença no homem de amanhã.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fotos de família numerosa e feliz

Aceitei uma sugestão do nosso coloborador, o Rafael, para publicar fotos de famílias. Começo aqui então, com as fotos da Stella.
Uma família bem grande e animada, e pelas fotos veremos que estão sempre juntos em todas as festas de cada ano.Podemos aprender muito com uma família numerosa, onde todos se preocupam com todos e fazem tudo para serem agradáveis uns com os outros.
Estas fotos são de Natais anteriores, com a família reunida em brincadeiras, coral, auto de Natal

Nesta foto temos pai, mãe, irmãos, avó, tios, primos, cunhadas, todos reunidos, alegres, um exemplo de família, onde todos estão por prazer e por laços de família.

















Festas juninas, também são ótimas ocasiões para unir a família.


Fazer teatro, criar temas interessantes, onde todos fazem parte da peça, é um programa que também agrada e todos participam com muita alegria. Quem não é ator, é diretor, , ou faz o cenário ou é da equipe de sonoplastia, ou é maquiadora.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por uma macheza mais verdadeira

Texto de Rafael Carneiro Rocha

Curioso que os personagens interpretados por José Mayer, o homem que já "pegou" (para utilizar o termo vulgar que é dito) a maioria das lindas atrizes da Rede Globo nas telenovelas, sejam compreendidos como um modelo nostálgico de masculinidade ou de virilidade que está se perdendo com o tempo.

É certo que há muito pouca virilidade nos homens demasiado sensíveis, metrossexuais e um tanto neuróticos que representam nas ficções o impasse do macho perante a falsa libertação feminina ocorrida nas últimas décadas. Porém, entender que um protótipo dos mais toscos de galã seja modelo de macheza rara é uma demonstração de que as pessoas já não têm a menor idéia do que seja a tal da virilidade. Além disso, tal ignorância só alimenta uma vingança igualmente tosca do feminismo, que quer projetar nas mulheres uma mesma submissão do corpo como moeda de troca na modernidade sedenta por prazeres fugazes, superficiais e dolorosos a longo prazo.

Parece que a “sexualizada” cultura brasileira nunca compreendeu o verdadeiro homem viril. Um homem de verdade não é aquele que “pega todas”, mas sim aquele que é forte o suficiente para controlar suas paixões e confiar, livremente, numa só mulher a potência do seu Eros.

Teoricamente, confiar em apenas uma mulher a potência do amor é fácil numa primeira fase das relações. Mas a manutenção dessa confiança exige fortaleza dos homens e, nas etapas desgastantes dos relacionamentos, aquela figura muito apaixonada de outrora não raro pode se tornar um carrasco ou um traidor. A sensibilidade aflorada no início dos relacionamentos, assim como todas as emoções, é fugidia e perdê-la é doloroso.

Portanto, querer amar uma mulher, mesmo depois de ter perdido a sensibilidade que colocava aquela pessoa como a mais nobre das criaturas, é um sinal de macheza. É descobrir em si a potência do ser. É, principalmente, amar de verdade.
As feministas não precisam imitar os machos de mentira, porque num certo sentido o homem forte é aquele que imita as mulheres de verdade.